domingo, 20 de dezembro de 2015

[Súmula de Domingo] Educação, reforma já - Ana Cristina


Bom dia a todos, estamos às portas do Natal onde milhões de crianças estão neste exato momento fora da escola ou até mesmo fora de casa. Milhões de crianças estão nascendo neste exato momento, precisamos preparar o mundo para que elas se sintam seguras, precisamos deixar um mundo confortável e o mundo se encherá de ações,boas ações.

EDUCAÇÃO, REFORMA JÁ.

Um aluno mata outro dentro da escola a golpes de canivetes.
Motivo – guerra de bolinhas de papel.
Se começarmos a listar as tantas mortes e os motivos pelos quais todas elas aconteceram, não haveria espaço para descrevê-los e me faltariam palavras.
O Governo Federal gasta quanto para propagandear os tais índices do IDEB – Índice de Desenvolvimento da EDUCAÇÃO BÁSICA.  
Aplausos, eu teço aplausos para esta teoria, tenho dito nos últimos dias a algumas pessoas que se revoltam, principalmente quando o assunto é político, “todas as teorias são lindas, todas”, mas quando elas pulam das palavras para as ações se deparam com o cotidiano, envolvido, entorpecido pela informação instantânea, um mundo nunca antes imaginado, onde os jornais, telejornais, revistas e outras fontes de informações, lutam para se manterem em pé mediante a velocidade e acesso fácil a todas elas sem que se precise recorrer ao convencional (antigo).
A educação, que tem sua teoria enfeitada, bate à porta de algumas escolas trazendo na bagagem o tradicional. O uso da roda de leitura e outras atividades consideradas antiquadas, reclamam seu lugar de fato nas escolas.
Estamos retrocedendo?
Não, apenas retirando da bagagem ferramentas que deram certo antes dessa geração Alpha, e usando-as em seres ainda não adaptados com a convivência coletiva. Claro que o compartilhamento de informações instantâneas o aumento absurdo e considerável do seu ciclo de amizades virtualmente é feito constantemente, mas funcionam como a beleza das teorias, pois na prática este aluno deixa de interagir com o físico, ignorando-o muitas vezes e passa a dar vazão aos discursos inflamados de uns poucos adoradores do malfeito.
Não devemos cobrar apenas do segmento escola o interesse em consertar as coisas, os pais (os responsáveis) têm uma parcela muito grande de responsabilidade na transformação deste ser adolescente, o que eles assistem nas telas também, aí entram os governos. Vou usar uma frase bem clichê, no meu tempo, as guerras de bolinhas de papel, não passavam de guerra de bolinhas de papel, porque depois da aula tínhamos outras coisas a fazer. Transgredir? Sim éramos transgressores assim como o são toda e qualquer geração de adolescentes e em qualquer lugar do mundo que tem na veia adrenalina e na cabeça a (teoria) bem montada e linda.
Essas crianças vão para a escola e devem sair com informações corretas, mas infelizmente para nós que fomos inseridos neste universo e que recebemos a educação não tecnológica, que recebíamos de presente no Natal ao invés de um Tablet, uma tabuada e ou dezenas de jogos educativos, para nós também é de difícil compreensão este boom de informações. Nos é difícil a compreensão da violência exacerbada advindas de jogos virtuais, seriados e desenhos animados.
Quais as principais caraterísticas das crianças nascidas depois de 2010, a chamada geração Alpha?
São crianças muito mais atentas e observadoras. Aparentam ser mais inteligentes, mas esta percepção se deve por estarem inseridas em um ambiente com muito mais estímulos sensoriais, com brinquedos criados cuidadosamente para desenvolver sua audição, tato e visão.
A mobilidade da tecnologia atual também auxilia bombardearmos esta geração com cores e formas de educação em todos os lugares e momentos, gerando uma aceleração ainda maior no processo de desenvolvimento.
http://www.marisapsicologa.com.br/geracao-alpha.html
Podemos fazer algo quanto a isso? Podemos ao menos tentar melhorar? Que tipo de ser adulto teremos em alguns anos? Será que a escola morrerá?
É inadmissível pensar que alunos ao invés de absorverem conteúdo programático dentro de sala de aula tenham como exemplo e tenham presenciado assassinatos. Que lembrança terão no futuro sobre o lugar de cadeiras, carteiras, livros, colegas, brincadeiras, esportes, gincanas, desafios e saber.
A problemática é muito mais abrangente, necessário se faz uma gigantesca reforma, mesmo que sejamos flechados por lixo cultural, temos o dever de usar filtros, mesmo assim não há como retroceder, as escolas terão que adaptar-se para receber esses milhões de cérebros Alpha.
O pernicioso sempre existiu e existe, mas devemos escolher o caminho certo. Devemos por nas mãos dos alunos caneta e papel que é a arma mais potente ou para os Alpha, tabletes, celulares e..........
A escola precisa mudar.
Ana Cristina.





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