quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

[Retrospectiva 2015] Entrevista com Nina Reis

Essa entrevista foi publicada no dia 22/04/2015.



Confira:

Primeiramente quero agradecer a Nina pela entrevista e já perguntar, da onde surgiu as ideias para escrever a série Santuário?
R: Parafraseando você, primeiramente gostaria de agradecer ao convite, sinto-me honrada em participar do Faroeste Literário.
Sobre as ideias para a série Santuário, a primeira coisa que devo revelar é que ela não nasceu como uma série. O conto A História de Nós Dois foi escrito para um concurso de contos promovido por um blog literário que tenho a honra de seguir até hoje.
A ideia de que o personagem masculino principal fosse um mercenário, surgiu porque estava lendo, na época, livros sobre Seals e ex-soldados. Então pensei, porque não?
Sobre a mocinha, eu já tinha pensado em escrever um romance em que a mocinha já iniciaria a história como uma ex-freira, mas o projeto não foi adiante.  Comecei a escrever a história, depois do carnaval, próximo ao aniversário de morte da missionária Dorothy Stang e, de maneira singela, desejei fazer uma homenagem e criei uma freira missionária que dedicava a vida a defender os mais fracos e marginalizados.
Como meu mocinho precisava de uma equipe, pensei em homens com nacionalidades diferentes. Quando minhas amigas insanas Tuka Vilhena e Sandra Evaristo, leram o conto, decretaram que eu deveria escrever a história de cada um dos homens da equipe 1 e assim nasceu a série Santuário.
As ideias nascem de conversas insanas entre eu e minhas amigas Sandra, Rafaela e Tuka Vilhena. Um dia a gente deveria gravar o bate-papo, porque a tempestade de ideias é genial nessas conversas.


Em "A História de Nós Dois", como você mesma disse, tem a freira missionária Maria, que acaba sendo condenada e expulsa de suas funções como freira, como você consegue descrever tão bem os sentimentos de uma freira diante de toda essa situação?
R: UAU! Amei essa pergunta! Mesmo não sabendo direito como responder (risos).
A relação do escritor, da escritora, com as emoções dos personagens é algo que às vezes transcende a nossa própria compreensão. E experimentar essa gama de emoções (sim, a gente sente a emoção dos personagens), muitas vezes é exaustivo.
A cena da expulsão e todo o desdobramento que vem a seguir foi uma dessas cenas em que a gente se sente exaurida, sugado pelos sentimentos e dores que a Maria da Anunciação experimentou.
Naquele momento, roubaram dela toda a referência de mundo, família e vocação que ela possuía. Em um momento ela tinha uma instituição que a resguardava, no segundo seguinte, descobriu-se sem casa, amigos, família e trabalho. E tudo isso por uma decisão injusta, em uma cruel inversão de papéis entre vítima e vilão.
Freira, ou não, era um momento de dor e solidão sem iguais e foi isso que tentei passar. A dor e a solidão de uma mulher que acabara de ser traída e ferida pelas pessoas nas quais ela mais confiava no mundo.
Não sei se consegui responder (risos), mas tentei!


Quando você notou que tinha talento para escrever?
R: Comecei a escrever no início da adolescência. Mas, não escrevia livros. Minha irmã, duas primas (também irmãs) e eu, estávamos em férias escolares e decidimos brincar de escrever novelas. (risos e nostalgia).  (diz que o “eu” sempre vem por último!)
Aos poucos, as meninas desistiram da história, mas eu continuei, porque escrever me dava prazer. Ao começar a trabalhar, também parei de escrever, mas, anos mais tarde, quando engravidei, resolvi retomar a escrita como hobby.
Comecei a escrever uma história chamada Uma Segunda Chance, até hoje sem finalização (um dia eu termino esse livro).
Mas foi ao escrever essa história, que conta com três núcleos de personagens, que senti que eu poderia construir algo interessante, porém, senti (de verdade) que tinha talento para escrever ao passar para a tela do computador A História de Nós Dois, o conto que deu origem a série Santuário.
Entretanto, eu me senti de fato escritora, ao terminar o livro três da série, que se chama Em Teus Braços. Foi um desafio escrevê-lo e, ao final... (respiro fundo), a sensação de ler a palavra FIM, foi indescritível.
É uma emoção que a gente não consegue colocar em palavras... (estou com lágrimas nos olhos ao escrever essa resposta).


