domingo, 28 de fevereiro de 2016

[Súmula de Domingo] Amor e Outras Drogas! - Ana Cristina.



Ah! Esse sentimento inaudível, incompreensivo muitas vezes confundido com os arroubos joviais dos amantes, enlaçador de qualquer um solto na vida, sem compromisso ou suscetível aos seus encantos, ah esse amor sempre pregando peças. Quando ele trabalha o faz com perfeição.
Já havia assistido a este filme há tempos, quando percebi a reincidência e a beleza, então deixei, deixei rolar esta história onde as pessoas envolvidas são meros seres preocupados consigo mesmos e à medida em que eles se descobrem, deparam-se com sentimentos nunca antes libertados, aí vem à tona, o amor, puro e verdadeiro. Mas como lidar com um sentimento que ao mesmo tempo que liberta da promiscuidade lhe prende a um único ser?  Ambiguidade, define bem o tal, o aclamado, o citado, o dito em línguas, em frases, em casamentos e descasamentos, há nele um limiar entre o sim e o não, o ser ou não.
Então quando esses seres dessa história, já desgastados dos dissabores e completamente apavorados pela possibilidade da entrega total, quando eles pensavam que eram os detentores do controle de suas vidas, são atropelados, invadidos e tomados de amor. Neste momento há uma pausa. É um pensar profundo. Um repensar insano.
Ele um homem acostumado a envolvimentos fáceis por sua envolvente beleza, por seu farto charme, por suas palavras saírem tão bem de sua boca e aterrissarem como plumas nos ouvidos carentes das mocinhas, afinal ele é um vendedor nato, o qual vende não só os produtos a ele confiados, vende-se a si mesmo na ânsia de conquistar pontos para seu ego machista, sem contar que a venda fica por conta também de conseguir qualquer possibilidade de ascensão profissional. Um colecionador de lençóis e peças intimas.
Ela uma mulher jovem totalmente vulnerável no quesito saúde, portadora da Doença de Parkinson adquirida precocemente, vestida da carapaça mais torpe que encontrou, passou a relacionamentos rápidos, gélidos e fugazes. Encontrou nesse modo de vida a proteção contra si mesma, contra a entrega, contra o amor. Mesmo sendo ela uma mulher linda, jovem e inteligente para ela mais nada tinha valor apenas o momento.
Mas no caminho destas pessoas estava ele, o sentimento, o amor. Sendo levado na mala de medicamentos que ele carregava oferecendo em consultórios, cujos médicos estavam interessados apenas em trivialidades e acordos já firmados, estava também na casa da jovem mulher sendo colocado em cada foto dos anônimos os quais ela fotografava. E quando ele veio instalou-se nos corpos, como vírus, como uma enfermidade.
Lá estava ele, o amor, envolvido mais uma vez com duas pessoas, lá estava ele fazendo o seu papel de médico e medicamento, porque ele não passa de uma droga.
Agora o ponha no sentido em que quiser que lhe cairá muito bem o significado.
Por: Ana Cristina.
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