quinta-feira, 25 de maio de 2017

[Biografias Reais] Escritor Rubem Fonseca

         RUBEM FONSECA: VIOLENTO, ERÓTICO E, SOBRETUDO, SOLITÁRIO


José Rubem Fonseca (Juiz de Fora, 11 de maio de 1925) é um contista, romancista, ensaísta e roteirista brasileiro. Considerado um dos maiores ficcionistas em atividade no Brasil. Ganhou vários prêmios, entre eles a Coruja de Ouro, o Kikito do Festival de Gramado, o Prêmio Jabuti e o Prêmio Camões. Ele precisou publicar dois ou três livros para ser consagrado como um dos mais originais prosadores brasileiros contemporâneos. Com suas narrativas velozes e sofisticadamente cosmopolitas, cheias de violência, erotismo, irreverência e construídas em estilo contido, reinventou entre nós uma literatura noir (refere-se ao gênero policial, com bastante suspense e mistério), ao mesmo tempo clássica e pop, brutalista e sutil.

Rubem Fonseca inaugurou uma nova corrente na literatura brasileira contemporânea que ficou conhecida, em 1975 através de Alfredo Bosi, como brutalista. Em seus contos e romances utiliza-se de uma maneira de narrar na qual destacam-se personagens que são ao mesmo tempo narradores. Várias das suas histórias (em especial, os romances) são apresentadas sob a estrutura de uma narrativa policial com fortes elementos de oralidade. O fato de ter atuado como advogado, aprendido medicina legal, bem como ter sido comissário de polícia, nos anos 50 no subúrbio do Rio de Janeiro teria contribuído para o escritor compor histórias do submundo dentro dessa linguagem direta. Muito provavelmente devido a isso, vários dos personagens principais em sua obra são (ou foram) delegados, inspetores, detetives particulares, advogados criminalistas, ou, ainda, escritores.


É formado em Direito, tendo exercido várias atividades antes de dedicar-se inteiramente à literatura. Ele Estudou Direito na Universidade do Brasil, hoje Universidade do Rio de Janeiro. Entrou para a polícia como comissário do Distrito Policial de São Cristóvão. Trabalhou pouco tempo nas ruas. Era um policial de gabinete, cuidava dos serviços de relações públicas da corporação.

Em 1953, foi escolhido para se aperfeiçoar nos Estados Unidos. Durante esse período fez mestrado em Administração na New York University. Regressou ao Brasil em 1954. Argumentista e roteirista de filmes, exerceu essas atividades paralelamente ao trabalho na Light do Rio de Janeiro. Em 1958 foi exonerado da polícia e se dedicou integralmente à literatura.

Rubem Fonseca marcou a literatura nacional com suas narrativas que retratam a vida na metrópole. Com uma brutalidade ao contar as situações de violência, o autor coloca os temas policiais no foco das suas histórias, sem receio ao falar de criminosos, prostitutas ou outros sujeitos que vivem à margem da sociedade tradicional.

Como trabalhou na política, o escritor acrescenta características muito realistas às obras. Utilizando, inclusive, situações pessoais e dos colegas para compôr os romances. Com isso, a oralidade é bem presente nos textos de Rubem Fonseca.

Esse ano o escritor completa 92 anos!



Mariane Helena.

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

[4ª Poética] Falta um! - Mariane Helena


FALTA UM!

Um pedaço,
Um gesto,
Um pedido,
Um abraço.

Um carinho,
Um laço,
Um cartão,
Um beijinho.

Um afeto,
Um desejo,
Um coração,
Um aperto.

Um só...
Um único...
Um amor...
E assim... resta um!

MARIANE HELENA
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domingo, 21 de maio de 2017

[Súmula de Domingo] O Nosso Mundo!!! – Ana Cristina da Costa

 
Sobre o que falaremos?
- Sobre nós!
Sobre como estão as coisas em nosso país?
- Só há uma resposta plausível, há uma desordem, um caos.
Há uma desconfiança, uma incerteza e ou uma insegurança em vários segmentos.
Somos conectados com o mundo e ao mesmo tempo tão fora dele.

Certo que, a passos lentos, esbarrando em impostos altíssimos e exigências descabidas, os projetos persistem, nos proporcionando tecnologia de ponta, mas tem alguma coisa fora do lugar, é como atirar pérolas aos porcos.

Temos Iphones de última geração passeando em estradas sem asfaltamento, em ruas empinhadas de carros, pois não existem alargamentos, eles passeiam em avenidas sem calçadas e rampas de acessibilidade, eles entram em hospitais cujos médicos se recusam a exercer o próprio ofício, pois não há material básico de uso diário, não há luvas, não há medicamentos, não há quartos suficientes, não há respeito para como o profissional nem ao menos com a população que comprou o seu aparelho caríssimo, mérito do seu suor no trabalho.

Temos Uber um aplicativo, uma nova maneira de locomoção mais rápida para viagens curtas, os carros são novos, nos comunicamos através do satélite, ele é o nosso condutor, é uma relação muda, limpa, clara e econômica, mas os carros passeiam em ruas...... como já disse anteriormente, há uma desproporção.

