domingo, 18 de agosto de 2019

[Súmula de Domingo] Sobre a Cultura – Anna Costa


Os gatilhos disparados no cérebro quando você vê algo que lhe agrada é como uma explosão vulcânica. O objeto do desejo à sua frente traz aos que a veem, lembranças, sentimentos de amor, saudades e quiçá de criatividade, que até então não se sabia possuir, nasce um promissor artista.
Tenho escutado de diversos professores de diferentes segmentos artísticos e até mesmo de outros que não o são que podemos aprender qualquer coisa, bastando apenas técnicas aliadas a exaustivos exercícios, estes suprem o “dom”, ou seja, ser artista não é ter dom é ter técnica.
Eu acredito que aliado a tudo isso, primeiramente o ser deve esboçar um mínimo de gosto por toda a arte apresentada, do contrário a ele todo o esforço não passará de um mero treinamento.
Sim podemos aprender qualquer coisa, mas vive-las em profundidade é para poucos. Entregar-se a um personagem, oferecer a ele o seu corpo e transforma-se nele é algo sim que requer muita prática e muito mais determinação do contrário à primeira dor, abandona-se todo o enredo.
Minha jornada na representação está apenas começando, embora eu já passe dos 50 anos, mas posso dizer que essa entrega trouxe a mim uma gama de desconstruções e outras reformas. Posso dizer que a arte é um dos instrumentos mais belos tocando as notas perfeitas. A arte cênica nos remete a tantos questionamentos que fica impossível não admirá-la e ou amá-la. Eu amo àquela que me faz sofrer! Sou uma eterna refém desta adorável algoz.
Sou uma devoradora de artes manuais, embebi de muitas técnicas, aja vista a década de 70 foi uma das mais promissoras e inventivas. Então quando falo de arte envolvo e permeio pelos seus segmentos, falo das artes visuais, da representativa, da escrita, da culinária, enfim, fazer arte é desenvolver e sair do eixo para ser outra coisa é inventar-se.
Hoje se comemora o Dia Nacional da Revolução Cultural, movimento político que se deu na China. Um acontecimento histórico que disseminou quase que uma população inteira e pôs à queima obras de artes, livros e monumentos, que exterminou pessoas cultas, crianças e anciãos de forma bestial e desgovernada. Jovens foram usados e em suas mãos foram postas armas, aos seus cérebros foram dado ideologias tortas, eles já contaminados e com toda a vitalidade que às idades compete, combateram todo o pensamento contrário. Foi uma carnificina. Tudo isso pelo querer de um ditador que queria suas ideias aceitas.
Passamos por isso tantas e diversas vezes. A arte sempre foi o primeiro alvo de toda a guerra, isso porque através dela construímos um pensamento, por ela somos consumidos porque depois de todos nós ela permanece.
Mesmo que um número em grandes proporções de pessoas seja consumido pela ignorância, a semente da arte permanece no solo e em algum momento ela emerge dando frutos.
Por hoje apenas exaltarei os nomes dos imortais gênios da humanidade, por eles soltarei brados e tocarei trombeta, a eles minhas sinceras reverências.
“O Teatro foi a primeira invenção humana.” Augusto Boal.
Que Deus proteja os artistas!
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: https://www.youtube.com/watch?v=7abLqIpNtck – Caçadores de Obras Primas.



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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

[4ª Poética] Quem me dera ser real - Eliézer Viajante do tempo

Quem me dera ser real





Se apenas fosse verdade
Que sou especial
Eu não ouviria
Apenas como a primeira fase da frase
Só haveria essa parte

Você é especial
E vem qualquer outra coisa
Desculpa para não ficarem perto
Algo para me afastarem

Se fosse verdade
Eu não seria o que sou hoje
Se fosse verdade
Eu sairia bem menos magoado

Se tivesse sinceridade
Eu teria ao menos uma vez
Sido realmente acolhido
Estaria sendo amado
Talvez meus versos
Estariam sendo expostos
E não guardados

Se tivesse alguma verdade
Eu jamais teria sido trocado
Eu não precisaria ouvir
Eu saberia sentir
Pois a demonstração
Seria bem maior

Eu não encontro o significado
Nesta palavra
Se eu a ouço
Já espero a contra parte
O contra peso
Que apagará o significado

Se fosse real
Eu não estaria aqui
Escondido atrás de páginas
E páginas
Mostrando o que sinto
Por não conseguir dizer
Ou por nem ter a chance
De falar

Se eu fosse o que diziam
Antes de demonstrar o oposto
Seria a mais bela verdade

Eliézer Viajante do Tempo
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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

[4ª Poética] Fogo passado - Eliézer viajante do tempo

Fogo passado



Queria que fosse eu
A fazer tudo por ti
Fiz demais
Não notou
Fui ficando para trás

E observar de longe
Suas alegrias
Tristezas
Ter algum momento
Em que eu consiga um sorriso

Ou você fazer isso por mim
De tantas poesias
Virei isso
E por mais
Que eu ame poesia

Não sou só alguns versos
A você ler
E infelizmente
Não reconhece o seu valor
Muito menos o meu

Não sei como é ter sua atenção
Nem como seu tempo é administrado
Se eu pudesse
Iria a frente
Para impedir
Qualquer dor