Você costuma se inspirar em algum autor para criar seu próprio estilo de escrita?
R: Não... Para inspirar meu estilo não. Tenho autores que admiro e respeito, mas uma coisa que tento evitar é que essa admiração influencie minha escrita. Tanto que quando estou envolvida com a construção de uma história, raramente leio.


Se você pudesse viver por um dia a vida de um de seus personagens, qual você escolheria e porque?
R: Que pergunta difícil! (risos)
Mas se eu pudesse escolher apenas um, escolheria Eva Martins, a violoncelista de Meu Destino é Você, livro que não faz parte da série Santuário.
Ela possui uma sensibilidade e uma beleza de alma e coração, que me encantam.


Se você tivesse a opção de voltar no tempo e não ler algum livro que já leu, qual seria?
R: (Gargalhei!!!)
Nossa! Todo(a) leitor(a) tem aquele momento de arrependimento literário, no qual a gente se pergunta porque começou a ler essa ou aquela obra.
Mas tem um livro que eu não esqueço. Eu era muito novinha e acredito que não estava preparada para a intensidade e complexidade da história, então detestei.
Hoje, acredito que minha opinião seria outra.
Estou falando de As Horas Nuas, de Lygia Fagundes Teles.


Quais são seus autores favoritos?
R: Zélia Gattai, Nora Roberts, Sandra Brown, Linda Howard, Sherrilyn Kenyon, Sophie Kinsela, entre outros. Da nova safra de autores nacionais sou fã da Shirlei Ramos, Sue Hecker com o seu polêmico O Lado Bom de Ser Traída, Patrícia Rossi, Nana Pauvolih,  Matheus Frizon (amei o livro dele), entre outros que me fugiram nesse momento. (Desculpem).


Geralmente os autores costumam ter algum tipo de "ritual" para escrever, alguns só escrevem ouvindo músicas, bebendo chá, outros só escrevem de madrugada e etc. Você tem algum?
R: Preciso de música e um lugar silencioso.  Releio várias vezes o que já escrevi, para somente depois, começar a escrever novos capítulos.


Muitas pessoas querem começar a escrever, mas tem medo ou não sabem por onde começar, que dica você daria á essas pessoas?
R: Escreva com paixão. Se não sentir tesão pela escrita, esse relacionamento não acontece. Essa é minha dica número um.
Escreva o livro que gostaria de ler! Se você gostar dos seus personagens e do rumo da sua história, outros também gostarão.
Pesquise sempre. Às vezes, fico horas pesquisando algo que será citado em apenas duas linhas da história.


Se você pudesse fazer uma pergunta a algum autor brasileiro, para quem e o que você perguntaria?
R: UAU! Que difícil! Socorro!
Acho que se a pergunta me permitir voltar no tempo, gostaria de conversar longamente com Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, autora de Um Chapéu para a Viagem, Anarquistas Graças a Deus, Jardim de Inverno, entre outros. Não faria uma pergunta não, faria várias, muitas (risos).


Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Gostaria de agradecer, mais uma vez, a oportunidade de estar aqui e falar (escrever), um pouco sobre mim, meus sonhos e meus livros.
ADOREI a entrevista. Perguntas interessantes e inteligentes, vocês do Faroeste Literário estão de parabéns.
Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre mim e minhas obras, convido-os (as), a conhecer o site Autora Nina Reis: http://autoraninareis.wix.com/ninareis
Ou o grupo do Facebook: https://www.facebook.com/groups/268007660033493/
No Wattpad: http://www.wattpad.com/user/NinaReis e no Widbook:  https://www.widbook.com/profile/nina-reis, vocês podem ler os primeiros capítulos das minhas histórias.
Além da Série Santuário e Meu Destino é Você, tenho outros contos menores publicados na íntegra em ambas as plataformas.

Para adquirir os livros da série Santuário, é só ir no site do Amazon: www.amazon.com.br e digitar Nina Reis.

Em breve também estará no Amazon o livro Meu Destino é Você, que não faz parte da série, mas também conta uma linda e cativante história de amor.
Um beijo no coração de cada um, cada uma, foi um honra estar com vocês.

 Nina, muitíssimo obrigado pela atenção, lhe desejamos todo sucesso e que esse seja apenas o início de uma linda e grande carreira!

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