Há uma desordem.

Falei dia desses sobre como tratamos o nosso alimento em estradas desencapadas e abertas em lugares inapropriados, mas vejo que esse desenquadramento não diz respeito só a elas, mas a nós que caminhamos para frente numa estrada sem fim, sem bifurcação, ou sombra alguma. Não há refresco ou antídoto para todo esse veneno derramado sobre nossas cabeças.

Então falaremos sobre o que?

Sobre como resolveremos nossas vidas ignorando tudo à volta, acordando cedo e servindo aos compromissos, afinal somos nós os honestos e os pobres trabalhadores desta nação, eles os políticos que roubam são meras criaturas de outro mundo, avessos a todas as regras e éticas impostas e nos veem como extraterrestres.

Quem poderá nos salvar?

Não há mais Chapolin Colorado, então isso faz de nós, criaturas desamparadas, soltas em um deserto infestado de cobras.

O povo clama por justiça, por impeachment, por escolas equipadas e seguras, por unidades de saúde funcionando e tratando o humano como tal. Clamam por tantas coisas.

Hoje clamemos ao menos por um dia perfeito, que seja com chuva, que seja com muito sol e calor, mas que seja encharcado de amor!!!

Ana Cristina da Costa.
Imagem extraída do Google.





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sábado, 20 de maio de 2017

[Orações A Saturno] Dar - Edhson J. Brandão


Dar

Edhson J. Brandão


tudo vai ficar uns quatrocentos reais. TUDO ISSO? NÃO TEM COMO FAZER MAIS BARATO? não tem não, minha filha. o que te fizeram foi muito forte. cê acha que vai ser barato pra mim desfazer esse enredo? MAS ESSE DINHEIRO EU NÃO TENHO AGORA. COMO VOU FAZER? se tiver uns duzentos eu consigo dar uma aliviada. TUDO BEM, DO QUE PRECISA? dois frangos machos, um litro de dendê, farinha de mandioca grossa...

MAS O SANTO COME TUDO ISSO? POR QUE TENHO QUE DAR TANTA COMIDA? você quer se livrar do cara ou não quer? EU QUERO. MAS TO ACHANDO QUE É MUITA COISA PARA DAR AGORA.
minha filha,
quem deu primeiro

foi você.

*  *

Orações A Saturno é o templo da linguagem pragmática sem a moral do mundo que o perturba. É um alento. Algo que eclode. Não sei. Um out de si no tempo da palavra. É sábado, todo sábado. São rezas para deus-palavra. E isso é tudo apenas quando há - nada. 
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

[4ª Poética] Redenção - Fundação Casa



Pensei em desistir 
Pensei em parar
Mas Deus me deu a mão 
E me ajudou a caminhar 
Acreditei em mim 
e em minhas capacidades 
cansei de viver de ilusão 
e resolvi viver da verdade 
As drogas só me trouxeram 
tristezas , amargura e rancor 
a verdade me mostrou 
que meu amor próprio é superior 

PSEUDÔNIMO: DEDE LORENA



POETA SÓCIO-EDUCANDO: Agora, na quarta poética também teremos uma vertente social. Serão aqui apresentadas poesias de adolescentes internos na FUNDAÇÃO CASA de Lorena-SP. Como o adolescente esta em medida sócio educativa temos que preservar o direito de imagem dele devido a tutela estar com Estado, não podendo ser revelada a autoria(Espero que compreendam). 
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domingo, 14 de maio de 2017

[Súmula de Domingo] Mãe, De Amor e Paixão!!!- Ana Cristina da Costa

Vou falar de amor, mas também de paixão.

É claro que fazem a separação dos sentidos, dos sentimentos, afinal, quantas e quantas vezes nos apaixonamos na vida? E quantos são os alvos do nosso maior sentimento chamado amor?

Bem embora façam a distinção eu aqui vou na contramão, na via que atesta o paralelo e vou dizer porquê.

O que é o amor senão o nascido de uma paixão?

Quando nos colocamos mediante o objeto querido, desejado seja ele o próprio objeto no sentido real, nós o almejamos de uma forma tão profunda, tão eloquente que quando estamos próximos, de posse e de fato, nós o amamos.

E quando este objeto do desejo é uma pessoa, quando sentimos saudades da voz, da presença, quando nossos pensamentos são todos para ela, quando não conseguimos enxergar nossa vida sem ela? É paixão ou amor? Você pode me dizer que se for um parceiro, é paixão, se disser que é um irmão, um amigo, parente, e filho então, dirá que é amor com certeza.

Posso dizer que o amor é um labirinto onde cruzamos a todo tempo com as diferenças que há na pessoa amada, muitas vezes nos encontramos até conosco neste caminho tortuoso da vida e aí nos vemos em nossas ações ao lado do outro, nos vemos ridículos e nos punimos por isso, por tê-la feito sofrer tanto a custa de nossas vontades e exasperações.

Mas tomamos como advogado de defesa o pobre e indefeso amor, aquele que foi intitulado e criado para somente fazer o bem, jogar pétalas de flores e esboçar sorrisos.

