domingo, 20 de agosto de 2017

[Súmula de Domingo] Viver é uma loucura!!! – Ana Cristina da Costa

Eu li uma reportagem, “cientista descobriram que dormir pouco faz engordar e que tirar o famoso cochilo após o almoço revigora as energias e não engorda”;

E também que chocolate engorda e não engorda, basta comer os que contém pouco açucar ou nenhuma e veja bem não adianta comer uma barra do inocente que vai engordar do mesmo jeito, exagerou na quantidade, fere a serotonina;

Massas são as grandes vilãs da estética e as mais saborosas são as que estão sempre acompanhadas das mais deliciosas iguarias, então elas engordam, mesmo que sejam integrais, casou com uma fatia de presunto e mussarela já era a inocência;

Café é muito bom para despertar os insones e energizar os estudiosos, mas jogou na xícara dois ou tres torrões de açúcar a fim de agradar o paladar, arruinou com todo o processo do despertar ao mesmo tempo que tomar café amargo só os preto-velhos, ninguém merece;

Bebidas alcoolicas engordam porque o alcool tem acúcar os dois estão juntos e misturados, mas beber faz dormir e dormir lembram emagrece, então.....;

E as inocentes frutas? “É importante consumir 3 a 5 peças de fruta por dia de frutas variadas, mas o côco, açaí, abacate, banana,uva e caqui como são as frutas mais calóricas, com mais gordura ou açúcar, devem ser evitadas, dando preferência à outras frutas como morango, maçã,pera, melão, abacaxi, melancia, kiwi ou mamão, para não engordar.” Fonte: Google;

E comer frutas faz parte das dietas......,

Há uma infinidade de sugestões e regras para o bem-viver se anotássemos todas elas e andássemos com todas para que não nos esquecêssemos de nenhuma acho que aí sim emagreceríamos, pois o peso das anotações nos faria andar léguas como mula, nos causaria fadiga e falta de apetite de tanto desgosto pelo ofício.

Viver é uma loucura mesmo disso não tenha dúvidas ao mesmo tempo em que viver é pura simplicidade, façamos tudo o que estiver ao nosso alcance sem que nos prejudique e adote o caminho do meio para que não seja tomado pela paranoia. Faça o que te agrada o importante é a sua felicidade.

E quer um conselho que até agora os médicos não derrubaram, o beijo, então quer emagrecer pegue uma boca e beije e seja correspondido, troque bactérias que é extremamente saudável.

Um grande beijo a todos e uma semana exageradamente feliz!!!!

Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pinterest

Indicação de filmes:
A História de uma criança com fome:
https://www.youtube.com/watch?v=a0PDsdVW4XE versão em inglês a dublada é exclusiva do NETFLIX, um filme excepcional vale a pena.
Outras dicas http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/15-filmes-imperdiveis-para-quem-ama-cozinhar-e-comer-bem/
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

[Biografias Reais] Escritor José Saramago

O orgulho de ser quem é!



Tentei não fazer nada na vida 
que envergonhasse a criança que fui.
José Saramago


Filho e neto de camponeses, José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione como data de nascimento o dia 18. Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele não havia ainda completado dois anos. A maior parte da sua vida decorreu, portanto, na capital, embora até aos primeiros anos da idade adulta fossem numerosas, e por vezes prolongadas, as suas estadas na aldeia natal.

Fez estudos secundários (liceais e técnicos) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. O seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance,  Terra do Pecado, em 1947, tendo estado depois largo tempo sem publicar (até 1966). Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na revista  Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante cerca de um ano, o suplemento cultural daquele vespertino.

Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, de 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal  Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. Casou com Pilar del Río em 1988 e em Fevereiro de 1993 decidiu repartir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (Espanha). Em 1998 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura.

José Saramago faleceu a 18 de Junho de 2010.


Mariane Helena
Fonte: Site José Saramago
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

[4ª Poética] Sofro em teu olhar - Robson Lima


Sofro nesse teu lindo olhar,
Tão sensivel eu sou.
Tanto amor á transbordar,
Ninguem á se embriagar do teu amor.
Forte ainda sorri teu olhar,
Remédio contra o amargor.
Quanto zelo, que terno esperar,
Para tão distante amor.
Sofro nesse teu rico amor,
Pobre para sofrer eu sou.
Era tu que devias penar
E uma lágrima em minha face rolou.
Segura, voce espera por tão grande amor,
Me seguro para não mais chorar.
Nessa escuridão, escrevo essa minha dor
E ela dorme sorrindo, maravilhosamente á sonhar.

ROBSON LIMA

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

[Faroeste News] InterLivro 2017



Com curadoria do PublishNews, programação terá a participação do americano Ed Nawotka, do português Miguel Martins e da alemã Sandra Schüssel

A Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, marcada para acontecer entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro, deverá reunir boa parte da força de trabalho da indústria editorial brasileira no Rio Centro. São editores, agentes, escritores, que, além do interesse no público que frequenta a Bienal, estará de olho em novos negócios e oportunidades.

Foi pensando nisso que o PublishNews, a Fagga e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) se uniram para realizar a segunda edição do InterLivro: Encontro Internacional de Profissionais do Livro. Para o evento, que acontece no dia 1º de setembro, foi escalado um time internacional de primeira, que inclui o americano Ed Nawotka (Publishers Weekly), que fará a palestra de abertura; o português Miguels Martin (Porto Editora), que falará sobre o mercado global de livros em português, e a alemã Sandra Schüssel (MVB), que vai apresentar sete lições que o país do 7 x 1 pode nos ensinar. O time de brasileiros é composto por nomes como Marcos Pereira (Sextante / SNEL), Marcelo Gioia (Bookwire) e Mariana Bueno (Fipe).

Encerrando a programação do InterLivro serão entregues os troféus aos ganhadores do Prêmio Jovens Talentos da Indústria do Livro 2017, que levará um profissional para a Feira do Livro de Frankfurt com todas as despesas de passagem e hospedagem pagas. 

