quinta-feira, 23 de julho de 2015

Enflorar Literário - A pura língua!

Sempre adorei ler! Sempre, fui apaixonada pelos clássicos dos grandes autores, como Machado de Assis, Mario de Andrade, Manoel Bandeira, Castro Alves... Achava mágico descobrir palavras novas, achava tão elegante a escrita garbosa... Mas quando comecei a escrever eu passei a me preocupar em ser clara! Fazer um texto que qualquer pessoa estivesse condições de interpretar. Quer seja leigo, ou culto, criança, ou adulto. Faço questão disso! Como poeta sofro até um certo "bulling" por não poetar como tantos que buscam o preciosismo, fazendo-nos retroceder lá na época de Lima Barreto.
Você sabe quem foi? Lima Barreto foi um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Filho de escrava, foi jornalista, contista, cronista, romancista, anarquista e antipurista. Antipurista? Sim! Ele foi o maior nome desse movimento do século XX denominado: Antipurismo. Sua luta era contra o excesso de pureza da língua que era muito forte no Brasil.
Segundo o dicionário purismo, protecionismo, preciosismo é: Preocupação exagerada com a pureza da linguagem, caracterizada pelo propósito de fixar arbitrariamente a língua em determinado estádio de sua evolução, sem ter em conta os fundamentos da linguística." Será que não estamos sofrendo novamente desse mal?
O fato é que a era digital, as redes sociais e os dialetos utilizados para comunicação do nosso século, conjuntamente com as facilidades (como corretor ortográfico) fez a qualidade da escrita do brasileiro despencar! E não tenho dúvida que é nossa obrigação zelar pela nossa língua, nossa literatura, repassar para as novas gerações o amor pela língua, mas é certo de que os tempos mudaram e quem faz a língua somos nós.
O que quero dizer, é que precisamos nos desprender de certos paradigmas. Pensar em tornar a nossa literatura acessível a todos, prazerosa, e comum. Quem nunca disse alguma frase parecida com essa: "Brasileiro não sabe português!" ou "Português é muito difícil!" ? Estes são alguns mitos que compõem nosso preconceito linguístico. Que nada mais é que uma confusão entre língua e gramática.Vamos facilitar?


Mariane Helena.

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