Ele é o amor com sua mala cheia de coisinhas, detalhezinhos que o conferem o título do senhor apaziguador de todas as relações. O que consegue fazer perdoar e conviver por dias à fio, um ao lado do outro.

Já a pobre paixão alvo de tantas e tantas discussões, a culpada de causar uma forte atração e ou uma traição, - ah! Era só paixão, amor é daquele que está sempre ao lado da pessoa, do companheiro.

Sou a favor dos sentimentos, todos aqueles que trazem uma satisfação. A paixão embora crucificada, é um sentimento intrínseco do ser humano, pois somos volúveis por natureza, interesseiros por natureza e nunca estamos satisfeitos com nada para a vida inteira, basta um deslize da felicidade para que as portas se abram por completo à paixão. Sua efemeridade não lhe expulsa do paraíso, apenas lhe confere o título de elixir da juventude.

O amor, este velho senhor, o certinho, comedido e comportado sentimento capaz de comparecer à todas as instancias da sociedade, tem sua livre passagem, pois não ridiculariza ninguém.

Que dirá do amor de mãe e filho, filho e mãe, este incomensurável sentimento, este ardor a mola propulsora da humanidade, é o maior dos sentimentos, o mais puro e duradouro.

Por conta dele, o amor, é que neste domingo muitas pessoas independentemente de sua condição familiar, comemorará O Dia das Mães, porque mãe como disse há pouco, mãe é um ser ao qual podemos imputar amor e paixão e porque não?

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google.
Trailer do filme: Um dia de mãe
https://www.youtube.com/watch?v=vsXrjOr0iAI



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sábado, 13 de maio de 2017

[Orações A Saturno] A vida inda toca - Edhson J. Brandão


a vida inda toca

edhson j. brandão (conhecido pelo suicídio desistido)




o homem do conserto não vem para deixar Jurema em alaridos e convulsões histéricas por conta dos panos de prato que não estarão brancos e reluzentes de cândida nos seus varais até o dia de sábado.
o homem do conserto não vem para ocasionar um intermitente quebra-pau na Casa dos Pereira uma vez que Jurema se recusará a fazer suas vezes de mulher naquela noite como troco para o marido que não pagara os serviços do ausente.
o homem do conserto, sabemos, não vem e como todo o transtorno será  pouco ainda teremos Laryssah urrando pelos corredores que suas calças e calcinhas ainda não estariam lavadas e como ela se apresentaria para Walter Emanoel no final de semana?
tanto escândalo resultando na pressão psicológica que o Pereira iria sofrer até comprar roupa nova pra filha de dezessete que só usava moda de boutique.
(não comprar seria para Pereira a tragédia já muito adiada do seu  bom casamento cristão, uma vez que Laryssah, sua filha, entregaria para a mãe as inúmeras cantadas em torpedos e sms’s que o pai já dera em todas as suas amigas pedindo para lamber suas vaginas.)

o homem do conserto não vem para abençoar a Casa dos Pereira em incêndios e dramalhões.
uma máquina quebrada, a sua falta e eu com um resto de prosa.
se o homem do conserto não vem, pouco me interessa.
a vida inda toca.
ding, dong.
esperem aí.

não é ele na porta?

*  *

Orações A Saturno é o templo da linguagem pragmática sem a moral do mundo que o perturba. É um alento. Algo que eclode. Não sei. Um out de si no tempo da palavra. É sábado, todo sábado. São rezas para deus-palavra. E isso é tudo apenas quando há - nada. 
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

[4ª Poética] Teu cheiro - James Ribeiro

Me guio pelo teu cheiro,

Morando comigo,
No meu registro,
Em minha pele,
Em meu delírio,
Em minha cama.

Morando em mim,
Morando em meus sentidos,
E me fazendo sentir,
De ti, nem que aos poucos.
Inebriante.
Teu cheiro.

Avassalador.
Que vez ou outra,
Alguém se supõe a usar.
E quase me engana.
Me extasia, ali por um momento.
Quase te vejo.

Me guio pelo teu cheiro,
Que me imanta a teu pescoço,
 E me traz paz,
Me traz paixão e desejo.
É teu cheiro que mora,

Até se extrapolar no beijo.


JAMES RIBEIRO
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domingo, 7 de maio de 2017

[Súmula de Domingo] Silêncio – Ana Cristina da Costa


Se o dia pede SILÊNCIO, então eu lhe darei, porque hoje é o Dia do Silêncio em prol da conscientização de todos males relacionados à poluição ao planeta. 

Hoje, eu me farei muda, ninguém ouvirá da minha boca um esbravejamento sequer, porque todos os meus gritos estarão vibrando em meu peito.

Estarei chorando de culpa por todos os papéis que joguei no chão, por todas as latas de refrigerantes que atirei pela janela do meu carro, por todos as guimbas de cigarro jogadas por peteleco por aí, por todos os sacos plásticos trazidos do supermercado, por todas as águas desperdiçadas no uso diário de casa, por todos os desodorantes e spray’s que usei contendo CFC (clorofluorcarbono), por não ter querido saber de que maneira tratavam todas as hortaliças trazidas para casa, tão lindas e brilhando diante dos meus olhos, por que não quis saber o motivo do sumiço das abelhas e vaga-lumes, e pelo aumento dos mosquitos em nossas vidas. Pode ser que eu tenha arrancado árvores em demasia, devastado florestas inteiras com incêndio e ganância e provavelmente eu deva ter feito barulho em demasia.

