terça-feira, 15 de novembro de 2016

[Diversidade Literária] -Semana de Arte Moderna:prepação, rearalização e repercussão. (Emília Amaral: Novas Palavras: língua portuguesa- 2° edição: São Paulo/2005- Marivalda Paticcié

Semana de Arte Moderna: preparação, realização e repercussão

A preparação, a realização e a repercussão da Semana de 1922, ano do Centenário da Independência e da criação do Partido Comunista Brasileiro, marcam a entrada do Modernismo artístico e literário em nosso país no bojo de um momento histórico dos mais controvertidos e dos mais ricos que já tivemos. Vamos estudar cada um desses momentos. 

(A Semana da Arte Moderna: marco fundador do Modernismo brasileiro: de 11 a 18 de fevereiro de 1922, ano do Centenário da Independência e da fundação do Partido Comunista)

Os anos precursores.

A enumeração de alguns eventos que direta ou indiretamente motivaram a realização da Semana, congregando os jovens artistas modernistas, constitui uma informação importante para o reconhecimento da forma como foi se tornando realidade.


  • 1912: Oswald de Andrade retorna a Europa impregnado do Futurismo de Marinetti e afirmando que "estamos atrasados cinquenta anos em cultura, chafurdados ainda em pleno Parnasianismo" (In: A Medina Rodrigues e outros. Op.cit)
  • 1913: Lasar Segall, pintor lituano, realiza "a primeira exposição de pintura não acadêmica em nosso país", nas palavras de Mário de Andrade (In: A. Medina Rodrigues e outros. Op. cit.p.55)
  • 1914: Primeira exposição de Pintura de Anita Malfatti, que retorna da Europa trazendo influências pós-impressionistas. 
  • 1915: Organização da revista Orpheu,com manifestos de poemas do Modernismo português, por Luís de Montalvor, chanceler da Legação Portuguesa, e Ronald de Carvalho, futuro participante da Semana.
  • 1917: Mário de Andrade e Oswald de Andrade, os dois grandes líderes da primeira geração de nosso Modernismo, tornam-se amigos. 1- Publicação de Há uma gota de sangue em cada poema, livro de poemas de Mário de Andrade, que utilizou o pseudônimo Mário Sobral para assinar essa obra pacifista, protestando contra a Primeira Guerra Mundial.  2- Publicação de Moisés e Juca Mulato, poemas regionalistas de Menotti del Picchia, que conseguem sucesso junto ao público. 3- Publicação de Acinza das horas, de Manuel Bandeira. 4- O músico francês Darius Milhaud, que vive no Rio de Janeiro e entusiasma-se com o marxismo, o samba e os chorinhos de Ernesto Nazareth, encontra-se com Villa-Lobos. O então jovem compositor, já impresionado com a descoberta de Stravinski, entra em contato com a moderna música francesa. 5- Segunda exposição de Anita Malfatti, exibindo quadros expressionistas, criticados com dureza por Monteiro Lobato, no artigo "Paranóia ou mistificação?", publicado no jornal O Estado de São Paulo. 
  • 1919: Publicação de Carnaval, de Manuel Bandeira, já com versos livres.
  • 1920: Oswald de Andrade descobre Victor Brecheret, escultor que se aperfeiçoara em Roma e que expõe a maquete no Monumento às Bandeiras, entusiasmando os jovens intelectuais.
  • 1921: Banquete no palácio do Trianon, em homenagem ao lançamento de As máscaras, de Menotti del Picchia. Oswald de Andrade faz um discurso, afirmando a chegada da revolução modernista em nosso país.  1- Exposição de quadros de Vicente do Rego Monteiro, em Recife e no Rio de Janeiro, explorando a temática indianista.2- Mostra de desenhos e caricaturas de Di Cavalcanti, denominada "Fantoches da meia-noite", na cidade de São Paulo. 3- Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Cândido Mota Filho e Mário de Andrade divulgam o Modernismo, em revistas e jornais .4-Mário de Andrade escreve a série Os mestres do passado, analisando esteticamente a poesia parnasiana que estava no auge da reputação literária e mostrando a necessidade de superá-la, porque a sua missão já fora cumprida. 5- Oswald de Andrade publica um artigo sobre os poemas de Mário de Andrade, intitulando-o "O meu poema futurista". A partir de então, apesar da recusa de Mário de Andrade em aceitar a designação, a palavra "futurismo" passa a ser utilizada indiscriminadamente para toda e qualquer manifestação de comportamento modernista, em tom na maioria das vezes pejorativo. Em contrapartida, os modernistas chama de "passadistas" os defensores da tradição em geral.
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