segunda-feira, 25 de julho de 2016

[Diversidade Literária] Conceito de Literatura ( Biblioteca Municipal Murilo Mendes -JF) Marivalda Paticcié

Conceito de Literatura

Parte II



Afinal, que é Literatura? Eis a questão capital, ponto de partida (e de chegada) da problemática literária.
Além da biografia referida em nota 6 deste capítulo, o leitor poderá ainda socorrer-se de outros títulos mencionados no rol bibliográfico in fine.  Vale alertar desde já que os ensaios ali  apontados não raro se preocupam mais com dar as qualidades do fenômeno literário, ou a julgá-lo em sua funcionalidade, que com diligenciar entendê-lo como corpo autônomo e diferenciado. Em suma, transbordam do problema central e acabam tratando de aspectos tangenciais.
A fim de encaminhar uma solução do problema inserido na pergunta que abriu o parágrafo anterior, temos de partir de algumas reflexões de ordem filosófica ou filosófico-estética. A primeira idéia diz respeito à seguinte afirmação, tomada como premissa necessária: A Literatura, do mesmo modo que as demais Artes e as Filosofias, as Religiões e as Ciências, é uma forma ou tipo de conhecimento. E, visto estarmos pretendendo compreender a extensão e o significado da palavra "Literatura", havemos de nos ater à palavra "conhecimento", que é o segundo termo da igualdade. Para tanto, perguntamo-nos: qual é o objeto do conhecimento? e que é conhecer? Na verdade, tudo é objeto do conhecimento, seja pertencente ao plano macrocósmico ( o Universo), seja pertencente ao plano microcósmico (o Homem), seja imaterial, seja sensível, seja inteligível. Falta conceituar o ato do conhecer, mas aqui teríamos de abrir uma discussão quase interminável, que nos remeteria à teoria do conhecimento, uma disciplina da Filosofia. Se partirmos da verificação de que o conhecimento implica em alguém que conhece (ou o sujeito) e algo que é conhecido (ou o objeto), podemos simplificar a questão a fim de acomodá-la aos propósitos deste livro. Trata-se pois, duma relação em que se opera a identificação entre sujeito e objeto, ou , "uma determinação do sujeito pelo objeto" Assim a função do sujeito consiste em apreender o objeto, a do objeto em ser apreensível e apreendido pelo sujeito". Mas ainda: "vista do ângulo do sujeito, esta apreensão se apresenta como uma saída do sujeito fora de sua própria esfera, uma invasão na esfera do objeto e uma captura das propriedades deste". Por isso, "no sujeito surge uma coisa que contém as propriedades do objeto, surge uma "imagem do objeto". Por outro lado, "visto do ângulo do objeto, o conhecimento se apresenta como uma transferência das propriedades do objeto ao sujeito".
Isto posto, compreendemos que as Artes, as Filosofias, as Religiões e as Ciências constituem as quatro formas fundamentais de conhecer. E se adotarmos mais outra idéias simplificada, a que divide a realidade em dois mundos, o do espírito, ou  o não físico, e o da natureza, ou o físico, diríamos que as Religiões e as filosofias situam, grosso modo, seu objeto no mundo não- físico, embora tenham de partir necessariamente  de uma visão do mundo da natureza. E as Ciências têm seu principal objeto no mundo físico, embora trabalhem também com noções e conceitos abstratos, como ocorre no ramo das matemáticas.
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