Se eu fizesse algo diferente
Se fosse mais ousado
E tentasse algo

Deixaria de ser eu
Eu cansei de tudo
Só não de te impedir de chorar
Mas quem diria que quando fiz isso
Você voltaria para os braços dele


Eu sempre fiz isso
E quem fez por mim?
Odeio reviver
Viver é um perigo
Faz mal a meu coração

Nem finjo que nada aconteceu
Eu só não toco no assunto
Fogo dado por mim
Para ninguém se apagar

E quem devolve?
Amor
Palavra conhecida
Palavra tão inusitada
E não usada em minha vida
Pelos outros

Queria eu ter vivido
Em outras épocas
Para quem sabe
Realmente viver
Esse amor que tenho

Nada faz apagar
Nada me faz desistir
As lágrimas não apagaram
O vento não o fez
E sobrevive ao inverno

E já ficou tão quente
Quanto o inferno
A me queimar por dentro
E a colocar ataduras
Por amar demais

Sempre tem um motivo
Que não me satisfaz
E rouba a paz
Rosas entregadas

Ninguém chorou
Quando fui embora
E faz-se dois dias
Que fui embora
E ela não disse nada

A sina de um viajante do tempo
Tenho vocabulário e ações
Mas ninguém a direcionar
E esperar por alguém
É pedir decepção

Melhor seguir em frente
Esses tempos
Não fazem jus
Ao que sinto

Minha boca
Que não conheceu
Nenhuma boca apaixonada por mim
Minha língua pronta
E cheia das palavras mais lindas

A quem devo direcionar
O papel acaba sendo o alvo
Palavras doces
Trocadas por sorrisos
E ações frias
Palavras afiadas

Em quantos já me fiz
Para aguentar?
E onde você está?
Em braços de outro
Não sabe que existo?
Me ignora?

Ou não sou conveniente
A última que amei
Me amou...
Mas uma parcela
De quem sou
E ao tentar ser inteiro
Ela foi embora

E já vi um país das maravilhas
Mas ao salvá-lo
Foi para longe de mim

Eliézer Viajante do Tempo
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terça-feira, 6 de agosto de 2019

[Faroeste News] Lançamento do livro "O mar em mim" de Mariane Helena



 


 No último dia 25/07, aconteceu no Centro da Juventude de São José dos Campos, o lançamento do livro "O mar em mim" da escritora Mariane Helena. O lançamento da obra que é o primeiro romance da autora, fez parte  das celebrações do dia da mulher negra, comemorado no dia 27 de julho. Além do lançamento, o evento promovido pela prefeitura de São José dos Campos em parceria com  o grupo Mulheres do Brasil, contou com um bifê e uma roda de conversa com Sônia Guimaraes, Carolina Félix, Janaina da Silva Melo, ShirleiVerissimo e Mirela Alencar.

O lançamento contou com o sorteio de 10 exemplares da obra, e claro, uma emocionante sessão de autógrafos.

"É muito emocionante você poder autografar o seu sonho, e o mais bacana, foi ver a minha tia mais velha Oraida, que sempre foi meu referencial, chegando. Poder autografar o meu sonho para ela foi muito emocionante."

Mariane ressalta o carinho e a emoção de ter sua família ali presente, ajudando e dando todo o suporte.

A autora também fala com carinho da conferênci dos vicentinos Santo Agostinho, que estiveram presente.

"Eles já atendem a minha família a muitos anos e poder ver todos eles presente, comprando meu livro e podendo tirar uma foto com todos reunidos, sem dúvida foi muito emocionante."





Perguntada sobre a importância do evento e sobre ser uma escritora negra, Mariane disse:

"Ser uma escritora negra é um privilégio e um desafio. Um desafio, porque você sempre em que mostrar mais, você sempre tem que batalhar para que o que você escreve seja reconhecido, mas é uma honra, principalmente ser reconhecida como uma personalidade negra da minha região e poder ser um referencial para novas escritoras e mulheres negras".



O que também chamou a atenção, foi o prefácio do livro, feito pelo escritor e poeta Davyd Vinicius, que segundo Mariane traduziu muito bem a essência da história.

"Quando eu terminei o livro, mandei para o Davyd, ele leu e logo me mandou um texto falando sobre ele, eu gostei tanto que tive que colocar como prefácio", completou Mariane.

Leia o prefácio abaixo:

"Amar, sonhar, perder. Procurar no outro calar a solidão que existe em si. Um querer tão frágil que se esvai com as marés, que se distancia com as brisas.
Ninguém aprende a dizer adeus, ainda mais quem acolhe em um abraço tantas vezes, mesmo sabendo que é parte da partida, Quem acumula histórias, memórias e questionamentos, quem ama sem medida.
Compreender a si faz parte do jogo ambicioso do amor, perder-se no outro, chorar de dor. Quebrar o coração e depois brincar de juntar os caquinhos no aguardo de alguém para desmanchar tudo de novo. Balançar com as águas bravias que nos faz estremecer, isso é se apaixonar, isso é sofrer, isso é se encontrar e se fazer maior em meio ao viver. Suturar tantas vezes nos torna experientes, nos dá um novo olhar, como os ciclos da natureza que se renovam e nos fazem acreditar. Amar tantas vezes e descobrir que nasceu para ser só. Só indagações, só despedidas, só ilusões. Como um velho solitário e suas emoções."