Por tudo que fiz ao meu mundo, darei a ele, a parcimônia de um monge no auge de sua compenetração, estarei serena tanto quanto o sono tranquilizador de um recém-nascido, me farei de paisagem em sua lenta atividade como a um sol no horizonte que se locomove imperceptivelmente.

O dia pede silêncio porque já fizemos muitos barulhos, muitas sujeiras e causamos a ele todos os tipos de bagunça.

Se ele clama uma pausa é porque já o fizemos dançar tantos sons desconhecidos, que sua esfera anda côncava.

Hoje façamos silêncio.

Emudeçamos ante uma provocação, respiremos.

Corram, movam-se, mas não gritem, não esbravejem, aproveitem o silêncio para principalmente gritar com vocês mesmos, façam acontecer seus protestos aí dentro, briguem, reflitam para que não maculem ainda mais a nossa casa, o nosso planeta.

Cuidemos, pois, de casa, façamos hoje uma grande faxina. Penduremos o manual de reciclagem e ao comprar algo tenhamos consciência de que somos responsáveis por nossas embalagens, infelizmente não por sua criação, mas por seu descarte. Claro que nossas ações não se fazem sozinhas, são necessárias conscientizações de tantos segmentos, mas que isso não nos congele, somos um, mas o mundo anda cheio de unidades aguardando para que unidos formemos a grandeza.

“O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra”. William James
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sábado, 6 de maio de 2017

Eu Morri - Davyd Vinicius



Eu já tive que morrer e renascer tantas vezes...
Também já tive que conhecer e desconhecer muita gente...
Foi necessário que eu aprendesse a lidar com o luto, talvez um pouco na marra, mas hoje está tudo bem.
Tive que aprender a lidar comigo e principalmente a lidar com os outros, com a falta imposta por eles a mim. Tive que aprender a lidar com a situação da distância que ia ficando cada vez maior e eu era o único a me importar, como se a partir daquele momento eu não estivesse mais aqui, como se realmente eu tivesse morrido. E eu tinha.
Foi a partir de então que passei a conhecer o outro lado da vida, um forasteiro em uma terra desconhecida. Eu tive medo, tudo que eu tinha em mãos estava partindo e eu não sabia para onde correr. Foi então que a vida passou a se abrir para mim, me mostrar que tudo aquilo não era em vão, que tudo aquilo que havia me deixado só havia ido para que coisas muito melhores pudessem fazer parte de mim.
Um novo eu ressurgia todos os dias cada vez melhor, para cada mão que havia largado da minha, abraços quentes e apertados, colo e ombro amigo, muito mais que um refúgio, uma fortaleza. Foi a partir dai que compreendi o meu verdadeiro lugar no mundo, o meu verdadeiro eu e quem realmente deveria estar ao meu lado.
Eu morri sim, mas morri para aqueles que não fizeram questão de mim, aqueles que largaram da minha mão quando deveriam ter segurado ainda mais forte. Morri para tudo que me fazia mal, para todos que não fazem mais questão de mim. Mas permaneço vivo, mais vivo do que nunca para aqueles que compartilham da vida junto a mim, aqueles que conseguem enxergar e mostrar o quão valioso é estar vivo, que exaltam o melhor de cada segundo e o quão precioso é poder estarmos juntos.

Davyd é escritor/poeta e blogueiro.
                Já teve textos publicados nas revistas Mimeógrafo Multicopista Cultural, Revista Real, Revista Mais de Um, Revista Bang Literário e Revista Letrilha, nas antologias "Entre Contos", "Poetas no Divã", "Dedos que leem" e "Mãos aos Versos", em sites e blogs nacionais e internacionais. Além disso, é um dos participantes dos projetos "Ver Com as Mãos", "Declame para Drummond 2016", "Folinha Poética 2017" e membro da Academia Virtual de Letras (AVL).
 Ele também já foi colunista no blog "Wold Literário" e hoje é dono dos blogs "Faroeste Literário" e "Stand Books", ideializador dos projetos "Tinteiro de Pixels" e do "Prêmio Alexandria de Literatura".
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

[4ª Poética] Nuvens - Patricia Fonseca


As nuvens ao vento
desenham nossos sonhos.
Refletem as pequenas coisas da nossa vida
Em flocos de algodão.
Destino desconhecido.
Se transformam o tempo todo.
As vezes ficam tão cinzas... tão escuras que desabam em gotas.
As vezes desaparecem no azul do universo.
As vezes cavalgam no dorso das montanhas.
Pincelam o céu como uma grande artista.
Como será a sensação de pegar
uma nuvem?
Que parece sem corpo, feita só de alma.