“O InterLivro caminha junto com o propósito de fortalecer a profissionalização do setor editorial, que é uma das bandeiras fundamentais do SNEL. A Bienal se transformou num grande evento cultural e precisava de uma programação profissional à altura, voltada especialmente para a indústria do livro. Essa parceria com o PublishNews pelo segundo ano consecutivo é muito importante porque dá enfoque a assuntos que enriquecem o debate e as atividades em nosso mercado, como o livro digital, as experiências internacionais e a acessibilidade, culminando com a entrega do prêmio Jovens Talentos, que teve o apoio do SNEL desde o primeiro momento”, defendeu Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL.

A programação, que ainda está recebendo algumas confirmações, já pode ser acessada clicando aqui. Também pelo site do InterLivro já é possível realizar a pré-inscrição gratuita para participar do evento. 

"É uma honra para o PublishNews mais uma vez montar o InterLivro na Bienal do Rio. Os eventos do livro no Brasil muitas vezes carecem de programação específica a profissionais do setor e temos procurado preencher este espaço. Aliás, neste sentido, fundamental ressaltar o apoio do SNEL e da Fagga (ou GLS, ou Bienal), que forneceram a estrutura básica do evento, e também dos patrocinadores que permitem que o evento seja absolutamente gratuito", comentou Carlo Carrenho, fundador do PublishNews.

O InterLivro 2017 é realizado graças aos apoios da Sextante, Bibliomundi, Casa Educação, F1 Soluções, Ubook, Metabooks, Meta Solutions, BR75 e #coisadelivreiro. 

Mariane Helena
Fonte: PublishNews
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domingo, 13 de agosto de 2017

[Súmula de Domingo] Os Pais – Ana Cristina da Costa

Àqueles que por determinação do destino tornaram-se através de planejamento ou por acaso, por força maior ou que se intitularam dos filhos tortos, dos postiços, dos emprestados, rendo homenagens. Ofereço os meus braços.

Não é fácil sê-lo, seja de que maneira for não é fácil educar um ser para enfrentar o mundo, é uma tarefa muitas vezes árdua.

Hoje se comemora o dia especial, dia daquele que cria que dá amor, que põe para dormir, que se preocupa porque o filho não chegou em casa, porque ele não comeu, porque ele está jogando até tarde da noite e ou está com a namorada no quarto ou quando a menina está com o namorado na varanda ou sai com as amigas para a balada. É dia de fazê-lo entender que é especial não só hoje, mas todos os dias de sua vida.

Hoje o pai, pode ser a mãe, pode ser o irmão, pode ser o amigo, o avô, pode ser qualquer um que o intitule que seja o seu pai, se não tiver o seu, se ele não estiver ao seu lado ou se você for filho de uma família pra lá de especial. O importante é que hoje é dia de comemoração ao amor, amor à vida, amor à união.

Sei que existem os paizinhos, os paizões, os superpais e outros tantos megas, hiper’s e gigantescos pais, mas lembre-se que pai pode ser aquele que está ao seu lado sempre e se um dia puder ser, que seja o melhor.
Um excelente domingo a todas as famílias!!!!!
Ana Cristina da Costa.

Indicação de filmes:
http://claudia.abril.com.br/sua-vida/12-filmes-sobre-a-relacao-entre-pai-e-filho/
http://delas.ig.com.br/filhos/2013-01-31/filmes-sobre-pais-e-filhos.html



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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

[Biografias Reais] Poetisa Maria Manuela Margarido



Da luta à diplomacia: Te apresento Manuela Margarido



Sempre tive consciência de que os valores portugueses 
nos tinham formado as raízes do pensamento, 
até no modo como reagimos à colonização. (...) 
Fez-se a descolonização e o meu país sentiu-se livre. 
Mas independência não foi nem é tudo. 
Há muito para fazer em toda a África,
é necessário e urgente cuidar da língua portuguesa,
 para que se mantenha.
(Maria Manuela Margarido)



Maria Manuela da Conceição Carvalho Margarido (escritora, diplomata e lutadora contra a ditadura fascista e o colonialismo) nasceu na Roça Olímpia, na ilha do Príncipe, a 11 de Setembro de 1925. O pai, David Guedes de Carvalho, era de uma família judia do Porto, de nome Pinto de Carvalho. A mãe era mestiça, filha de angolana e indiano. O avô materno era descendente de uma família Moniz, de Goa -


 «Trago bem marcada a fusão das minhas origens. Sinto-me como a última geração do que se convencionou ser o império português. Há no meu sangue uma mistura de continentes, nos meus afectos uma mistura de gentes, na minha formação a cultura portuguesa, na minha poesia o resumo do pulsar da minha ilha.»


Começou a viajar para Portugal muito nova. A primeira vez, apenas com três anos. A mãe morreu cedo. Um dos irmãos foi juiz na Madeira, Moçambique e Angola e da família restam alguns familiares nas Ilhas do Príncipe e em S. Tomé.

Apesar de ter passado grande parte da infância em S. Tomé e Príncipe, não falava fluentemente o crioulo. Filha de professora e de juiz, havia na sua casa a pretensão de que os filhos fossem um exemplo no modo de se expressar em português.

Manuela Margarido cedo abraçou a causa do combate anti-colonialista, que a partir da década de 1950 se afirmou em África, e da independência do arquipélago. Em 1953, levanta a voz contra o massacre de Batepá, perpetrado pela repressão colonial portuguesa.

Denunciou com a sua poesia a repressão colonialista e a miséria em que viviam os são-tomenses nas roças do café e do cacau.

Estudou ciências religiosas, sociologia, etnologia e cinema na Sorbonne de Paris, onde esteve exilada. Foi embaixadora do seu país em Bruxelas e junto de várias organizações internacionais.

Em Lisboa, onde viveu, Manuela Margarido empenhou-se na divulgação da cultura do seu país, sendo considerada, a par de Alda Espírito Santo, Caetano da Costa Alegre e Francisco José Tenreiro, um dos principais nomes da poesia de São Tomé e Príncipe.

Da sua vivência como embaixadora, destacou sempre com particular emoção os anos em que ocupou o lugar em Paris, por ter sido a cidade onde, no passado, adquirira a sua maior bagagem cultural e onde tinha deixado importantes relações de amizade.

