quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

[COLUNA DE FÉRIAS] Final de tinta


Quando te vi assim tão vazia, tão quieta e à ermo,
Minha tinta remexeu no meu íntimo líquido negro,
De desejo fui tomada, ardia em mim o amor enfermo
Trazida fostes de muito longe, lá de Montenegro.
Logo pensei em deslizar o bico pela gramatura
Eras tu papel especial de cor textura sem igual
Envolta em embalagem conservada a temperatura
Estremeci meu nanquim escorri em bico inigual
O amor que nasceu era tanto líquido em textura.
Quando pensei que pudesse te amar assim em letras
Os códigos se aninharam a mim como gato em festival
Comecei o meu verso discursei com palavras extras
O amor saiu tão carnal tão cheio de paixão animal
O líquido escorria e desenhava em ti ia acima e abaixo
Eram formas de amor respingando em certificado
A tinta foi se esvaindo do tubo tornei-me cabisbaixo
Comprometido ficou nosso verso de amor prejudicado
Chorei de tristeza melei toda folha virou coisa morta
Ficaram os esboços de um amor mortificado
Quando te vi assim tão vazia, tão quieta e à ermo...
Deitei o meu corpo por sobre o seu, enfermo.

ANA CRISTINA DA COSTA



Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores

Google+ Followers

Instagram

Parceiro

QG dos Blogueiros

Versos da alma

Anuncie

Anuncie

SnapChat

SnapChat

Facebook

Youtube

Feature Post

Versos da alma

Versos da alma

Google+ Badge

Contact Us

Nome

E-mail *

Mensagem *

Follow by Email

Postagem em destaque

[Súmula de domingo] - JOGOS DA MASSA – Ana Cristina

Copyright © Faroeste Literário - entrevistas, cursos, resenhas e muito mais | Powered by Blogger
Design by SimpleWpThemes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com