PATRICIA FONSECA
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segunda-feira, 1 de maio de 2017

[Resposta 42] Agonia do saber ou não saber - Bruno Leal



Mais um sentimento cruel. Aquele da incerteza. Aquele que quando você olha para frente, vê a resposta muito mais longe do que você pode imaginar. Você para e pensa que é possível, mas logo, ao começar a caminhar, cansa nos primeiros paços.
Hoje, vamos nos basear no lado mais humilde da questão levantada por Sócrates sobre a busca pela verdade: o "SÓ SEI QUE NADA SEI".
Afinal, quando começamos as discussões, pesquisas e levantamento de hipóteses até chegar ao resultado final de 42, será que chegamos nas respostas ou só levantamos mais perguntas? Muitas pessoas dizem que é mais produtivo fazer perguntas do que ter respostas prontas. Para continuarmos sendo inteligentes nós, seres humanos, precisamos continuar a fazer perguntas e questionar praticamente tudo. O problema é que aí entramos num dos pontos que mais me incomodam na filosofia: O objetivo é sempre ter perguntas para responder ou encontrar as respostas para as perguntas? E, será que como Sócrates disse, nunca iremos chegar numa resposta final e definitiva?
É doloroso pensar nisso. Passamos tanto tempo buscando sentido para as nossas vidas, mas no fim somos conhecidos apenas como "questionadores" e "inteligentes", com a eterna frustração de que o longo caminho jamais foi percorrido. Ou será que, como dizem alguns, "cada um busca sua resposta"? Isso pode ser uma hipótese viável. Mas e a humanidade como um todo? Nada. Isso parece não existir. Segundo nossas próprias provas e o que Sócrates disse sobre a verdade absoluta: não existe. É estranho pensar que o mesmo autor disse "só sei que nada sei" e "uma vida que não é refletida não vale a pena ser vivida".
Agora fica a intrigante pergunta: Vale a pena refletir para não ter resultado nenhum, ou apenas resultados parciais é do que precisamos para crescermos como civilização?
Você, trabalhador, aproveite o feriado para pensar nisso. Compare com o seu trabalho. O que você mais quer: Resultados parciais para chegar ao sucesso ou resultados definitivos? Pelo que você trabalha?
Um abraço à todos os trabalhadores da classe proletariada e classe burguesa (por que não, né? Também são trabalhadores!) e até a próxima!

Dizem que 42 é a resposta para tudo, porém isso é difícil de assimilar. Mas como a Terra é o único planeta capaz de entender as perguntas e respostas, vamos cumprir nosso dever.
Por que 42? Vamos tentar descobrir todas as primeiras segundas-feiras de cada Mês.
Até a próxima questão fundamental!
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domingo, 30 de abril de 2017

[Súmula de Domingo] 30 de abril, Dia Nacional da Mulher!!! 01 de maio, Dia do Trabalho!!! – Ana Cristina da Costa!!!

Nas datas irmãs, coloquemos em pauta nossas atitudes!

Liderando o Movimento feminista com objetivo principal de “ promover a inserção da mulher em todas as áreas da sociedade

“, Jerônyma Mesquita fundou o Movimento Bandeirante no Brasil. Uma mulher extraordinária em suas determinações. Saiu do Brasil e foi morar na Europa, lá ela traduz para o português o manual do escotismo do seu fundador Baden Powell, imprime alguns exemplares por conta própria e os remete para o Brasil, onde foi difundido e posteriormente fundado. Este dia 30 de abril, não poderia ser melhor representado, senão por essa mulher, enfermeira, mãe, bandeirante, brasileira, que não sucumbiu à separação no casamento criando sozinha seu único filho. Uma mulher cuja sociedade na época tratava mulheres como qualquer outra coisa, menos um ser que pudesse pensar e criar, ela não se intimidou quanto ao preconceito e expôs a humanidade que existia em seu interior e a exteriorizou fazendo maravilhas.

Dia 01 de maio, Dia do Trabalho, “é uma homenagem a uma greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. ” A partir deste dia de reinvenções, onde a jornada de trabalho de 13horas para 08 foi reduzida, a data foi lembrada como um dia de vitória, expressando neste dia a alegria com desfiles, exposições e outras manifestações pacíficas. Estamos no século 21, muitas coisas, desde então, foram modificadas, inclusive os modos de manifestarem-se. Eu só posso expor que há falácias em seus punhos, vamos às ruas porque queremos direitos em todas as instâncias, temos deveres em todas elas, é uma contrapartida, a balança dever ser justa, sabemos que não há precisão e sim contrapeso, mas como podemos ter um argumento verdadeiro se o que queremos roubamos do outro?

Queremos segurança e promovemos badernas ferindo o patrimônio público, que é meu e seu? Se impedimos o outro do seu direito de ir e vir, pautado no livro verde, a nossa bíblia de cabeceira, a Constituição? Se queremos mais saúde, mas jogamos aos borbotões papéis e objetos muitas vezes inacreditáveis ao relento, quem vai colher a minha sujeira? Queremos educação, mas não respeitamos o sossego do vizinho, promovemos festas e orgias de fazer inveja à Calígula. Como acabar com a corrupção? Ensinando em casa o que deve ou não ser feito, ensinando direitos e deveres, respeito, educação, claro isso é só a ponta do iceberg. Como já dizia o sábio escritor Monteiro Lobato, “Um país se faz como homens e livros” então tomemos como lema essa expressão e estudemos, tornemo-nos doutores em qualquer coisa, briguemos por nós, para que possamos argumentar com os maus homens, aqueles que nos roubam, aqueles que de uma forma ou outra não entenderam as leis, as leram, mas não as entenderam.