Quando Mário Soares foi Presidente da República Portuguesa, ela ocupou o lugar de consultora para os assuntos africanos. Desempenhou ainda outras funções, entre as quais, como membro do Conselho Consultivo da revista Atalaia, do Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa (CICTSUL).

Uma vez terminada a sua militância de ativa cidadania, pensou voltar à ilha do Príncipe onde continuava a ser proprietária da Roça Olímpia (uma grande extensão de coqueiros, cacaueiros e cafézeiros), mas não tinha nem meios econômicos, nem saúde para a explorar.

Morreu aos 82 anos, a 10 de Março de 2007, em Lisboa, onde vivia.


Mariane Helena

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

[Faroeste News] 31/08 - Editora ZL abre inscrições para antologia português e francês




A ZL Editora está com inscrições abertas para autores que queiram participar da quarta edição bilíngue, português-francês, da Antologia Escritores da Língua Portuguesa. O cadastro para interessados será feito pelo e-mail zlcomunicacao8@gmail.com até o dia 31 de agosto.

Cada autor poderá ocupar até três páginas e terá direito a cinco exemplares da antologia. Apesar da obra prestigiar contos e crônicas, os escritores podem enviar outros tipos de textos, como poemas, prosas, entre outros. Segundo Jô Ramos, idealizadora da iniciativa, o projeto busca proporcionar aos autores maior visibilidade da sua produção literária, não só no Brasil como também no exterior.

A primeira antologia da editora foi lançada somente em português no Brasil. Os textos do volume II tiveram a tradução para o inglês e contou com o lançamento em Nova York, Estados Unidos. Já a terceira edição, publicada em português e alemão, teve sua edição lançada em Berlim, Alemanha. A última edição será lançada no Salão do Livro da França em 2018.

A antologia tem previsão de lançamento para 1º de dezembro, durante o evento comemorativo “Troféu da Literatura Brasileira 2017”, num jantar que acontecerá no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Antologia: Escritores da Língua Portuguesa.
Inscrições: zlcomunicacao8@gmail.com
Previsão de lançamento: Dezembro/2017



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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

[4ª Poética] Tudo tem solução - Katia Oliveira




Tudo tem solução
É só ouvir a voz do coração
Pra isso é preciso silenciar
A voz da mente calar

Deixe-se acalmar
Os problemas fora devem ficar
Agora é só você neste momento
Seu Deus interno te trará o alento

Para isso é preciso permitir
Deixar a energia fluir
Sentir a luz no seu coração
Sei que ainda não ouviu esta canção

A mais bela que existe
Com ela você não fica mais triste
Ela traz paz e alegria
Tudo vai entrando em harmonia

Vale a pena este interno bate papo
Você vai achar o maior barato
Essa voz não vem de amento
Ela vem de dentro

Quando vier vai saber identificar
Encantado vai ficar
A luz no peito vai perceber
Sentir o peito aquecer

Não fique assustado
Este é o seu natural estado
Deixe esta luz te guiar
Ela sabe o caminho a trilhar

Não analise ou julgue
Sua mente jamais entenderia
Para a Alma não existe medo ou drama
Somente pura sabedoria

KATIA OLIVEIRA
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terça-feira, 8 de agosto de 2017

[Biografias - O futuro da literatura] Escritor Davyd Vinicius


A visão do poeta




Sua visão se tornará clara somente quando 
você olhar para dentro do seu coração. 
Quem olha para fora, sonha. 
Quem olha para dentro, acorda.
(Carl Jung)



Ele é poeta, blogueiro e ator! Curitibano das letras, é extremamente visionário e criativo. Até onde sua visão o possibilitou ir ele foi, e quando a sua visão o impossibilitou, ele voou! Conta com a ajuda das tecnologias para permanecer escrevendo e formentando a literatura e principalmente novos escritores.

Em 1995 nasceu. E o seu impeto de cooperar, seu instinto de comunidade se revelou desde a tenra idade. Já foi voluntário mirim no hospital Pequeno Príncipe e atualmente faz parte de dois projetos de grande relevância: o projeto "Ver Com As Mãos" e projeto “Cães Guias (IFC/Camboriu)”. Com apenas 22 anos já é membro da Acadêmia Virtual de Letras, como confrade ocupa a cadeira número 01.

Seu encontro com os versos começou em 2012. Veja o que ele fala sobre o inicio de sua carreira:

"Comecei a escrever aos 17 anos quando o destino me deu uma nova forma de enxergar a vida. Foi através das palavras que encontrei uma forma de manter-me em contato com o mundo e comigo mesmo, desvendando os mistérios de meu coração e descobrindo o meu verdadeiro eu."

Não fazia ideia de como esse seu encontro abriria portas para tantos outros .

Em 2014, sentindo a carência de sites e blogs que divulgassem o trabalho de novos escritores de forma gratuita, o escritor criou o blog "Faroeste Literário" que a princípio apenas abrigaria textos autorais e de amigos mais próximos, porém o blog começou a crescer e a ser procurado por outros escritores. Em 3 anos de existência já foi visualizado por mais de 80 mil pessoas! Um sucesso nacional que repercuti por vários outros países, o blog já divulgou milhares de iniciantes literários.

Também idealizou o projeto "Tinteiro de Pixels" e começou em 2015. Que consisti basicamente em criar conexões entre blogs, sites e outras mídias que fizessem a divulgação gratuita do trabalho desses escritores iniciantes. Com o apoio de diversos sites, blogs e revistas nacionais e internacionais que fizeram a divulgação de livros e poemas, trazendo assim visibilidade para o trabalho de escritores pouco vistos.

Mesmo empreendendo inúmeros esforços para promover seus pares, no seu 5º ano de carreira, já coleciona participações em Antologias. Sendo elas: "Antologia - Entre Contos"; "Antologia - Poetas no Divã"; "Antologias - Dedos que Leem” e  "Antologia - Mãos aos Versos". Porém projeta publicar o seu primeiro livro de poesias, intitulado "Sobre Fragmentos". 


