domingo, 7 de fevereiro de 2016

(Súmula de Domingo) O Nosso Carnaval - Ana Cristina.





Hoje, no meu regresso das férias do Blog, em pleno domingo de carnaval, nada mais plausível que falar sobre essa festa, intitulada “o maior espetáculo à céu aberto da terra”, a festa do Carnaval.
Há um número considerável de foliões concentrados em um só espaço físico fazendo jus à folia, pulando e gesticulando, fantasiados ou não, o grupo se despe de suas carcaças tão carregadas de desânimo e desalento acumulados durante o ano todo, que rezam para que o momento não termine jamais. Na festa, o folião deposita esperanças e espera ser feliz, custe o que custar.
Para os apaixonados, esses dias são os de maior valor na escala da diversão, considerando que, em alguns casos, se faz necessário uma mentira, driblando namorada, esposa, marido, o par, essa será o ingresso que o levará até a folia livre, leve e solto.
Sou mulher e casada, mas sei o quão difícil deva ser para o homem conter-se mediante tanta fartura e promiscuidade. Para você mulher, deva ser igualmente difícil, se ambos estiverem solteiros. Não alegando que a festa tem este sinônimo, mas referindo-me às máscaras que caem, ridicularizando a face de quem a usa.
Mas não fiquemos tristes, há lugares onde o carnaval tem o sinônimo de marketing, principalmente no Brasil com seus produtos para Inglês ver.  
Agora falemos do lado oposto da festa, falemos dos refugiados, dos que odeiam até o nome, esses munidos de “graças a Deus”, aportam-se em algum lugar da terra onde não haja sequer o barulho do pandeiro, onde a água é a única Porta-bandeira a desfilar por entre as pedras, onde o que se “abre” são as garrafas de refrigerante, bolsas e mochilas recheadas de apetrechos de fuga.
E por final, falemos em quantias, numerários, quanto será que cada escola de samba e ou trio elétrico e outros tantos segmentos, gastaram para promover as festas, folias e bailes de fantasias, enquanto nos hospitais públicos, pasmem, hoje não há mais diferenciação entre um e outro. No público, em plena capital federal, falta um ínfimo medicamento no valor de R$30,00 (trinta reais), medicamento este usado nos atendimentos de emergência em vítimas coronárias.  Nos conveniados, eu posso dizer, as emergências não diferem da do público, um médico atende por volta de 20 a 30 pacientes por noite, sem exageros, a espera é longa. Sem contar a falta de muitas coisas, que dariam conforto ao paciente e alívio por pensar que está “pagando” seria ele melhor acolhido. Hospitais doentes, em algum momento da sua vida você pensou que isso pudesse acontecer? Certo você dirá que as, fontes fornecedoras dos recursos para as duas coisas são diferentes, a que promove a festa e a que promove o salvamento, não importa, o Brasil está doente e eu, fazendo parte deste país, me recuso a sorrir sem que no instante desta alegria eu pense nos doentes depositados num prédio enfermo prestes a sambar no chão os seus cacos.
É difícil ir contra o samba do crioulo doido, da mulata bossa nova, afinal esse é o país do carnaval. Mas difícil ainda é ver pessoas morrendo por falta de compasso na administração. Eu me recuso e você?
Por: Ana Cristina.


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