Somos um país rico, expansivo, cobiçado, de um povo tão acolhedor, tão alegre, tão ainda ingenuamente feliz, que não podemos permitir que morramos nas mãos dos sem alma, sem sentimentos.
Façamos e comecemos de hoje, deste país um modelo para o mundo.

Ana Cristina da Costa
Imagens extraídas do Google.

Saiba mais sobre Jerônyma Mesquita, http://luizfernandohissedecastro.blogspot.com.br/2010/02/jeronima-mesquita_19.html
Sobre os trabalhadores assista a estes filmes,
http://www.revistaforum.com.br/2015/05/01/25-filmes-para-o-dia-do-trabalhador/






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quarta-feira, 26 de abril de 2017

[4ª Poética] “Nós, mulheres” - Carina Roma Saraiva de Jesus



Um olhar, um toque, um sorriso,
Numa lágrima - uma súplica, um aviso.
Caos, emoções à flor da pele,
Colo que dá e que nem sempre recebe.

Doação, renúncia, dor e solidão,
Carinho, busca, amor e paixão.
Sentimentos todos misturados,
Pensamentos tão analisados.

Maquiagem, salto alto, desejo, tesão,
Ternura, mansidão, aconchego e perdão.
Encanto, perfumes, rendas e flores,

Todas as misturas, todos os sabores.
Sim, somos assim... Mulheres, enfim...
Plenas das vidas de nossos amores.

CARINA ROMA SARAIVA DE JESUS
Face: @carinaroma01


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domingo, 23 de abril de 2017

[Súmula de Domingo] Escotismo – Ana Cristina da Costa.

Falar de escotismo nos remete a conceitos formados de aperfeiçoamento físico, moral e comportamental a exercícios físicos e ensinamentos paramilitares. 
São 10 as leis, a base de toda essa estrutura difundida mundialmente e sobrevivente neste mundo de frios e inimagináveis substâncias plásticas e metálicas. São cinco os pontos primordiais, eles não são finalidades e sim meios para alcançar os objetivos propostos.

O escotismo ainda é muito procurado por aqueles cuja formação foi militar e ou teve influência de tal, mas não primordialmente, pois também àqueles querendo proporcionar aos filhos, aos jovens em geral, uma visão de mundo real. Àqueles que respeitam o manual de sobrevivência de fato. 

Está num desses treinamentos, como sobreviver em uma floresta, aplicando princípios básicos.
Muitas pessoas ainda se perdem nas densas matas pelo mundo afora por não saberem e ou não carregarem no meio das coisas uma bússola. Infelizmente ela deu lugar ao celular, uma ferramenta que, dependendo do local, sua altitude, não oferecerá sinal para a comunicação com o mundo, e ou estará com sua bateria descarregada. Isso é só uma das muitas informações recebidas dentro desse brilhante segmento.
Além disso há os ensinamentos morais, esses não deveriam ter sido perdidos jamais, o respeito à pátria, honrar pai e mãe, respeito aos mais velhos, dizer sempre a verdade e outros tantos formadores deste manual de humanidade, que abrilhantam e credibilizam o escotismo.

Baden-Powell, fundador do Movimento Escoteiro, sempre enfatizava o cumprimento do dever religioso pelos Escoteiros, não importando qual a sua crença religiosa, ele criou algumas orações.

“Do Escoteiro,

Senhor... Ensina-me a ser generoso, a servir-Te como Tu o mereces, a dar sem medida, a combater sem temor, a trabalhar sem descanso e a não esperar outra recompensa senão a de saber que faço a Tua vontade.
Assim seja!”


Como vês escotismo enlaça todos os veios, como uma rosa dos ventos que deu ao escoteiro, ao seguidor das doutrinas, base para todas as direções. Não importando suas convicções religiosas, suas preferências e gostos, ser um escoteiro é antes de tudo ter respeito e fazer o melhor ao próximo, não se esquecendo de cuidar de si mesmo, primando pela limpeza corporal e pela retidão de suas atitudes, só assim ele poderá oferecer ao outro exemplo e bem-estar.

O trabalho em conjunto e voluntário, sempre deram aos escoteiros o conceito de união, família, amizade e compartilhamento, portanto, ser escoteiro é cuidar de tudo à sua volta e primar ao máximo para que tudo ocorra da melhor maneira possível e em harmonia,

“Sempre alerta para Servir”

Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google.

http://www.geguaranis.org.br/arquivos/adestramento/Coletanea_de_Oracoes_e_Mensagens.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=zjoLXHPfmJI
https://www.youtube.com/watch?v=0u0I5I2tFLo