Saiba mais sobre vida e obra desse escritor através dos contatos abaixo:

Mariane Helena
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

[Resposta 42] A mente não é inútil e nem desculpa - Bruno Leal



Faço esse texto inspirado em uma das "iscas intelectuais" do Portal Café Brasil, mais especificamente a isca de Filipe Aprigliano, intitulada "Existo, Logo Penso". (Leia aqui: https://t.co/9aZKggZAF0)
Nela, Filipe fala sobre quanto nossa mente é inútil. Ele utiliza argumentos como: a cada momento de sua vida, você pensa diferente, tem visões diferentes e sua mente está sempre procurando um desafio que ela possa resolver o mais rápido possível de acordo com o que ela acredita.

Aos olhos de pessoas como Leandro Carnal e Mário Sérgio Cortela, porém, a mente é muito importante na construção do pensamento humano, para fazer perguntas interessantes e guardar o conhecimento de modo que a pessoa seja alguém melhor tanto na vida pessoal quanto na profissional. Eles exaltam bastante a experiência de vida como algo que nos ensina, coisa que Aprigliano diz que não faz parte de nós, nós quem pensamos que faz parte.

    O problema está no radicalismo por parte dos três. A mente foi extremamente importante em nosso processo de evolução. Graças a ela, nos tornamos os seres mais adaptáveis do planeta; além disso, ela nos ajuda a criar soluções para os mais variados problemas e achar alguma saída para algo quase impossível de resolver. Ela de fato é bastante atrasada, mas ainda muito útil para nós. A grande questão é: será que podemos confiar nela sempre? Infelizmente, não. O fato de criar, algo que caracterizei como positivo, é o grande vilão. Criamos histórias, experiências e até mesmo respostas certas; ou o contrário: ficamos pensando, mentalizando, pensando... E no fim não criamos nem respondemos nada. O fato de que perguntar parece mais interessante do que ter respostas prontas se torna uma grande desculpa para nunca sairmos do lugar, coisa que dá um prazer enorme à grande maioria dos filósofos.

A filosofia interpreta Descartes como se apenas a pergunta fosse o conhecimento; Não! Descartes dizia que esse era o princípio do conhecimento, [a dúvida] Não que ela é o sentido de existir, o ponto final da humanidade. Daí a crítica de Aprigliano, muito bem feita, embora exagerada.

    Pensem nisso: até que ponto nos enganamos (ou nos enganam) com perguntas que não nos levarão a lugar nenhum? Até que ponto vamos longe demais com nossa mente em coisas que precisamos ser objetivos?

Um grande abraço e até a próxima!

Dizem que 42 é a resposta para tudo, porém isso é difícil de assimilar. Mas como a Terra é o único planeta capaz de entender as perguntas e respostas, vamos cumprir nosso dever.
Por que 42? Vamos tentar descobrir todas as primeiras segundas-feiras de cada Mês.
Até a próxima questão fundamental!
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domingo, 6 de agosto de 2017

[Súmula de Domingo] Na Base da Confiança – Ana Cristina da Costa

Sabe o que é admirável? Não são as ações que vou descrever aqui, mas sim a minha pura falta de conhecimento no que acontece pelo mundo a fora.
Existem tantas histórias contrárias aos dissabores enfiados por goela abaixo rotineiramente pelas mídias que esquecemos que tem um mundo totalmente incólume à contaminação. Existe um mundo onde o homem é o melhor de si mesmo.
Há tanta gente, as quais podemos chamar de evoluídos, que nos causa alegria e esperança na humanidade.
Eu já havia visto algo parecido ao comércio sem atendente, sem vendedor, mas quando isso acontece em minha cidade, bem pertinho de mim, ah! É digno de ser dito e compartilhado.
Um marceneiro Adão Esteves Soares de 66 anos tem em sua casa uma plantação de chuchu e como chuchu todos sabemos, dá, ele teve a ideia de por à venda o legume do lado de fora de sua casa. Expos o produto e pôs uma caixinha com algum dinheiro para troco caso precise. Enquanto as peças lá dentro vão ganhando forma, lá fora acontece outra transformação, ele não vê, mas o humano que passa por ali e se depara com o cenário, se transforma, não tenha dúvidas disso.
No final do dia ele recolhe tudo e recomeça no dia seguinte.
Sua ação é alimentada por uma frase:
“Muita gente pensa em ‘dar o cano’ nas pessoas, e eu acho que não é muito bem por aí. Eu ainda tenho esperanças de todo mundo ser honesto” Valparaíso de Goiás-GO
Outra ação curiosa acontece em Minas Gerais, José Claudio da Silva 60 anos espalhou pelo comércio onde vende os seus orgânicos diversas placas: "Pegue e pague", "Preciso vender", "Confio em vocês", "Vamos mudar a imagem de que o brasileiro é desonesto", "Obrigado por ser clientes honesto" e "Você NÃO está sendo filmado"
Você neste momento dever estar se perguntando se estamos mesmo no Brasil, neste país que todos insistem em depredar e difamar mundo à fora, país onde dormimos e acordamos na incerteza da economia e outros tanto bagunçados acontecimentos. Pasmem, é aqui mesmo e são essas e outras boas notícias que lemos e ouvimos é que fazem do nosso dia, o melhor.
E ainda tem gente postando a foto de político corrupto e o parabenizando. Eu pergunto pelo que, por ter-me feito enlatada esses anos todos no salário de vergonha, por ter feito dos hospitais os piores lugares do mundo para uma pessoa procurar quando estava sentindo dor, por ter roubado tanto, mas tanto que hoje, dizem, vivemos uma CRISE, quando os funcionários públicos os trabalhadores com ESTABILIDADE, estão recebendo o salário mensal parcelado. Eu sinceramente nunca vi tal situação na minha vida.
Ações como as do Sr. Adão e a do Sr. José essas sim merecem ser um milhão de vezes compartilhadas, parabéns aos dois e aos demais que são contaminados por essa onda de HONESTIDADE.
Tenham todos uma semana implacavelmente bela e para que isso aconteça vou compartilhar com vocês um filme bem bacana, um forte abraço a todos.
Ana Cristina da Costa.
Imagem extraídas do Google

O filme:
Outono em Nova York
https://www.youtube.com/watch?v=vlC0aYALR28&list=PLnD4Rod2lEqR4Bcj96fzO-BBUAHGk_V_a

As reportagens:
http://g1.globo.com/goias/noticia/homem-aposta-na-honestidade-e-cria-banca-para-vender-chuchus-onde-o-cliente-paga-e-pega-o-troco-sozinho.ghtml

http://www.otempo.com.br/cidades/na-base-da-confian%C3%A7a-loja-sem-vendedor-faz-sucesso-no-sul-de-minas-1.1427202

http://blog.v2v.net/uma-acao-que-aposta-na-honestidade-das-pessoas/

https://www.youtube.com/watch?v=CacAENFtDbs



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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

[Biografias Reais] Escritor Guimarães Rosa

Um mineiro Luminoso!