""O mar em mim" conta uma história linda e que muitas vezes nos faz parar para refletir sobre nossos sentimentos que muitas vezes são deixados de lado. Seu enredo é envolvente e surpreendente, nos fazendo mergulhar não só na história, mas dentro de nós mesmos." finaliza Davyd.


Para adquirir a obra, basta entrar em contato com a autora através das suas redes sociais:


https://m.facebook.com/profile.php?id=100002269830887








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domingo, 4 de agosto de 2019

[Súmula de Domingo] Hoje é Domingo – Anna Costa



Hoje é dia da Campanha Educativa de Combate ao Câncer.

Domingo, um dia servido como o do descanso!
Poderá ficar em casa ouvindo suas músicas e cantando, se ninguém reclamar de sua voz aveludada, desfrutar da rede e embalar os pensamentos até que venha uma mosca a tirá-lo do repouso, o que não estava nos planos, ler aquele livro que de tanto tempo guardado criou uma camada de poeira, ponha sua leitura em dia ou promova um almoço para os amigos, principalmente se aquele que não vê há muito tempo vier; para eles sirva o seu melhor, faça o melhor, este dia é o mais importante.
Domingo é dia de muitas coisas que embora às vezes façamos coisas que ao invés de sua aclamação, nos cansamos, mas tudo é válido quando se trata de um dia a mais no calendário que temos para fazer coisas que não poderíamos na semana, usar do ócio.
No que diz respeito a isso, fugindo do almoço com a família e amigos, aos finais de semana, propriamente dito, aos domingos, as sacolas são recheadas de conteúdos estranhos ao corriqueiro; entram nelas peças bem pequenas de lycra, bronzeadores, protetores solares, de corpo e lábios, chinelos despojados e toalhas com estampas bem chamativas, sugerindo a natureza. Estes são acessórios básicos para quem pretende ir banhar-se em águas fora de casa se for o caso, mas mesmo em casa, se tem piscina, os cuidados devem ser tomados.
O sol é um dos vilões, embora seja ele o astro rei, admirado e aclamado a todo instante, os raios solares trazem inúmeros destemperos à saúde humana, então que tal começar por hoje a se proteger fazendo uso dos dispositivos inúmeros disponibilizados no mercado e consequentemente introduzir nas crianças esse mesmo espírito de proteção?
Pode parecer bobagem estabelecer cuidados para que se evite essa ou aquela doença, e não estou falando somente sobre a exposição ao sol, falo igualmente da alimentação que está, hoje principalmente preocupando especialistas, no quesito conservante, aditivos químicos, corante e toda uma infinidade de produtos adicionados em “alimentos” que consumimos. Ora é de se pensar que se vai comer que seja algo em que confiamos, mas estamos tão arraigados em culturas estrangeiras que não pensamos em nada na hora de degustarmos um sanduiche, haja vista, o nome nem é daqui, assim como muitas palavras que fomos consumindo e adquirindo tanto como os sabores. Ah de se rever a alimentação inclusive dos pequenos que tão acostumados a produtos industrializados que muitos não sabem ao menos de onde vem o ovo, mas é natural se os pais ainda novos vêm também desta bagagem industrializada, restando aos mais velhos e ou aos novos cientistas as informações corretas.
Pensemos que nossa estada aqui nesta existência é curta, não vivemos para sempre, mas podemos fazê-lo de forma agradável. Por certo que o câncer já se mostrou contrário a tudo o que se estuda até hoje, que por mais que tomamos cuidados, ainda assim ele se instala em alguns indivíduos se dizendo independente e forte, infelizmente, mas se podemos tolher alguns de golpes, o faremos, pois temos as informações sem o direito de ignorá-las.
Desejo que os passeios de domingo sejam regados a muita proteção em todos os sentidos em relação à saúde bem como com a manutenção dos carros.
Cuide de sua família e amigos, um beijo!
Por: Anna Costa
Imagem extraída do Google.
Indicação de filme: Filme biografia – A Dama Dourada –




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domingo, 28 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Agricultores - Nossos Heróis – Ana Costa



Hoje é dia do Agricultor e eles são os nossos heróis, mas  o que vamos comemorar?
Bem se andarmos na contramão da desinformação está tudo bem obrigado, pois em um país cuja população tem fartura alimentar, sim devemos comemorar....
A terra é fértil sim senhor, nisso não há controvérsia, também é verdade que alguns preferem o asfalto, mas nenhuma das assertivas isenta àqueles destinados a promoção do crescimento alimentar no país de implantarem políticas públicas de incentivo.
Também é certo que aceitamos e aplicamos tecnologias a fim de diminuir os impactos no solo assim como o fazem pelo Plantio Direto, neste procuram ao máximo seguir à risca as normas impostas, aumentando significativamente a produção de alimentos.
A prática de plantio em qualquer pedacinho de terra, esta não é de agora e não se fala tanto quanto a 40 anos atrás que quando nas escolas a mesma era dita e incentivada como disciplina, não venho aqui dizer de partidos nem tão pouco de aplicabilidade no ensino e sim dizer que aprendemos aquilo que nos é ensinado. Quando colocamos uma semente no algodão molhado e esperamos ansiosamente que ela solte sua primeira folhinha, ah! Esta é uma sensação incrível é como se naquele momento nos sentíssemos um pouco deuses, eu aprendi assim.
Falar de agricultura não é claro, falar de plantio doméstico, ela é muito mais ampla e envolve muito mais que só um chumaço de algodão, mas que este último nos dá a noção de que se plantando dá, também nos remete ao pensamento de que tem alguém plantando para que eu tenha o que comer.
Sempre fui e serei uma envolvida e vibradora daqueles que plantam, daqueles que queimam sua tez ao sol, daqueles cujas mãos são um só calo, dos que deixam a vida urbana com seu cheiro de combustível aliado ao da gordura do pastel frito na calçada, dos que enviam os filhos às universidades para que voltem e apliquem no solo sua sabedoria e eles mesmos, os que ficaram apenas tem a da vida. Aliam-se os conhecimentos, trabalham o solo, fazem comida e trazem para nós que ficamos aqui assistindo série, abrindo a geladeira a fim de pegarmos uma fruta e por muitas vezes temos preguiça até de fazê-lo.
Você acha que o nosso país já é um território que teve a fome erradicada?
Para comemorar este dia que poderiam ser todos vou fazer uma coisa bem diferente, deixarei uma receita de guisado, hummm, adoro um guisado, sabe o que é? É um ensopado, um prato onde temos verduras cortadinhas em cubos e uma carne também cortadinha, pode ser carne bovina, ave ou peixe. Aproveite a receita e faça neste domingo, bom almoço a você!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Google
Indicação de Filme: Julie & Julia, um filme que fala sobre culinária, casando com o tema de hoje. http://www.adorocinema.com/filmes/filme-132302/


