domingo, 19 de junho de 2016

[Súmula de Domingo] - O cinema – Ana Cristina.




E pensar que tudo começou com a tentativa de dar movimento à fotografia. Os irmãos Lumière, incansavelmente experimentaram e experimentaram até que um dia fizeram sua sessão de cinema com uma locomotiva, todos pensaram que esta estava saindo da tela, eles se esconderam embaixo das cadeiras. O fato ocorreu em 1895.
         A primeira exibição cinematográfica no Brasil aconteceu em julho de 1896, no Cinematographo Parisiense, que foi criado em um lugar adaptado, onde hoje funciona o teatro Glauber Rocha, no Rio, cujos proprietários eram Pascoal Segreto e José Roberto Cunha Salles. O primeiro cinema foi inaugurado em 1909, como Cine Soberano, que hoje é chamado de Cine Íris, também no Rio de Janeiro.

Cinema é uma redução da palavra Cinematógrafo que era um aparelho com a função de captar imagens e compor fotografias em um filme (película fina recém descoberta que captava imagens através da luz) que rodado no aparelho fazia com que a imagem se movimentasse, tornando-se um dos inventos mais interessantes e apreciados pelo ser humano, que assim como o homem, passou a se desenvolver de forma espantosa, tal o interesse que causou.

            No início eram apenas experiências, mas o desenvolvimento das trucagens e montagens das cenas, fez com que a partir de 1915 o cinema começasse a ganhar status de sétima arte. A câmera permanecia parada em um ambiente e os atores, a maioria amadores, se revezavam para apresentar cenas engraçadas, pois a comédia atraia maior público aos locais de exibição.
            Porém ainda não havia se desenvolvido a fala com a imagem, então o recurso era apresentar o filme juntamente com uma orquestra sinfônica que ditava o ritmo das cenas empolgando o público. O grande destaque neste período foi Charles Chaplin, ator, diretor e roteirista, considerado posteriormente como um monstro sagrado da sétima arte com obras como em Busca do ouro e Tempos Modernos.
            O chamado cinema falado surgiu nos estados unidos aproximadamente em 1927, tal a rapidez que se desenvolviam as técnicas e o maior interesse pela nova descoberta, lotando as áreas de exibição com enormes filas causando furor e brigas entre os expectadores que queriam participar daqueles eventos e também fazer parte da história.  O primeiro filme com som chamado O cantor de Jazz, com o aclamado musico Al Johnson teve uma repercussão inimaginável, pois se já era bom ter filme sem som imagine ouvir a voz dos atores.
            Foram necessárias algumas décadas para o surgimento do cinema colorido, sendo as primeiras experiências a partir de 1935, fato que impressionou ainda mais ao público tal a qualidade e o realismo dado às imagens exibidas.
            Esse brilhante feito, que formou várias gerações de profissionais, atores, diretores, contra regras, músicos, etc..... Continua seu processo de evolução desenvolvendo uma história magnífica chegando ao que é atualmente, um processo para contar estórias, de duas horas aproximadamente, baseadas em fatos reais ou novelas de escritores famosos que tem e consegue a finalidade de nos apaixonar e sonhar por aqueles momentos de diversão, e nos remetem a sensações e sentimentos que só a magia do cinema pode proporcionar.
O cinema nacional somente se desenvolveu a partir de década de 1940 com as grandes chanchadas, comédias que envolviam uma quantidade grande de atores comediantes, que contavam de maneira engraçada, como viviam os brasileiros naquela época, destacam-se Grande Otelo, Dercy Gonçalves dentre outros, foi um período muito rico para o cinema nacional que pode, através de suas produções, chamar a atenção do público brasileiro para a sétima arte e a frequentarem mais os locais de exibição.
Grandes músicos e cantores nacionais também pegaram carona no apogeu do cinema e fizeram parte atuando em comédias, alavancando mais ainda seu sucesso, tais como Caubi Peixoto, Carmem Miranda, etc.
Na década de 1960 o cinema também foi usado para registrar feitos esportivos e políticos que eram inseridos antes ou durante as exibições do filme principal para, além da diversão, informar e esclarecer ao público de fatos que estavam ocorrendo no país uma vez que a televisão, recém-chegada, estava em formação e não era do alcance do grande público.
A partir da década de 1970 o cinema nacional se revezava entre grandes obras de Glauber Rocha e produções criadas na chamada boca do lixo em São Paulo, que produzia a pornô chanchada, comédias com apelo sexual que revelaram atrizes e atores que posteriormente foram atuar nas novelas apresentadas na televisão. Entre autos e baixos nos investimentos na área, durante as décadas seguintes, temos atualmente um cinema atuante e engajado que busca acompanhar o que de melhor se faz no mundo, com obras que poderiam concorrer ao prêmio máximo do cinema que é o Oscar.
Nesse dia nacional do cinema queremos desejar que esta arte continue a nos encantar e que se desenvolva cada vez mais para alcançar os patamares que ele merece e nos encha de orgulho pelo trabalho realizado, assim como ocorreu com nossas novelas, que correram o mundo com muito sucesso.
Parabéns cinema brasileiro!




Viva o cinema!
           

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