"Porque a cabeça da gente é uma só, 
e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, 
muito maiores diferentes, 
e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, 
para o total.“
(Guimarães Rosa)

Guimarães Rosa é um grande escritor brasileiro, que deixou seu estilo e sua marca em todos aqueles que leram algumas de suas histórias.


Foi um homem memorável...


João Guimarães Rosa percorreu a zona rural de Minas Gerais,, Goiás, Mato Grosso e Bahia com um pequeno caderno pendurado no pescoço. Nesse bloco, anotava as expressões do povo e os nomes cultos de plantas e animais da região.

Em 1929, ainda como estudante, João Guimarães Rosa estreou nas letras. Escreveu quatro contos: Caçador de camurças, Chronos Kai Anagke (título grego, significando Tempo e Destino), O mistério de Highmore Hall e Makiné para um concurso promovido pela revista O Cruzeiro. Visava mais os prêmios (cem mil réis o conto) do que propriamente a experiência literária; todos os contos foram premiados e publicados com ilustrações em 1929-1930.

Como diplomata, ele protegeu e facilitou a fuga de judeus perseguidos pelo Nazismo. Pelo feito, Guimarães Rosa e sua mulher foram homenageados em Israel, em abril de 1985, com a mais alta distinção que os judeus prestam a estrangeiros: o nome do casal foi dado a um bosque que fica ao longo das encostas que dão acesso a Jerusalém.

Em 1963, foi eleito para a ABL (Academia Brasileira de Letras). Durante quatro anos, adiou a posse. Achava que iria morrer logo depois. Assumiu em 1967, e morreu três dias após tomar posse.

Foi internado como prisioneiro na Alemanha durante a segunda guerra mundial.

Com os personagens Joãozinho Bem-Bem, Riobaldo, Dindorim, Medeiro Voz, Joça Ramiro surgem os primeiros heróis da literatura brasileira.

O amigo e ministro Artur Portela o chamou de "Relógio do Sol", "porque só marcava as horas luminosas".


Mariane Helena
Fonte:Coleção Folha
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

[Faroeste news] Tarde de autógrafos: Metamorfose em palavras


E a metamorfose continua!


Foto do evento do último dia 30 de Julho.



[...] Estou mudando, foi a vida que quis assim.
Estava predestinada a essa transformação.
(Trecho do livro Metamorfose - Mariane  Helena)


Dando sequência nas comemorações de aniversário da cidade de São José dos Campos (27/07) e da semana do Dia Internacional da Mulher Negra (25/07). Rolou no Último domingo dia 30/07/2017, no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, mais uma tarde de Autógrafo do meu livro âncora: Metamorfose em Palavras. Foi um dia realmente emblemático! Para literatura negra, para a cultura do meu município, e para as famílias num modo geral, esse domingo serviu para socialização, conhecimento e consciência racial.

O intuito do evento foi divulgar a mulher negra de forma geral e ampla, dando destaque para os talentos dessas mulheres em suas áreas de atuação. Tivemos espaço para artesanato, pintura em tela, stêncio, desenho, movelaria, moda, beleza, oficinas e claro a literatura. Uma tarde gostosa e familiar com muita música e inteiração com outras profissionais negras que juntas dividiram o mesmo espaço e apresentaram o que fazem de melhor, para ostentar sua negritude e seus talentos.

Eu tive a oportunidade de divulgar o meu trabalho, a literatura, levantando a bandeira da representatividade da mulher negra Joseense. Um momento para estar sim com os amigos, atender ao público mas muito mais do que isso, foi um momento de singularidade e poder ser a representante negra das letras foi realmente uma honra.




O evento contou com um grande publico, inúmeras mulheres negras, crianças, idosos, enfim a família se fez presente. Todo o evento foi realizado e apoiado pela a prefeitura de São José dos Campos sob a direção da secretaria de igualdade racial. Além de tudo o que foi exposto neste dia, houve também a confecção de mil panfletos com poemas meus dentro da mesma temática que envolveu o evento.




Estou realmente muito feliz por estar tendo essa abertura e oportunidades apoiadas pelo meu município e mais poder continuar adejando com minhas palavras e meu livro por cada vez mais corações. Já são mais de 2 mil exemplares vendidos, com certeza é o meu livro mais expressivo, e o que mais me toca também saber do amplo alcance de leitores por se tratar não apenas de versos mais da minha v=história de vida e superação.




Mariane Helena
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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

[4ª Poética] Moça Bonita - Atex C. Azevedo

Decora moça bonita
A canção que o vento canta.
Minha língua se apega 
Ao céu da boca
E a canção se torna em pranto. 

Decora moça bonita
A canção que se fez pranto...
Meus olhos se apegam a lágrima
E o canto se torna santo.

Fui distinto em falar de amor...
Não rimei , não implorei
Apenas quis beijar o canto
Na boca da moça bonita
Que em delírio , amei.