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domingo, 21 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Envolva-se, Artiste-se – Ana Costa



Engraçado como a vida é. Por anos a fio eu me dediquei à arte e fazer parte desta comunidade a mim sempre foi intrínseco, pois aprendi o que pude em relação à prática chamada Artesanato ou manualidades, bem como a escrita e a representação. Tudo isso foi a mim apresentado muito cedo, haja vista venho de uma época rica no que tange estes quesitos.
Hoje, não obstante, continuo de forma a receber todas essas práticas com certificação, embora já tenha muitos, nunca me é suficiente, adoro aprender novas técnicas e pô-las em prática é a melhor parte. Vejo, portanto o desmembramento das artes em revistas e ou em cursos, eu as conheci em combo, não havia distinção de uma para outra no sentido de ensinamento. O que quero dizer é que, as revistas principalmente datadas dos anos 70 e 80 vinham com um apanhado muito rico nos termos descritos, o que dá a esses periódicos uma riqueza incomparável. Assim como em outras áreas de ensinamentos aconteceram as mesmas mudanças.
Os meus filhos, dando continuidade e perpetuando a espécie, voltaram-se igualmente à essa modelagem artística. Cada um em sua área encontrou o caminho da intersecção.
Eu tenho algumas dessas revistas posso dizê-las relíquias e sempre digo aos meus filhos, embora a gama de conhecimento nesta área apresentada em massa na mídia seja até gratuita, tenho estas como raras e que eles não se desfaçam até que veja não haver para eles, serventia, do contrário poderão extrair conhecimentos das mesmas.
Este é o diferencial de como vemos a arte e a ela conferimos valor.
No teatro assim como no cinema, muitos desses conhecimentos são sumariamente importantes, pois se apresentam o grande o vistoso nos palcos e nas telas, mas nos bastidores há a necessidades dos pequenos toques, dos costureiros, das bordadeiras, os fazedores de calçados, os maquiadores e os amigos que estão sempre dispostos a empurrar os artistas à sua missão.
Não ignore a arte nem tampouco a substitua, ela é a mola que envolve o humano e os remete à ancestralidade.
Ao bordar um pedaço de tecido, a pessoa entra literalmente em seu interior, buscando dentro de si toda a forma de ser.
É mágico ser um artista, é gratificante igualmente.
Nas telas apresentam-se filmes que remotamente enfeitavam as prateleiras das locadoras e antes disso as paredes de casa com seus slides, as estórias continuam encantando as criaturas, hoje com menos de trinta anos, aí eu pergunto, qual é a magia? O que tem nestas estórias para que façam inúmeras montagens e não as deixemos morrer? Qual é a fórmula do encantamento? Talvez ela seja tão complexa que dispense definições.
Nos palcos com a proximidade das pessoas a interação é muito mais calorosa, o rigor em fazer o espetáculo é maior, pois o espetáculo tem que ser bem apresentado. As pessoas desta arena são muito mais exigentes e críticas, sem o menosprezo das outras, é que fazer teatro requer um nível de adrenalina bem mais afiado, não esqueçamos do estudo, este deve ser constante. E lá se vão as representações da vida real, as adaptações daqueles que estão nos livros e nas telas do cinema.
Eu pergunto, porque tudo isso? Não bastaria apenas a leitura dos livros? Não bastariam apenas ouvir de outros o conto usando ênfases e gestos a nos encantar? Por que temos a necessidade em repetir e repetir as coisas? Isso também é arte. Estamos envoltos a essa atmosfera de encantamento e o que fazemos, fazemos para o outro, a fim de agradá-lo, pois somos comunidade, humanidade.
Se você possui alguma vontade ou habilidade e disponibilidade, faça cursos, de qualquer coisa na área, prove a você mesmo que pode realizar. Não há obstáculos, o que há é determinação. Busque em você o outro, aquele que se despe de si mesmo e se entrega a esses momentos únicos,
Faça arte!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Pixabay.
Indicação de filme:



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sexta-feira, 19 de julho de 2019

[Convite] Lançamento do livro "O Mar Em Mim" da escritora Mariane Helena



No próximo dia 25 de Julho de 2019, às 18h, acontecerá o lançamento do livro "O mar em mim" da escritora Mariane Helena, no Centro da Juventude de São José dos Campos
Após a publicação de 7 livros de poesia, a autora trás ao público o seu primeiro romance que entrega em uma história rítmica, a interpretação honesta da vivência de amar que pede para ser descoberta a cada capítulo envolvente.

