quarta-feira, 3 de agosto de 2016

[FIO DENTAL, CIGARROS E TRAGOS: COLUNA] O masculino e o feminino na Literatura Erótica





Fio dental, Cigarros e Tragos
Coluna.

Por LOPES, Marianna
Carioca, 23
Escritora

O masculino e o feminino na Literatura Erótica


Depois de algum tempo longe, mas longe mesmo do Brasil... Estou de volta com a coluna. Os livros exigem que eu me ausente algumas vezes, mas prometo sempre voltar para vocês.

Com tantos assuntos sendo debatidos no mundo atualmente, não dá para negar que o mais forte é o da igualdade entre os sexos. Feminismo vs Machismo estão em constante conflito nas redes sociais, na tv, nos jornais e revistas. É certo que com tantas facilidades possibilitadas pela tecnologia há também um grande conflito de informações entre as duas correntes. Vemos muita vontade de discutir, debater, defender... e pouca gente sabendo realmente falar sobre o assunto. Há quem caia em constante contradição com aquilo que diz/defende. Há quem saiba o que quer e o que é. Sabemos que a grande verdade é que grande parte das pessoas não mais se informa de verdade acerca de um assunto. A internet é uma ferramenta poderosa, mas que pouquíssimas pessoas sabem como usar e/ou usam de forma correta/apropriada.
A Literatura é grande aliada na defesa de pensamentos e ideologias, principalmente em questões de gênero, políticas. As primeiras obras que surgiram na história, libertando as vontades, os pensamentos e a voz das mulheres causaram uma grande polêmica num período em que adultério era crime gravíssimo e divórcio era um forte divisor de águas entre quem era boa companhia ou não.
Há também quem ache que o autor, quando cria determinados tipos de personagens, concorda piamente com o comportamento dele. Então acabam por ignorar autor e obra. Na verdade, muito do que acontece com o personagem é apenas o retrato da vida real. O autor não foge disso. Mas o bom é poder manipular a história e dar o fim desejado ao bom e ao ruim.
Claro que não iremos concordar com todos os autores. Gostar de todos. Gostar de todas as obras daquele autor que gostamos. Porém, vale ressaltar que o popular e altamente tóxico se tornou muito cobiçado entre os fãs de literatura. Quero dizer, cada um vive e é feliz à sua maneira, mas até que ponto isso é realmente saudável? Usando "50 tons de cinza" como exemplo. Sim, por ser a obra mais recente e agora ganhando as versões para o cinema. Ana não apenas se apaixona por Christian e seu universo BDSM de "Uma linda mulher", mas abdica daquilo que é para viver em prol de seu amor. Desde que o mundo é mundo, os relacionamentos, as adaptações ao relacionamento geram grandes discussões entre as pessoas. Um pouco de abdicação, aprender a ceder, aprender a hora de parar, ser gentil, bondoso e compreensivo são os principais gestos para um bom relacionamento de acordo com todos, mas a variação desses gestos ainda causa grande polêmica.
Até que ponto ceder, abrir mão, ser submisso ao parceiro é bom. Será que é realmente bom? É realmente bom viver em anulação e se sentir feliz assim? Abdicar de sua vida para viver só para o outro?
Onde estão os complementos? Relacionamento é a soma de dois. É para completar aquilo que você é. A felicidade plena pode até ser impossível, pois isso requer uma perfeição que o ser humano não tem ou é capaz de desenvolver, mas conhecer a si e ser ciente do que quer e não quer já é um bom prato de entrada para um relacionamento saudável e, quiçá, feliz.
Talvez seja difícil pelas experiências já vividas e pelo sentimento pelo outro. Estar num relacionamento e continuar enxergando as coisas pelo lado de fora não é tarefa fácil. Não parece existir um campo neutro quando se vive a dois. Até mesmo porque não se pensa, na maioria das vezes, sozinho. Porém, ainda existe individualidade. E por isso a Literatura é tão polêmica, pois possibilita essa visão. Temos uma geração de leitores e autores que propõe este tipo de questão que antes era abafada pela rejeição a este tipo de assunto até pela situação em que vivia a sociedade.
Também a luta entre o masculino e o feminino para defender suas visões acerca de assuntos não apenas ligados ao relacionamento homem x mulher na vida amorosa contribui fortemente para o crescimento e o surgimento de histórias que propõe uma reflexão mais forte e profunda sobre o futuro dos gêneros e do que está ou não relacionado a ser homem e/ou mulher.

Até a próxima quarta.
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