quarta-feira, 25 de novembro de 2015

[4ª Poética] O dia, afinal - Ana Cristina


O dia, afinal

Quando chegar o dia do encontro marcado, 
sentirás que nada em mim mudou 
a não ser a casca aparentando alguns veios e puídos.
Verás que os meus cabelos brancos 
combinam com a folha branca de papel 
apresentada a mim 
esperando traços finos, e muitas alegrias.
Verás que minhas palavras não terão mais tanto nexo,
 pois os seus olhos estarão postos em mim.
Minhas mãos já sem firmeza
 buscarão às suas, num gesto de ternura.
Verás que no fundo dos meus olhos,
 o filme estará rodando, 
repassando o nosso amor.
De leve,
sentirei que uma cena escapou
 a verterei em lágrimas, 
indícios de que o sonho ainda é vivo.
E verei em cada gesto seu neste dia
 que o menino que foi voltou.
Então de posse um do outro,
 atraídos pela vontade contida, 
nos levantaremos de nossas cadeiras.
 O garçom fará menção, 
à volta só veremos sorriso, 
o espelho já não importará, 
a carruagem de ferro nos conduzirá, 
ao castelo.
Então, tão assim, agraciados um do outro, 
o dia poderá ser, aquele dia, 
o dia do encontro marcado,
 o último dos nossos dias,
que nada mais importará.
 Haverá uma festa no céu 
e lá saberão que os amantes 
há muito distantes 
a partir  deste  dia, 
o dia marcado, 
nunca mais se separarão.

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