Em "O Mar Em Mim", Mariane Helena introduz o leitor a mergulhar em amores profundos. Experiências únicas que cada ser vivencia à sua maneira. O enredo surpreende pelo seu encanto singelo, e, também desafia a noção de afetos entre dois seres distintos."


Evento: Lançamento do livro "O Mar Em Mim".
Data: 25 de julho de 2019.
Horário: 18h.
Local: Centro da Juventude de São José dos Campos.
Endereço: Rua Aurora Pinto da Cunha, 131, Jardim América.

Lembrando que haverá a venda dos livros autografados no local do evento, mas o pagamento só poderá ser feito em dinheiro à vista.




E pra você que é leitor do nosso blog, a autora disponibilizou 2 livros para serem sorteados, então fiquem atentos em nossas redes sociais que logo logo estaremos disponibilizando as regras para vocês participarem, ok?
Então já marca aí na sua agenda e bora prestigiar esse belíssimo trabalho. ;)

#ParaUmAmanhãComAindaMaisHistórias
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quarta-feira, 17 de julho de 2019

[4ª Poética] Abraço - Arieli Portiguara

Abraço


Nesse abraço deixo porções
Da essência que me faz crer
Esperança que inspira a viver
A razão que edifica a alma
O amor que minimiza a dor e traz calma

Esse abraço possui envolvimento
Certeza que motiva tudo por dentro
Na doação constante de si
Um registro que marca início ou fim
Gravado no cerne de cada trajetória

Areli Potiguara

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domingo, 14 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Os Nossos Direitos – Anna Costa



Hoje comemora-se o aniversário da Liberdade de Pensamento, busquemos pois, forças, para que os ditos cujos ao saírem de sua forma original, não sejam ofensas nem tampouco afronta aos adversos. Se assim o forem que os ânimos ao se exaltarem, não cometam extermínios. Civilizemos.
No que se conhece da história, os humanos entenderam a importância da cordialidade, da conversa, dos acordos e dos tratados por saberem do seu poder destruidor. Nem sempre foi assim, mas estamos tentando chegar no nível último de humanidade, você concorda?
 Estes documentos, no calor das batalhas serviram de bigorna aos arroubos inimigos, alguns perduraram até hoje, outros são encontrados nos anais da historicidade.
Os acordos persistem na maioria das terras, salvo naquelas em que o regime fechado e a autoridade do comandante, conferida por sua população, tornam-se sem efeito. Não que o mundo não os saibam alheios aos direitos humanitários, não que não houvesse tentativas várias de dissolvê-los das intempéries, mas porque que todos estes, tem por direito, que eles mesmos conferiram a si mesmos, o da maldade. Repelem a civilidade, por conseguinte a humanidade.
O humano é instintivo, embora queiramos ser diferentes e civilizados a tal ponto de, impreterivelmente tomarmos o chá das cinco e juntamente com ele degustarmos os alfajores ou quem sabe sairmos mundo a fora visitando as pessoas simplesmente porque as amamos, não conseguiremos praticar tais atividades por muito tempo, a nossa individualidade e sobrevivência já nos remete às práticas de conservação da espécie. Somos predadores e carnívoros, exterminamos para nos alimentarmos, mesmo não sendo a carne, matamos qualquer outra coisa afim de não morrermos de fome, este é o instinto.
Ao se deparar  com o próprio poder de destruição, o humano tomou como base sua particularidade de extermínio, é ele o animal inteligente e o que encabeça a cadeia alimentar, portanto podemos dizer que o mundo é dele, embora as outras coisas o sirvam e o são de suma importância.
As atitudes impensadas dão ao planeta argumentos para que se volte contra o soberano homem e numa linguagem quase muda vai mudando a paisagem. O que o humano não sabe é que a natureza tem seus próprios tratados.
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: Nesta página há vários filmes com a temática de direitos humanos, um bom domingo. https://filmow.com/listas/filmes-com-tematicas-em-direitos-humanos-l88761/

Sobre a Declaração dos Direitos Humanos.
Vaparaíso de Goiás – GO, 14 de julho de 2019.

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

[4ª Poética] Soneto teu - Daniel Souza

Soneto teu.

Quero ser aquele que te leva as loucuras .
Quero ser imprescindível.
Te pegar de surpresa e te amar.
Como se não tivesse o amanhã:
Fazer minha rainha .

Te levar a loucura em qualquer lugar.
Não ter hora e nem momento certo para te amar.
Fazer dos beijos, loucuras envolventes.