ATEX C. AZEVEDO               

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

[Resenha] Entre a máscara e a revelação no romance Veneza, de Alberto Lins Caldas



            Ao ler o esplendoroso e arrebatador romance de Alberto Lins Caldas, Veneza, recordo-me da imagem da Terra como paraíso, o Éden de Leibniz, com seu dizer de que habitamos o melhor dos mundos possíveis. Alberto Lins Caldas vai além, revelando um mundo tenso, denso, em que convivem a beleza paradisíaca da cidade do coração do narrador-personagem Pierre Bourdon, Veneza, com suas águas, cheiros, alimentos apetitosos, numa revelação sinestésica, em que os sentidos aguçados na narração nos levam ao corpo saboroso desta cidade ímpar, com o inferno da miséria dos seres, os desvalidos, os viciosos, e a melancolia do próprio Pierre que tenta captar a imagem de sonho/pesadelo da realidade. No conto de Voltaire, “Cândido ou o otimismo”, em que o filósofo-escritor francês ironiza Leibniz, o personagem passa por todos os infortúnios e mesmo assim é otimista. O autor deste belo Veneza, mostra-nos um personagem que passa por vários problemas devido à sua paixão por mulheres casadas e, por isto, caminha para a iminência da morte: “Livros e mulheres foram sempre o meu fraco...” Logo no primeiro livro do romance por ora aqui estudado, a narrativa se constrói como uma preparação para a morte, como podemos encontrar na história dos grandes filósofos: “...e nesses extremos se delineia a ironia da minha vida e a razão da minha morte”.
            De um lado temos, no início do livro, a vivacidade de um personagem que busca o prazer a qualquer custo. A poeticidade e lirismo com que o narrador-personagem narra a beleza idílica e a exaltação do local vista do interior do quarto em Veneza se alongando para as imagens vistas pela janela, acrescentando cores, como se estivesse revelando uma bela pintura, reproduzem a máxima horaciana “Ut pictura poesis” (A poesia como pintura). A força descritiva de Caldas, com constantes adjetivações e enumerações, só reforça esta realidade icônica de sua obra. Esta realidade pictórica de sua escrita é uma estratégia narrativa para reter a memória, pois sua escrita é uma rememoração dos momentos paradisíacos e infernais da história de Pierre Bourdon. Se desde a apresentação com o achamento de um Códice onde estaria esta narrativa encontrada no lixo pelo editor-autor, temos a falta de precisão, o romance em questão fruto deste Códice impreciso, revela um paradoxo rico de estética. A constante adjetivação do narrador-personagem, que não sabemos se ele é real, é uma forma de acobertamento também da falta de precisão que a própria memória pode levar, já que ela, segundo Derrida, em seu livro Farmácia de Platão, seria exterior à escrita ao analisar uma passagem de Fedro, de Platão; pois a escrita é pharmakón, tem seu remédio, mas também traz o veneno. O papel do editor-autor foi ordenar, colocar ordem no que é caótico do próprio Códice, num processo de organização composicional, inserindo epígrafes em cada um dos sete livros, que por sua vez, são divididos em três capítulos.
Ao longo do romance, temos um amadurecimento de Pierre Bourdon, em que a bile negra - a melancolia - se manifesta com o passar dos anos, num processo de autoconhecimento e autorreflexão, cujo primeiro motor é o espelho da ilha em que ele se mira. Ao ver aquelas pessoas paradas na ilha, após a viagem de navio com seu fiel criado, o Mouro, compara tudo num amálgama só (pessoas, árvores, animais). É neste espelho da ilha, que Pierre observa o rosto do mundo mais de perto e a falta do espaço interno, o lar, o joga para o mundo, percebendo os contrastes dele, a vida-morte, dor-prazer, miséria-riqueza, revelando a intensa compaixão dele pelas coisas do mundo, levando-o a partir daí a seus delírios e melancolia. O quarto de Pierre é o mundo, em sua miniatura-metonímia, a cidade de Veneza, ao invés do quarto minúsculo do autor francês Xavier de Maistre, com sua Viagem ao redor de meu quarto, com suas constantes digressões, que influenciaram Machado de Assis. O espaço do externo inebria Pierre com suas sensações, desde o mais belo ao mais repugnante. Em Pierre, o amadurecimento no ato da escrita revela um narrador excepcional: “...e que no tempo não entendia em sua extensão, mas hoje ecoa bem fundo e com plena verdade em todo o meu ser...”
O Mouro, o que dizermos do criado fiel amigo de Pierre Bourdon? Ele é o equilíbrio em meio ao desequilíbrio, o silêncio em meio ao discurso e livros do amo, a cura em meio à doença, a realidade em meio ao delírio e loucura de Pierre, Sancho Pança e Dom Quixote. Em meio à melancolia do narrador-personagem, o Mouro traz o riso. Em meio aos unguentos, ervas medicinais, banhos, Pierre vai estendendo sua vida num cobertor de vida e morte. Pierre tem o poder de ironizar-se, é sarcástico consigo mesmo, culpabiliza-se num mundo gestado pelo Mal, como ele chama. Se o universo está longe do bem, com a fome, o abandono, a morte, o sofrimento, a velhice, a humilhação, a espera, como explicar o problema do Mal e Deus, uma questão dos filósofos? Guimarães Rosa mostrou, em Grande sertão: veredas, este poder demoníaco na natureza, nas coisas. E como escapar dele? Pierre num processo de esvaziamento de sentido, de Deus, diz: “Pela primeira vez não senti Deus nem neles nem mais em mim”.
Pierre não entende aquilo que não diz respeito à sua vivência. Por isto, para ele, escrever é rememorar, uma luta contra o esquecimento e a própria morte. Por isto ele fala antes de morrer: “...recordar antes de esquecer”. No seu viés mimético, ele deve deixar algumas coisas na obscuridade, não quer saber tudo, aquilo que não lhe apraz ou condiz com seu elemento. Ele conversa consigo mesmo e com o leitor no seu processo de escrita, revelando seu livro como um grande monólogo narrativo com intensa dose de dramaticidade, beirando ao trágico, sem ter, paradoxalmente, diálogos diretos entre personagens: “Por que? então querer me enfronhar em imprestáveis minúcias, cansando minha cabeça, sem nenhuma utilidade, sequer servindo, como agora, para a revivescência dessa escrita.”
A imagem de Pierre é como a própria Veneza, um abismo, um mistério, um segredo, como as águas, o mar. Ele é sem chão, sem firmeza, desconhecido para ele mesmo. A água seria este batismo de esquecimento? O caos em meio ao ordenamento da escrita? Na viagem no mar, no navio, Pierre alcança este vazio. O vazio do quadro branco e das cores carregadas do início do livro. Este vazio é o riso do Mouro. Se Pierre é carregado de linguagem, livros, o Mouro é a não-linguagem, o esquecimento, o vazio, o silêncio, as duas faces, paradoxalmente de Pierre Bourdon e da sua escrita: “Todo mundo é um ator” (Mundus universus exercet histrioniam). O prazer da vida leva o narrador-personagem ao prazer e gosto amargo da tinta. Enquanto o Mouro tem medo do mar, das águas profundas, Pierre é todo água, flutuante e conflitante. Ele se adensa na água. Pierre é caracterizado como vírgulas, pontos e interrogações. O Mouro é reticente. No mar, Pierre poderia morrer, mas o Mouro não teria o corpo da mulher. O Mouro vê a fatalidade iminente e Pierre provoca a Desdita por nada, brinca com a Sorte, o Destino. Isto demonstra no romance de Caldas uma dramaticidade plástica, icônica. Ele cria no mundo uma intimidade de sentidos. Ele utiliza uma linguagem visual, dos olhos, mas que não deixa de ter um processo analítico para as mentes.
Se Pierre faz do externo um lar, o interior; o Mouro faz do lar um mundo como vemos na banheira no final da narrativa. O narrador-personagem faz questão de mostrar as diferenciações dos ambientes, dá destaque a cada parte, enfatizando marcas em cada descrição de sua narrativa como num caleidoscópio colorido e multifacetado, como podemos ver no contraste entre o branco e o negro no estábulo dos escravos e das múltiplas cores na fazenda, revelando no ambiente a tensão que ocorreria depois entre ele e o estranho desconhecido. Há uma grande tensão na linguagem, no romance de Caldas. Aqui de novo, no duelo, há a iminência da morte. Esta é o fim da memória e do tempo, da escrita, portanto. O esquecimento é o processo de rasura, de descascamento do ser. Pierre é um ser que hesita, se tensiona. As impressões do narrador se misturam aos delírios e o leitor se pergunta – isto é real ou delirante?
O Mouro é a consciência de Pierre. Ele sempre o está advertindo. É um dique em meio ao transbordamento de Pierre, que vê Veneza como um ser vivo, pronta a ser devorada, num verdadeiro devaneio-degustação da cidade – o corpo de Veneza – como uma mulher, numa verdadeira relação entre amante e amada. A sua real amada, por assim dizer. Numa topografia corporal, Pierre diz: “As tão drásticas mudanças no meu corpo e na minha alma são reflexos dessa cidade...” E o mouro o tira de seus devaneios. No final da vida, em meio à chuva, paradoxalmente, Pierre ri, dá uma “gargalhada sem fim”. Neste sentido, ele incorpora o Mouro. A luz e a sombra, os opostos convivem no final. Após ver a putrefação do irmão mais velho, Pierre se depara com a estátua de um anjo, mostrando a convivência entre o belo e o feio, o nobre e o asco, o alto e o baixo.
Portanto, temos em Alberto Lins Caldas, um estilo lírico e ácido ao mesmo tempo. E o grande mistério, no final, a grande questão é a própria vida nas muitas faces do ser. Pierre é um ser flutuante, como as águas de Veneza, que transmite admiração e maravilhamento, mas que reflete também a dura realidade, como as pistas que o narrador nos dá no início do livro, quando descreve suas águas cheias de peixes mortos e fezes, distante do lirismo dos poetas. Se o narrador revela a ótica da perversidade, da crueldade, também temos a cura, pois pensar sobre este estágio de desequilíbrio, de doença, é uma forma de equilíbrio, mostrando a forte dramaticidade desta relação. Assim, fica a questão de Alberto Lins Caldas, a linguagem é máscara ou revelação? A resposta cabe ao leitor inteligente como o narrador assim o quer.


