quarta-feira, 22 de junho de 2016

[coluna] FIO DENTAL, CIGARROS E TRAGOS: Oceano Azul






FIO DENTAL, CIGARROS E TRAGOS.
Coluna.

Por LOPES, Marianna
Carioca, 23.
Escritora.


OCEANO AZUL é um termo de marketing para designar "campo inexplorado"

O texto dramático erótico não é um menino inexperiente. A indústria pornô é responsável por revelar grandes nomes do cinema hollywoodiano, como Jackie Chan, Stalone... O porno garage era aquele porno amador feito num background fuleiro e distribuído como filme caseiro clandestino àqueles que queriam uma diversão, digamos, mais picante. Estes filmes foram tomando grandes proporções ao longo dos anos, pois, acreditem, apesar do atraso na mente de boa parte das pessoas, a indústria do sexo é uma das que mais tem espaço e cresce no Mercado. Os serviços cinematográficos ganharam produtoras especializadas, produtores, roteirista, atores... Gente que trabalha todos os dias vinculado a libido do público.
É importante ressaltar que o que faz uma ideia dar certo não é simplesmente atingir seu público alvo. Não, vender sexo é mostrar a todos algo que é tão comum nos lares de cada um. As fantasias, os desejos, as vontades, os segredos... Tudo isso faz parte do cotidiano. Por isso alguns filmes exploram essa parte rotineira, que a gente deixa passar esperando pela sexta-feira ou porque acaba se atolando nos afazeres do dia-a-dia. Mas a dramaturgia não se vincula apenas ao pornô, que a gente encontra ainda meio escondido nas locadoras ou nos sex shops.
Filmes como "Azul é a cor" mais quente e os tais "50 tons de cinza" trouxeram uma revolução para a indústria do cinema. Motivo? Bom, "Azul é a cor mais quente" foi produzido numa época em que tecnologia ainda era a vilã do momento. Hoje as discussões sobre tecnologia, humanismo e comunicação ficam abafadas por questões mais importantes, como política. Mas sexo é tão essencial quanto qualquer outra parte da vida. Devemos entender que a vida é indivisível.
É preciso haver um equilíbrio entre todas as áreas e não se acomodar no "está ruim, mas está bom". Porém, é compreensível que, por até mesmo dependermos de outros para algumas coisas, certas áreas ainda não estejam tão equilibradas assim. Mas SEXO não é uma delas. O que se faz entre quatro paredes, na sala, na cozinha, no banheiro, no sótão, no quarto vermelho da dor é se despir de todo aquele figurino que vestimos quando levantamos da cama e temos que dar conta dos afazeres. É algo discutível. Assim como todos os assuntos devem ser.
E essa triste realidade de banalizar algo tão essencial ao desenvolvimento, entretenimento humano é que leva a indústria do cinema erótico/pornô ainda ser tão vetada. Encarar o sexo como um simples ato de reprodução é ignorar uma das melhores coisas nos dada pela natureza. Afinal, ter que se reproduzir é o menor dos seus problemas. É uma questão de escolha. Você não tem que levar seus genes adiante se não quiser. SEXO é diversão. Aprendizado. E todo aprendizado implica troca. De saliva, de suor, de gemidos, de olhares... Esse lado que não recebe atenção e tem tanta censura é uma das melhores formas de Literatura. A possibilidade de ter um ponto de vista além do que se vê nos livros, que te dá a oportunidade de imaginar a sua maneira. Pode discutir e entender como se chegou até ali e o que você faria se estivesse no lugar.
O problema é que a maioria das pessoas ainda está atrelada ao método primitivo do grito para ganhar as coisas. Bom, desde que este seja de prazer e não aquela velha opinião formada sobre tudo... acho que está valendo.

Até a próxima quarta.
Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores

Google+ Followers

Instagram

Parceiro

QG dos Blogueiros

Anuncie

Anuncie

SnapChat

SnapChat

Facebook

Youtube

Feature Post

Google+ Badge

Contact Us

Nome

E-mail *

Mensagem *

Follow by Email

Postagem em destaque

[Biografias Reais] Escritor José Saramago

Copyright © Faroeste Literário - entrevistas, cursos, resenhas e muito mais | Powered by Blogger
Design by SimpleWpThemes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com