Te fazer sentir-se nas nuvens:
Quando pegada de surpresa:
Ver seu corpo arder ao meu amar:

Daniel Souza
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domingo, 7 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Sobre o Tempo! – Anna Costa]


Ele serve para ditar as regras!
Também para o controle!
Comanda toda a história, desde o nascimento até a morte!
Ele é o todo poderoso e nós os subservientes!
Você acha que não? Que não serve a ele? Então você não é deste mundo, está apenas de passagem, pois o tempo se espalhou em diversos aparelhos, com diferentes corpos e caras, mas continua a exercer sua função de controle da raça humana.
Estou de férias e sou livre, mas nem por isso fiquei absolvida da ditadura, ele me controla. Não o faria se fosse eu, uma hermitã, convivendo apenas ao sabor da natureza. Seria eu uma tarzã ou coisa parecida, mas mesmo neste contexto, ainda sem os marcadores aos quais nos acostumamos, ainda assim teríamos o sol e a lua a nos dizer dos hábitos, a nos comandar no acordar, no dormir, no comer enfim, é ele o tempo, o nosso deus.
Você viajaria no tempo se tivesse a oportunidade? Em que época gostaria de ficar? Você não sabe por que não viajou, ou foi e não nos contou, mas devo dizer que eu gostaria muito de nascer agora, gostaria de não ter nascido na minha época, pois agora não tem volta, os avanços tecnológicos não nos espantam mais. Eu adoro tecnologia, mas sei igualmente que junto à paixão há um tratado de mácula ao planeta, porém devemos tomar consciência de que somos pessoas amadurecidas o suficiente e igualmente, bem informadas, a fim de criarmos mecanismos de defesa e conservação. Não estamos mais nas cavernas, saímos e nos deparamos com o mundo novo, bem sabemos que o ser humano ainda requer lapidação, mas que ele não tenha conhecimento é negar a própria existência.
O tempo nos remeteu a esta Era pesada, ela é uma senhora obesa e provavelmente não haverá programa de emagrecimento. Apenas a destruição do planeta pode acabar com todas as informações, mas creio que mesmo assim na medida em que se dê ao homem ferramentas, ele logo trabalha.
Gostaria tanto de consertar tantas coisas, me causa tristeza em não poder, por ora vou me contentando com as horas no celular, no computador, nos terminais rodoviários e nos pulsos, vamos nos namorando, um dia ele vem me buscar, sei disso, não há fuga, enquanto isso me saboreio com suas brincadeiras e perseguições, mostrando a mim horas com números seguidos ou iguais invertidos.
Ainda não posso controla-lo, mas posso segui-lo.
Exerça sua implacável função em mim, daqui a pouco nos encontraremos.
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

[4ª Poética] Partida - Elísio Mattos

Partida...



Partistes
Mas que partida mais insana foi essa ???
Em mim ficou bem nítido
Teu cheiro e teu sabor
Teu cheiro me impregnou
Teu sabor me adocicou
E tudo me alimentou
Acho mesmo que somente o corpo foi
Mas a alma ficou
Está aqui comigo
Em tudo que vivo
Nas coisas que gosto
Você está e sempre estará em mim
Pois tudo que eu toco, sinto o teu toque
Como se fosse você a me tocar
Partida sem volta, vida sem vida
Pois sem você minha vida
Não posso viver
Volta logo para este seu habitat
Porque você não se foi de dentro de mim
Ainda habitas dentro deste ser
Volte com teu corpo, pois a sua alma continua comigo...
Vem, vem estarei a te esperar para todo o sempre...

Elísio Mattos
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quarta-feira, 26 de junho de 2019

[4ª Poética] Soneto de partida - Ailton Domingues

Soneto de partida 




Um dia, com certeza, eu poderei não mais pensar em ti
E nesse dia minha eterna ausência estará firmada neste plano
A não restar mais nada além de saudade e pranto
E a dor ainda viva do presente que regastes em mim

Seguirei pelo rito de passagem para algum lugar do infinito
Espero então, não morrer em minhas próprias memórias
Mas renascer sob risos e improvisos de minha história
E no alheio que fez viver meu coração em romance e delito

Mas, minha alma, onde quer que esteja, 
Levará dessa nossa história a essência 
O fruto do amor, que assim seja

E superando a adversidade que se calou
Sob sonhos e lutas de resistência
Deixo contigo a face do nosso amor que se eternizou.

AILTON DOMINGUES
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domingo, 23 de junho de 2019