“Veneza”, romance. Autor: Alberto Lins Caldas. Editora Penalux, 184 págs., R$ 40,00, 2017.
Disponível em:
E-mail: vendas@editorapenalux.com.br


A resenhista
Alexandra Vieira de Almeida é Doutora em Literatura Comparada pela UERJ. Também é poeta, contista, cronista, crítica literária e ensaísta. Publicou os primeiros livros de poemas em 2011, pela editora Multifoco: “40 poemas” e “Painel”. “Oferta” é seu terceiro livro de poemas, pela editora Scortecci. Ganhou alguns prêmios literários. Publica suas poesias em revistas, jornais e alternativos por todo o Brasil. Em 2016 publicou o livro “Dormindo no Verbo”, pela Editora Penalux.
Contato: alealmeida76@gmail.com

O autor

Alberto Lins Caldas é pernambucano de Gravatá, onde nasceu em 1957. Colabora em jornais do Recife (Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio e Diário da Manhã) com artigos de critica literária e poesia. Fundador do grupo informal Poetas da Rua do Imperador. Cursou Historia e Arqueologia na UFPE. Ensaísta proustiano e poeta. Autor dos contos de Babel (2001), dos romances Senhor Krauze (2009) e Veneza (2017), e dos livros de poemas Minos (2011), De corpo presente (2013), A perversa migração das baleias azuis (2016) e A pequena metafísica dos babuinos de Gibraltar (2017).
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domingo, 30 de julho de 2017

[Súmula de Domingo] Salvem a Humanidade!! – Ana Cristina da Costa

A esta altura da vida saber que a humanidade pode estar por um fio, por conta da baixa na fábrica de espermatozoides, a mim é espantoso, mas não me deixa de todo boquiaberta. Isso é o que diz pesquisa publicada no jornal científico, (leia a notícia na íntegra), Human Reproduction Update, Redução da fertilidade dos homens pode causar fim da humanidade e o motivo pode ser má regulação de produtos químicos e sedentarismo.