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sábado, 22 de abril de 2017

[Orações A Saturno] Nada - Edhson J. Brandão


Nada

Edhson J. Brandão

Entrou. A sala amarela já o esperava, era uma velha conhecida.
― O que foi dessa vez, Miguel?
Sua apatia servia de arma para todas as situações. A agressividade dos outros era algo com qual ele lidava facilmente. Permaneceu calado, mínimas expressões.
― Hein? Vamos, menino! Diga logo. O que foi dessa vez?
Os gritos e os berros já não o atingiam mais. Aos poucos todo o nosso corpo cria escudos e defesas para aquilo que nos atinge com mais frequência. Os ouvidos dele já eram peritos em ouvir vociferações, ameaças, repúdios e ofensas. Qualquer maré de ódio chegava a ele como uma leve marolinha.
― Fale alguma coisa! Se defenda pelo menos. Ande! Não me faça perder a paciência!
Seus olhos negros e redondos tinham como alvo as rugas marrons que se formavam ao longo da face que o tentava. Observava os dentes, eram sujos com as placas bacterianas. A pele, um tanto flácida por causa da idade, exibia pequenas varizes e marcas de alguma alergia mal tratada.
― É sempre você! Sempre você! Quando é que você vai cansar disso? Quando? Ninguém mais te aguenta!
As olheiras inchadas mostravam poucas horas dormidas. Olhou os cabelos, grisalhos e tingidos de um castanho puxado para o cobre. Tentou contar os fios brancos enquanto se assustava com dois tapas na mesa.
― Meu português já está acabando, garoto! Vamos! Diga algo! Ou vamos ter que te enviar para o Conselho Tutelar?
Distraiu-se ao contar. Atentou-se para o colar de contas no pescoço. Barato. Já tinha visto algo parecido quando foi com a mãe ao centro da cidade. Quis comprar um pra ela, mas cadê o dinheiro? Trinta e seis contas fechadas com um pingente em forma de coruja.
― O que sua mãe vai dizer a hora em que for te buscar lá, hem? Você não pensa nessas coisas?
As corujas são animais misteriosos, ele sabia. Uma vez teve um professor que contou, porque gostava muito delas. Representava a sabedoria, a inteligência. Já desenhou várias corujas, diversas vezes. Viu umas e outras.
― A escola já está cansada de você! Can-sa-da! – a cada sílaba uma batida na mesa - E você, não está cansado disso tudo? – e foi aproximando levando seu rosto bem próximo ao do menino – Você não está cansado dessa vida?
Finalmente os olhares se encontraram.
― Responda só uma pergunta, Miguel. Só uma. Apenas uma e você some da minha frente. O que você acha que nossa escola pode fazer por você?
Os olhos rodearam a sala e pararam nos dedos encardidos que estavam entrelaçados no meio das pernas.
― Diga. O que escola pode fazer por você?
― Nada.

*  *

Orações A Saturno é o templo da linguagem pragmática sem a moral do mundo que o perturba. É um alento. Algo que eclode. Não sei. Um out de si no tempo da palavra. É sábado, todo sábado. São rezas para deus-palavra. E isso é tudo, quando não há nada. 
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

[Biografias Reais] Ruben Alves

Rubem Alves - É uma pena não viver!



Minha vida se divide em três fases.
Na primeira, meu mundo era do tamanho do universo
E era habitado por deuses, verdadeiros e absolutos.
Na segunda fase meu mundo encolheu,
ficou mais modesto e passou a ser habitado
por heróis revolucionários que portavam armas
e cantavam canções de transformar o mundo.
Na terceira fase, mortos os deuses,
mortos os heróis, mortas as verdades e os absolutos,
meu mundo se encolheu ainda mais
e chegou não à sua verdade final
mas a sua beleza final:
ficou belo e efêmero como uma jabuticabeira florida.

Rubem Alves

Em seu site oficial, o escritor e educador Rubem Alves relatou, em detalhes, sua trajetória. Ninguém melhor do que ele, para contar sua história. O escritor faleceu em 2014, aos 80 anos, de falência de múltiplos órgãos, em Campinas, onde morava. Veja seus relatos :

— Nasci no dia 15 de setembro de 1933. Sobre o meu nascimento veja a crônica Que bom que eles se casaram. Faça as contas para saber quantos anos não tenho. Que "não tenho", sim; porque o número que você vai encontrar se refere aos anos que não tenho mais, para sempre perdidos no passado. Os que ainda tenho, não sei, ninguém sabe.

Mas com certeza, apenas essas palavras do escritor são minimas para mostrar com clareza a majestosa carreira e vida que teve Rubem Alves. Então separei aqui um pouco de sua vida em uma cronologia.

1933

Nasce em Dores da Boa Esperança (M.G.), filho de Herodiano Alves do Espirito Santo e Carmen de Azevedo Alves (15/09). Vive a sua infância no interior de Minas Gerais.

1945

Muda para o Rio de Janeiro com sua família. Conhece o Bullying na escola. Encanta-se pelo piano e começa a estudar com o intuito de ser pianista profissional. Liga-se ao protestantismo.

1953

Vai morar em Campinas para fazer seu Bacharelado em Teologia no Seminário Teológico Presbiteriano (filiado à Igreja Presbiteriana do Brasil).

