domingo, 20 de março de 2016

[Súmula de Domingo] – Meia Irmã – Ana Cristina.


  Quando o filme iniciou, logo percebemos uma familiaridade com a personagem. Nos vimos em parte naquela realidade, não no mundo de Nenette, não no mundo puro, simplório, amoroso e infantil, mas na coincidência dos fatos. Ela a personagem, uma senhora já no corporal, mas sua mente de uma criança. Nenette fugiu do abrigo onde deveria ficar segundo sua tutelar, pois sua mãe havia morrido, filha única, não havia outra decisão a ser tomada, mas o que ninguém sabia é que ela leu uma carta guardada por sua mãe no meio das fotos antigas. Saiu ela então à procura do meio irmão. Ela era a filha fora do casamento.
O Sr. Antonio o dito, era um homem excêntrico, carrancudo, mal-humorado e tudo o mais que define uma criatura sozinha e metódica, um grosso.
Nenette surge como um meteoro na vida deste homem e como o próprio faz estragos, imagine como ficou o mundo desta criatura carrancuda. Ele não poupa nem mesmo os clientes da farmácia de sua propriedade, diz o que vem à veneta.
Caos, necessário é a desconstrução para que se reconstrua, não há outra fórmula. O mundo do Sr. Antonio foi reestruturado, tanto que ele expôs sua humanidade guardada em caixas de medicamentos controlados.
Tenho uma não meia irmã, mas uma irmã vivente em seu mundo de fantasias, sabe-se lá Deus o que vai nesta cabecinha. Um dia ela fez sua malinha e fugiu de casa. Foi enlouquecedor imaginar quais os perigos por onde ela passou, como atravessou tantas ruas e como percorreu aquela distância enorme em tão pouco tempo, não sei estimar a quilometragem era mais de dois quilômetros eu acho, muito, para uma pessoa que nunca havia saído sozinha de casa nem para ir à padaria da esquina. Quando a encontramos foi um alívio ao mesmo tempo que tortura, pois ela estava descontrolada, tivemos que interná-la, por um dia, mas foi uma tortura.
Assim como no mundo da minha irmã no de Nenette houve uma ruptura, uma perdeu a mãe a outra o pai, isso mexeu com as acomodações da rotina.
Ainda bem que somos seres totalmente adaptáveis a qualquer situação e ambiente.
Conviver com pessoas iluminadas é sair do conforto, da zona de conforto ao mesmo tempo que gratificante no aprendizado, nos descontruímos, nos colocamos em posição de ataque e docilidade em frações de segundo, isso deve ser um caos constante, mas logo em seguida há uma leve satisfação.
Por: Ana Cristina.



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