Já observamos mesmo que imperceptivelmente o andamento da evolução humana, ou sua decadência no que diz respeito ao uso dos recursos naturais, no consumo exacerbado de bebidas alcoólicas e produtos industrializados. Há muito que trocamos as reuniões em família saboreando um bom feijão com arroz por uma debandada em pizzarias e rodízios de massas. Em cima da mesa foi extinta a sopeira e em seu lugar os jogos americanos acomodam os pratos rasos gigantescos com suas massas rainhas acompanhadas de carnes salgadas e gorduchos nacos de queijos e em meio a tanto pecado lá está o inocente tomate nadando no azeite.

Também não vemos mais, volto a dizer, as brincadeiras de outrora cuja energia das crianças era desgastada, após o almoço, o máximo que faziam para descansar era embalarem-se em redes, mas mesmo esse descanso era eletrizado por risadas e pega pega. Isso não é discurso saudosista é uma constatação de as coisas mudaram, não iremos retroceder obvio, mas podemos melhorar.

Muitos outros fatores crio eu, são os causadores na diminuição da produção dos espermatozoides nos homens além do sedentarismo e a má alimentação. Observo o homem como um animal e como tal ele segue seu extinto sua natureza e estes fatores foram ao longo dos períodos em ambos os sexos, moldando-se à medida que as circunstâncias pediam. O que quero dizer que temos hoje uma gama de entretenimentos cujas atenções nos prendem e essa é a palavra certa, ficamos presos por horas em coisas que não exigem de nós movimentos, ficamos sentados ou em pé parados e com olhos voltados para o mundo diluído e nos esquecemos do real. O corpo humano sabedor de todas essas mudanças e inteligente como tal, passou a usar suas estratégias para não perder, ele nunca quer perder, pois energia é o seu combustível então, ele nos remete cada vez mais aos repetidos erros, todos os dias. Se você quiser neste exato momento se levantar e começar uma caminhada, aposto que achará tantas desculpas que será convencido de que amanhã é o melhor dia para fazê-la e ela se repetirá em todos os outros dias de sua vida.

Fomos tomados por mudanças em nossos comportamentos sem nos darmos conta disso, as coisas aconteceram gradativamente sem sobressaltos e nós aceitamos, porque somos seres facilmente adaptáveis. A nossa espécie está em vias de extinção e cabe a nós mudarmos essa realidade.

Mudamos, somos vítimas de nossas próprias invenções, estamos deixando que a máquina realmente nos domine, isso não é futuro isso é agora.

Ajudemo-nos, pois e concomitantemente a perpetuação da humanidade ou que a inteligência artificial seja o nosso amigo de todas as horas, mas será que ela tem o mesmo calor que um corpo humano, tão fundamental nos dias frios, nos dias tristes, nos dias alegres, será?

Tenham todos um dia de reflexão!!!
Ana Cristina da Costa.
Fonte de pesquisa:
http://exame.abril.com.br/ciencia/reducao-da-fertilidade-dos-homens-pode-causar-fim-da-humanidade/
http://exame.abril.com.br/ciencia/reducao-da-fertilidade-dos-homens-pode-causar-fim-da-humanidade/
Indicação de filmes:
https://www.guiadasemana.com.br/cinema/galeria/10-filmes-sobre-inteligencia-artificial



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sexta-feira, 28 de julho de 2017

[Biografias reais] Escritor Carlos Drummond de Andrade


O insubordinável!





Se estivesse vivo, o homem reconhecido como um dos mais influentes poetas brasileiros do século XX, completaria 115 anos em 2017. Por tanto, reunimos as melhores curiosidades de Carlos Drummond de Andrade.

1) Múltiplos talentos
Drummond, que nasceu em Itabira, interior de Minas Gerais, dedicou sua vida à escrita. Foi além de poeta, contista, jornalista, cronista e tradutor de diversas obras.

2) Expulso do colégio
O ainda menino Drumond foi expulso do Colégio Anchieta, aos 15 anos, por insubordinação mental – na época a justificativa dos padres da direção.  Mais tarde graduou-se em Farmácia, embora nunca tenha exercido a profissão.

3) Não fez parte da ABL 
O escritor sempre rejeitou o título de imortal atribuído aos membros da Academia Brasileira de Letras. Isso porque Drummond nunca sequer se inscreveu para candidatar-se para ocupar uma cadeira.

4) Desentendimento com Mário de Andrade
Com 22 anos, o poeta lançou seu livro “Os 25 poemas da Triste Alegria”, de forma artesanal. Uma das pessoas que ele mostrou sua obra recém-lançada foi Mário de Andrade, que devolveu fortes críticas. Um ano depois, conta-se que quando se encontraram Drummond recusou o abraço de Mário – mas muitos atribuem o gesto à timidez de Drummond.

5) Traduziu grandes nomes
Graças a Drummond temos obras de Balzac, Choderlos de Laclos, Marcel Proust, García Lorca, François Mauriac e Molière na língua portuguesa.

6) Veia jornalística
Carlos trabalhou como repórter para o Correio da Manhã e também foi cronista, dizendo que “O jornalismo é uma forma de literatura.” Suas crônicas forma publicadas no Jornal do Brasil de outubro de 1969 a setembro de 1984.

7) Traduziu músicas da banda The Beatles
Em 1969, seis músicas do quarteto britânico foram traduzidas por Drummond para a revista Realidade (Editora Abril)

8) Deu samba! 
Carlos Drummond de Andrade virou samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira em 1987 , que teve o enredo como o grande vencedor daquele ano. Já em 1976, o sambista Martinho da Vila gravou “A Rosa do Povo”, um disco com canções inspiradas no livro de Drummond.

9) Virou nota de dinheiro
Em 1989 o Brasil ganhou notas de Cruzado Novo, que cortavam três zeros em relação à moeda anterior, o Cruzado. A nota de 50 cruzados novos foi estampada por Drummond – de um lado o rosto do poeta, do outro o poema Canção Amiga (do livro Novos Poemas, de 1948): “Eu preparo uma canção/ que faça acordar os homens/ e adormecer as crianças.”
curiosidades carlos drummond de andrade

10) Principais obras
Para quem quer descobrir a obra de Drummond, suas principais englobam: Alguma Poesia, Sentimento do Mundo, A Rosa do Povo, Claro Enigma, Antologia Poética, José e Outros, Corpo.

Mariane Helena
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