quarta-feira, 19 de agosto de 2015

[4ª Poética] Autor Ronaldo Henrique Barbosa Junior

Jeca Poeta
Um homem parado na calçadaHavia perto daquela fachada.Era difícil de ser confundido,Pois dia a dia ali estava aderido. Mantinha seu olhar reflexivoDe homem decididoQue muito já havia vividoE à vida devia ser agradecido. Ele muito tinha a contarDe tanto em sua vida caminhar.Bastava um breve lembrar,Para de nostalgia se fartar. Parecia inebriado,Talvez absorto em reflexões,Cheio de vida, mas taciturno,Estava ali, mirando o gado, calado. Não tinha esposa,Mas tinha filhosQue há muito não o viamE nem mesmo falta dele sentiam. Ele era o típico poeta.Mas tristeza quase nunca sentia,Pois a solidão ele havia escolhidoPara ser acompanhado pela poesia. Em seus pensamentos, versejava e rimavaCom a sapiência que o tempo lhe deraA qual em nenhuma ciência encontravaE em sua solitude guardava. Assim, ele usava a tristeza que sentiraPara poetizar sem papel, em sua mente,E mostrava que a tristeza era simplesmenteRenascimento daquele que amor à vida sente. Um homem parado na calçadaHavia perto daquela fachada.Ele da vida tudo esperava,Pois a poesia ele namorava. Sua rotina era julgada sofridaPor ser sem luxo e incompreendida,Mas ninguém sabia que sua rotina em nada era sofrida:Resumia-se em apreciar a beleza desmedida Encontrada nas mínimas coisas que o rodeavamE até na felicidade de gente desconhecida,Pois só assim sua vida era colorida:Observando a beleza que vem da natureza. Só o julgavam taciturnoAqueles que não entendiamA filosofia por ele criadaCom a passagem de cada dia: A natureza era a poesia,Seu tempo era a reflexão,A fachada era a nostalgiaE a mente era toda paixão.


Poema vencedor do II Festival de Poesia do Campus Guarus - de Campos dos Goytacazes, RJ -, realizado no Instituto Federal Fluminense Campus Campos-Guarus, no dia 14/03/2013. Foi tido como o melhor texto do Campus Campos-Centro e o melhor da categoria intercampus, na disputa com outros campus do Instituto Federal Fluminense; e publicado na 69ª antologia da Editora Palavra é Arte.




Acabou o café         As migalhas  farináceas  de  pão com rastros         de manteiga são  pedaços de mim pela        toa-         lha  surrada  que   cobre  a  mesa  de              ma-          deira   carcomida   pelos   cupins  do         tem-            po,  mas  com a robustez  de  quando  um             antepassado a fez. O bule ainda                quente   andava   nos  olha-      res que acompanhavam o tempo passar nas xícaras       vazias com o fundo negro. Restou apenas o gosti-             nho da poesia a criar vida no céu da boca
 

 Selecionado para integrar a I Coletânea Viagem pela Escrita 2015, por meio do I Concurso Nacional Viagem pela Escrita – 2014, promovido pela PoeArt Editora de Volta Redonda - RJ; selecionado para integrar a antologia do XII Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, com apoio da União Baiana de Escritores (UBE); e integrante da 69ª edição da Antologia Poética da Editora Palavra é Arte.
Ronaldo Henrique Barbosa Junior
RHBJ10.wix.com/RHBJ 
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