quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

[Biografias Reais] Alvares de Azevedo

 A tristeza do poeta!


Quanta glória pressinto em meu futuro!

Que aurora de porvir e que amanhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
(Alvares de Azevedo)

Álvares de Azevedo (1831-1852) foi um poeta, escritor e contista, da segunda geração romântica brasileira. Suas poesias retratam o seu mundo interior. É conhecido como "o poeta da dúvida". Seus poemas falam constantemente do tédio da vida, das frustrações amorosas e do sentimento de morte. A figura da mulher aparece em seus versos, ora como um anjo, ora como um ser fatal, mas sempre inacessível.  Patrono da cadeira nº 2, da Academia Brasileira de Letras, o autor não publicou nenhum livro em vida, tendo  O livro "Lira dos Vinte Anos", como a única obra preparada pelo poeta.
Álvares de Azevedo deixa transparecer em seus textos, a marca de uma adolescência conflitante e dilacerada, representando a experiência mais dramática do Romantismo brasileiro. De todos os poetas de sua geração, é o que mais reflete a influência do poeta inglês Byron, criador de personagens sonhadores e aventureiros.
Em alguns poemas, Álvares de Azevedo surpreende o leitor, pois além de poeta triste e sofredor, mostra-se irônico e com um grande senso de humor, como no trecho do poema: Lagartixa
"A lagartixa ao sol ardente vive,
 E fazendo verão o corpo espicha:
 O clarão de teus olhos me dá vida,
 Tu és o sol e eu sou a lagartixa".

Álvares de Azevedo encara a morte como solução de sua crise e de suas dores, como expressou no seu famoso poema: Se eu morresse amanhã
 "Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
 Se eu morresse amanhã!".

 Nascido em São Paulo no dia 12 de setembro, Manuel Antônio Álvares de Azevedo, foi um filho dedicado a sua mãe e a sua irmã. Aos dois anos de idade, morre seu irmão mais novo, fato que o deixou bastante abalado.
Álvares de Azevedo vivia em meio a livros da faculdade e dedicado a escrever suas poesias. Toda sua obra poética foi escrita durante os quatro anos que cursou a faculdade. O sentimento de solidão e tristeza, refletidos em seus poemas, era de fato a saudade da família, que ficara no Rio de Janeiro.
Álvares de Azevedo doente, abandona a faculdade. Vitimado por uma tuberculose e sofrendo com um tumor, é operado mas não resiste. Morre no dia 25 de abril de 1852, com apenas 21 anos. Sua poesia "Se Eu Morresse Amanhã!", escrita alguns dias antes de sua morte, foi lida, no dia de seu enterro, pelo escritor Joaquim Manuel de Macedo.

Mariane Helena


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