domingo, 1 de março de 2015

Entrevista exclusiva com o autor Luis Maldonalle

Olá a todos(as), para comemorar a inauguração do nosso blog, trazemos hoje uma super entrevista com o escritor Luis Maldonalle.


Confira:
Como foi escrever o livro "Sete noites em claro"?
 R: Foi verdadeiramente uma grande aventura. Era o primeiro trabalho e eu tinha apenas parte do que considerava essencial para boa parte das histórias na cabeça, além de muita disposição e dúvidas. Aos poucos, aquilo ganhou forma no papel e eu me senti cada vez mais envolvido, assim como confiante. Começar era sempre menos problemático do que o maldito ponto final ao fim de tudo aquilo.

O que te inspirou escrever este livro? 
R:As histórias surgiram como pequenos fragmentos de sonhos, pensamentos e possibilidades. O elemento fantástico é uma constante durante praticamente todo o livro. Como um fã incorrigível  de Stephen King eu tenho a queda por personagens verossímeis e dados a falhas. Tentei focar nesse tipo de perfil. A meu ver o sangue é opcional, mas conflitos e a ação, o gatilho através da trama, eu acho ser indispensável. Mostrar ou não o que tem atrás da porta, cabe a você. É claro que soa diferente pra cada um. Não existe fórmula. Praticamente tudo se resume em tentar contar uma história da melhor forma possível.

Você já viu algo sobrenatural? 
R: Não. Eu até adoraria dizer que após um contato com um plasma etéreo materializado à minha frente eu resolvi seguir este caminho, rs. Mas a verdade é que sou tão normal quanto qualquer um, apenas o desejo de passar ao papel, as tantas situações que não param de espocar em minha mente, podem me colocar em algum outro plano ou ponto diferente.

Este é o seu primeiro livro e basta uma rápida pesquisa no google para vermos que ele está fazendo o maior sucesso, você esperava tudo isso? 
R: Não, na verdade não. De fato ainda não o considero um sucesso. Mas o fato da transição entre guitarrista e escritor ter sido aceita já é um  grande bônus. As resenhas positivas, especialmente por se tratar de um gênero quase marginalizado, sobretudo na literatura nacional, também foram e muito, responsáveis por isso. Na verdade eu acho que entrei com o pé direito. Ainda acho que está longe do livro ter a sua história ou caminhar sozinho. Mas como autor e contador de histórias, resta apenas seguir em frente. Acreditando em cada linha e parágrafo genuinamente escritos aquém de modismos e tendências.

Seu livro é considerado como um "Terror psicológico" o qual mexe com a mente do leitor. Você tem algum conhecimento na área da psicologia ou algo do tipo? 
R: Eu sou um curioso profissional.Acabo vendo de tudo um pouco.Literatura, música, quadrinhos, filmes e cultura pop em geral. Com Psicologia não é diferente, mesmo que de forma rasa. Em 2006 eu lancei um cd intitulado Manicomial. Um cd instrumental sobre transtornos psicossomáticos e doenças mentais. Mas o perfil psicológico que por vezes me leva a dar vida a uma personagem ou situação, é mais no que diz respeito ao comportamental. Escolhas e o preço que se paga por elas. Acho que esse tipo de coisa sim, pode cair muito bem para a profundidade e o caráter de um vilão ou aquele cara que fortalece uma subtrama; assim como o herói em questão.

Quais são os seus livros favoritos? 
R: Bom, eu vou ficar com Cemitério Maldito, Christine, Iluminado, Drácula, Eu sou a Lenda,O Senhor das Moscas, O Grande Gatsby, O Médico e o Monstro, e o Bebê de Rosemary.

Quais são os seus planos para 2015? 
R: Eu continuo o trabalho de divulgação do Sete Noites em Claro. O processo foi tão desgastante e burocrático, que eu tenho mais quatro livros prontos. O primeiro deles, deve ser lançado ainda nesse trimestre através da editora Autografia. Estamos finalizando todo o processo e em breve terei mais novidades. É um livro interessante baseado em tragédia, conflitos e violência. Desta vez, diferentemente do Sete Noites em Claro, eu resolvi apostar no próprio homem e o seu chacal do que a coisa do sobrenatural. Mas é tão sombrio ou mais do que o primeiro.

Você é guitarrista há muitos anos, qual é a influência que você acha que a música tem sobre a literatura? 
R: Eu sempre pensei em música e literatura como ramificações artísticas. Braços de um mesmo pensamento. Obviamente, diferenciados na forma de se expressar.Acho que a música é (quando bem usada) um catalisador de emoções, uma caixa mágica que qualquer autor gostaria de ter ao seu lado. A meu ver, fica mais fácil determinar o espaço tempo de uma narrativa, além do vínculo com cultura pop através de grandes clássicos, sejam eles rock, blues, jazz, pop ou metal. Penso eu que cada história carece desse tipo único de visão, que só o seu responsável pode entender onde e como tirar o melhor proveito disso. E nada melhor do que uma grande referência na música para tal. No meu caso, isso foi muito natural.E não tenho dúvida de que a guitarra, através da música foi o catalisador e responsável por isso.

Qual é a dica que você dá aqueles escritores que estão iniciando agora no mundo da literatura? 
R:Ler, escrever, ler, escrever e ler mais um pouco. Ler de tudo, de bula de remédio a placas de sinalizações.Ler apenas o que você gostaria de escrever, seria muito fácil. E quanto mais esse leque, o seu parâmetro se abrir, penso que melhor será. E isso, pode sim, refletir em sua escrita, ou o caminho que você escolher como autor.  Ah, você também pode assim como em ‘’MISERY’’, seqüestrar o seu autor favorito. Mas eu não aconselho.

Há algo que você queira dizer ou acrescentar nesta entrevista? 
R: Em primeiro lugar, eu gostaria de ressaltar que vivemos o melhor período da literatura fantástica no Brasil, na minha opinião. A autogestão para o escritor que quer ser dono de suas palavras, linhas e parágrafos sem se submeter a tendências ou que quer que seja, tem se tornado cada vez maior, e isso, me parece só o começo. Acreditar é preciso. Segundo, que enquanto houver pessoas e blogs como o Faroeste literário, novo nomes e iniciantes como eu, podem ter voz ou quem sabe ter a chance de serem lidos. O autor de verdade precisa escrever, antes mesmo de pensar em ser publicado. Escreve-se pela necessidade, não a oportunidade. Acho que o horror, terror, suspense e ficção, merecem ser resgatados. E esse, me parece ser um excelente momento.
No mais, fica o meu profundo agradecimento pela oportunidade e o espaço. Um abraço e visitem a página se possível.
Facebook.com/luismaldonalleescritor
Luis muitíssimo obrigado pela sua atenção, lhe desejamos todo o sucesso do mundo e que esse seja apenas o início de uma grande carreira! 
Eu que agradeço, sinceramente.

 Gostou dessa entrevista? Então fiquem ligados aqui no blog que logo terá muito mais!
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