[Súmula de Domingo] Passo a Passo – Anna Costa



Eu escrevo a minha história e ela não é igual a sua.
Talvez a descrição do meu creme dental Oral B com flúor 1.2.3, se assemelhe à sua, mas ele nunca terá como companhia um frasco de enxaguante bucal Listerine Cool Mint com um dedo apenas por terminar, e com certeza o seu desespero não seja o mesmo que o meu em vê–lo na penúria e eminência de morte salivar, porque é muito cedo e o comércio não abriu ainda, mesmo porque o tempo é contado e precioso, tenho menos de uma hora para me arrumar e dar ração para os cachorros, verificar se estão com água suficiente, passar o cajal nos olhos e o corretivo está na bolsa que se fixou embaixo deles, passar o rímel e ou a máscara que é como chamam agora, no meu tempo era rímel, meu batom habitual cor de vinho, eu gosto, decidir dentre os vários perfumes, uma mania que ainda não consegui conter, amo perfumes, os frascos e as fragrâncias diversas me encantam de uma forma hipnotizante, escolher a roupa que quase sempre enchem a superfície da cama, saem do guarda–roupa e se deitam na cama depois de uma incessante sessão de experimentos, juntamente com os sapatos.
Essa é a figuração matinal de uma pessoa que precisa melhorar sua aparência pois nem todas as mulheres nasceram Giseles.
Você nem mesmo terá a pia branca pequena fixada na parede sem armário embaixo dela e um pedaço de sabonete conjugado rosa com azul, numa tentativa de reutilização, geralmente dá certo, você também não verá a mim no espelho escovando os dentes e sorrindo e pensando justamente em todas essas descrições e nem como os cabelos deverão ficar a esta manhã.
Habitualmente as coisas se apresentam à minha frente como páginas de um livro, causam comichão e inquietação, então elas precisam ser lapidadas e acomodadas nestas folhas brancas, talvez alguém se interesse em ler e ou publicar n’algum jornal. A caneta? Esta deve possuir uma escrita muito fina, do contrário, ofuscará toda a inspiração e por fim toda a descritiva deverá ir para o mundo virtual do Word.
Então de posse das minhas ações corriqueiras, depois de desligar todos os aparelhos das tomadas, verificar se as janelas estão fechadas, ponho a chave na porta, dou as voltas necessárias, faço o mesmo no portão, olho para os dois lados da rua e vou a pé, mochila nas costas, arrumada o suficiente para um dia inteiro de trabalho, dinheiro da passagem na mão, facilitando a entrada no ônibus, óculos escuros e olhar no céu que é azul, poderia ser amarelo, vermelho, preto ou branco, mas é azul.
Este pensamento da cor do céu me ocorreu ontem quando o olhei e ele se apresentou sorrindo a mim, se insinuando como uma joia gratuita a qual todo o ser vivente tem direito, sem pagar imposto algum e hoje por conta dele é que estou aqui descrevendo o meu dia calmo e suave, por causa dele. E por causa dele e todas as nuances naturais deste planeta que me pertence, que me contém é que escrevo e dou o passo a passo.
Toda esta crônica foi escrita em 2017 para um jornal, ele está fora do ar, achei interessante compartilhar aqui no espaço do Blog, desejando que você procure pelo seu céu azul e sinta na mesma proporção emoções de libertação da alma. Viva, apenas viva.
Tenham todos vocês um início de semana memorável!
Imagem extraída do Pixabay                                                                                      
Indicação de filme: O Mistério do Relógio na Parede
Por: Anna Costa.


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sexta-feira, 21 de junho de 2019

[Entre nó(s)] Ninguém é melhor e nem pior do que você - Davyd Vinicius



Nos últimos dias eu tenho estado muito atento aos atos e palavras das pessoas, e também, tenho ficado muito triste com algumas delas.
As vezes as pessoas dizem ou fazem coisas sem querer (As vezes) e quando é sem querer, a gente até releva. Mas há certas coisas que machucam, há coisas que para quem diz/faz não tem peso nenhum, mas para quem "recebe" o peso torna-se algo quase insuportável.
Não subestime NINGUÉM pela sua condição, seja ela qual for e principalmente, atente-se a suas palavras! Uma palavra possui um peso muito grande e que você não sabe se quem irá recebê-la poderá aguentar ou como à irá carregar.
Preste atenção! Ninguém é melhor e nem pior que você!


Entre nó(s), para desatarmos as angústias dos nossos corações, revelarmos o mais intimo de nossos seres. Aprendermos a fazer morada em nossos corpos e lidarmos com aquilo que chamamos de sentimento, acessarmos o canto mais profundo e escuro de nossos nó(s).
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quarta-feira, 19 de junho de 2019

[4ª Poética] Fogo passado - Eliézer Viajante do Tempo

Fogo passado
Queria que fosse eu
A fazer tudo por ti
Fiz demais
Não notou
Fui ficando para trás

E observar de longe
Suas alegrias
Tristezas
Ter algum momento
Em que eu consiga um sorriso

Ou você fazer isso por mim
De tantas poesias
Virei isso
E por mais
Que eu ame poesia

Não sou só alguns versos
A você ler
E infelizmente
Não reconhece o seu valor
Muito menos o meu

Não sei como é ter sua atenção
Nem como seu tempo é administrado
Se eu pudesse
Iria a frente
Para impedir
Qualquer dor

Se eu fizesse algo diferente
Se fosse mais ousado
E tentasse algo

Deixaria de ser eu
Eu cansei de tudo
Só não de te impedir de chorar
Mas quem diria que quando fiz isso
Você voltaria para os braços dele


Eu sempre fiz isso
E quem fez por mim?
Odeio reviver
Viver é um perigo
Faz mal a meu coração

Nem finjo que nada aconteceu
Eu só não toco no assunto
Fogo dado por mim
Para ninguém se apagar

E quem devolve?
Amor
Palavra conhecida
Palavra tão inusitada
E não usada em minha vida
Pelos outros

Queria eu ter vivido
Em outras épocas
Para quem sabe
Realmente viver
Esse amor que tenho

Nada faz apagar
Nada me faz desistir
As lágrimas não apagaram
O vento não o fez
E sobrevive ao inverno

E já ficou tão quente
Quanto o inferno
A me queimar por dentro
E a colocar ataduras
Por amar demais

Sempre tem um motivo
Que não me satisfaz
E rouba a paz
Rosas entregadas

Ninguém chorou
Quando fui embora
E faz-se dois dias
Que fui embora
E ela não disse nada

A sina de um viajante do tempo
Tenho vocabulário e ações
Mas ninguém a direcionar
E esperar por alguém
É pedir decepção

Melhor seguir em frente
Esses tempos
Não fazem jus
Ao que sinto

Minha boca
Que não conheceu
Nenhuma boca apaixonada por mim
Minha língua pronta
E cheia das palavras mais lindas

A quem devo direcionar
O papel acaba sendo o alvo
Palavras doces
Trocadas por sorrisos
E ações frias
Palavras afiadas

Em quantos já me fiz
Para aguentar?
E onde você está?
Em braços de outro
Não sabe que existo?
Me ignora?