1954

Recebe sua espada como prêmio de 1º lugar em Artilharia na conclusão do seu curso no CPOR de São Paulo (Centro de Preparo de Oficiais da Reserva) do Ministério da Guerra (10 de Setembro).

1956

Obtém seu diploma de Habilitação para ensinar piano no Conservatório Carlos Gomes em (15 de Dezembro).

1957

Conclui o Seminário tornando-se Bacharel em Teologia (30 de Novembro).

1959

Casa-se com Lidia Nopper (07 de Fevereiro)
Nasce Sergio Nopper Alves (10 de Dezembro), seu primeiro filho

1962

Nasce Marcos Nopper Alves (17 de Julho), seu segundo filho

1963/64

Cursa pós-graduação no The Union Theological Seminary, e torna-se Mestre em Teologia com a defesa da sua tese “A Theological interpretation of the meaning of the Revolution in Brazil” (19 de Maio de 1964).

1964/1965

No Brasil vive anos de medo sendo perseguido pela Ditadura militar.

1965/1968

Cursa doutorado no Seminário Teológico de Princeton (EUA). Recebe seu título de Doutor em Filosofia em 04 de Junho de 1968.

1968

Retorno ao Brasil, experiência de desemprego.

1969

Começa a lecionar na Faculdade de Filosofia de Rio Claro, onde inicia sua carreira acadêmica.

1970

Obtem o registro como professor de piano pelo Conselho estadual de cultura (30 de Junho)

1971/1972

Convidado a lecionar em Nova Iorque (EUA). Recebe o título de Cidadão Honorário de Indianápolis (1971)

1972/1974

Regressou ao Brasil e volta a lecionar na Faculdade de Filosofia de Rio Claro

1974

Ingressa no Instituto de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

1975

Nasce Raquel Nopper Alves, sua filha caçula (10 de Novembro)

1980

Conquista o grau de Livre Docente em Filosofia Política pela Unicamp (08 de Abril)


1982

Torna-se membro da Academia Campinense de Letras.


1983 / 1984

Começa sua produção literária não acadêmica com mais intensidade e escreve suas primeiras estórias infantis.

1990

Aposenta-se pela Unicamp. Conclui a formação em Psicanálise pela Associação Brasileira de Psicanálise de São Paulo e inicia sua trajetória como psicanalista. Sua carreira de escritor se intensifica

1994

Divorcia-se de Lidia, para começar um relacionamento com Thais Couto

1995

Recebe o título de Professor Emérito da Unicamp (03 de Maio)

1996

Recebe o título de cidadão campineiro (27 de Maio)

1997

Começa a se desligar gradativamente da rotina de psicanalista. Conhece o vilarejo de Pocinhos do Rio Verde onde constrói um chalé.

1998/2005

Reveza moradia entre Campinas e Pocinhos do Rio Verde. Rotina de viagens para palestras intensa e muita produção literária

2003

Recebe Prêmio PNBE “O educador que queremos” do governador do Estado de São Paulo

2006

Termina o seu relacionamento com Thais. Descobre um câncer no estômago, do qual se cura apenas cirurgicamente. Retoma seu relacionamento com Thais no final deste ano

2009

Recebe o 2º lugar do Prêmio Jabuti na categoria “Contos e Crônicas” com seu livro “Ostra feliz não produz pérola” (Editora Planeta). Submete-se a uma cirurgia cardíaca (09 de Novembro). Rompimento definitivo do seu relacionamento com Thais.

2010

Casa-se novamente com Lidia Nopper Alves (18 de Dezembro)

2011

Descobre O Mal de Parkison, doença que o enfraquece aos poucos, forçando a parada gradativa de suas tarefas e compromissos como palestras e escritas semanais de crônicas para jornais.

2012


Seu livro “Transparencies of Eternity” (tradução para o Inglês nos EUA do título original “Transparências da Eternidade”) recebe o prêmio Eric Hoffer Awards (Menção Honrosa em Excelência em publicações religiosas). Funda em 15 de Setembro Instituto Rubem Alves com a iniciativa de preservar e perpetuar todo seu acervo e sua obra e também marcar a presença do seu pensamento na educação no Brasil.

2014

Encantou-se (faleceu) aos 80 anos.


Mariane Helena.
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

[4ª Poética] Menino que sonhava - Fundação Casa




Era um menino que sonhava 
E por essa eu não esperava
Saber que poucos conseguem ser Patrão 
Neste universo policia tira vidas
Deputados roubam 
Um juiz vem e solta 
Do crime eu temia 
Vi covardes que se escondiam
Eu menino sem rumo 
Neste mundo cinza sou cor 
Sou moleque considerado
A droga  tornou-se minha amiga
Quando fui para rua  pensei em virar ladrão
Porém consegui uma casa o nome era Fundação

PSEUDÔNIMO: MENINO SONHADOR




 POETA SÓCIO-EDUCANDO: Agora, na quarta poética também teremos uma vertente social. Serão aqui apresentadas poesias de adolescentes internos na FUNDAÇÃO CASA de Lorena-SP. Como o adolescente esta em medida sócio educativa temos que preservar o direito de imagem dele devido a tutela estar com Estado, não podendo ser revelada a autoria(Espero que compreendam). 
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