Ou não sou conveniente
A última que amei
Me amou...
Mas uma parcela
De quem sou
E ao tentar ser inteiro
Ela foi embora

E já vi um país das maravilhas
Mas ao salvá-lo
Foi para longe de mim

Eliézer Viajante do Tempo
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

[Especial Faroeste] Dia dos namorados



As pessoas amam bem mais a expectativa do amor possível, que o amor propriamente dito. Daí a intensidade dos impulsos bloqueados, os que estão impedidos de expansão e movimento na direção do objeto amado. Os "grandes amores" da literatura são grandes, não por serem amores, mas por serem impossíveis. 
Já os grandes amores da vida real só quem sente é que sabe. A impossibilidade de dimensionar um impulso afetivo carrega de energia a fantasia. E esta se encarrega de dar dimensão ao que o exercício da relação, talvez, tirasse. Na paixão impossível só estão as projeções do que idealizamos, pretendemos ou não conseguimos viver em nosso cotidiano. Daí ser fácil entender sua força, sua obsessiva presença na cabeça dos enamorados. 
É por isso, aliás, que só é musa quem é inatingível. Case-se com a sua musa e acordará com uma jararaca... Case-se com quem ama e será feliz. Quer se ver livre de uma paixão colossal? Vá viver com a pessoa objeto da paixão (observem, por favor, que não estou usando a palavra amor). Aliás, já está nos clássicos e, mesmo, antes destes, nos antigos: "A conquista enobrece e a posse avilta". Ou, como dizia Goethe: "Nas batalhas da paixão, ganha aquele que foge". 
Quantas vezes as relações humanas terminam ou se interrompem sem terem esgotado o potencial de possibilidades adivinhadas, intuídas, sentidas. Aí, o que não se esgotou clama por vir à tona e, muitas vezes, ameaça ocupar (e às vezes ocupa, efetivamente) todo o "ego". 
Não é por outra razão que o apaixonado é o maior dos egoístas. Ao dedicar tudo ao objeto da paixão, está é alimentando a própria necessidade, seja de sofrimento, de idealização, de felicidade ou fantasia. Entupido de impossibilidades, ele clama. E a isso muitos chamam amor. Mas amor é coisa muito diversa... Amor não clama nem reclama: amor dá.
Artur da Távola
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[4ª Poética] Flor Africana - Mariane Helena

FLOR AFRICANA

Filha de nobres guerreiros;
 Como brilho do rubi,
És!
Uma linda dama negra.
Fiel representante da mãe África;
Foi escondida nas margens;
Perdida por entre
Os escombros da sociedade cega.
Ainda assim:
Demonstra seu valor e sua cor, sendo
Pai
Mãe 
Empregada
Senhora...
Sendo Flor
Raiz amor
Luz da aurora!
Guerreira 
Brasileira
Por muitos despetaladas 
Mas ainda és rara
Semente de Dandara 
Elixir de amor.
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domingo, 9 de junho de 2019

[Súmula de Domingo] A Que Horas? – Anna Costa.


Eu ando de cá pra lá, num ritmo frenético. Ando mais rápido que o ponteiro marcando os segundo no relógio. Ando de um lugar a outro, numa desproporção sem fim. Faço coisas mil sem a terminação. Coleciono amigos e atividades, discorro no meu tempo, sem tempo algum.
Minhas células aceleram sua partida, a carne desfalece no amolecimento da idade, a visão sobre as coisas nos dão o freio que precisamos, assim desaceleramos mediante a imparcialidade, a mente é vivaz, o corpo incapaz e a vida implacavelmente escolhe os permanentes.
A conversa não é depressiva, nem tampouco mórbida, é uma prosa de alerta sobre o que fazer com as suas horas?
Existem diversos mecanismos de organização das atividades diárias, recentemente soube de um quadro onde você organiza diariamente suas metas, sem procrastinar, sem omitir as informações corretamente, ele se chama rastreador de hábitos (Planner), este pode ser sim uma ferramenta que te trará disciplina sobre a vida louca a qual levamos. Há também os aplicativos que você pode baixar no celular, assim terá os lembretes onde estiver. https://aceleracaodigital.com/ferramentas-para-organizar-tudo/
Este link aquí está prontinho para baixar o Planner e começar uma nova vida, boa sorte! https://drive.google.com/file/d/1BLtsgIDk_ydGchB-9-rLoApH-lUD9owk/view
Toda forma de organização é válida e hoje precisamos muito mais de mato do que de teclas, então não perca tem em organizar o seu. https://pt.wikihow.com/Organizar-o-seu-Tempo-de-Maneira-S%C3%A1bia
Não enlouqueça, comece hoje mesmo a colocar as coisas no lugar, pois os minutos são ouro no seu báu de vida!
Desejo que hoje seja um dia de reflexão, pense, A que horas começará a ganhar tempo? Um beijão a você!
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay

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