quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

[Biografias Reais] Castro Alves

O poeta condoreiro



Antônio Frederico de Castro Alves foi um dos maiores poetas brasileiros. Morreu muito jovem, aos 24 anos, mas deixou um legado que se estende até hoje. São maravilhosos e comoventes seus versos sobre a escravidão, e também o seu romancismo exacerbado inspirado na eterna paixão por sua Eugênia. E essa mistura de consciência social e paixão moldou uma das mais brilhantes – apesar de breve – trajetória de um escritor brasileiro.

É conhecido como "Poeta dos Escravos". Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro(Condoreirismo ou condorismo é uma parte de uma escola literária da poesia brasileira, a terceira fase romântica, marcada pela temática social e a defesa de ideias igualitárias.).

Numa das obras mais belas da literatura de nosso continente, "Canto Geral", do poeta chileno Pablo Neruda, é dedicado um poema a Castro Alves. O poeta condoreiro é lembrado por Neruda como aquele que, ao mesmo tempo em que cantou às flores, às águas, à formosura da mulher amada, fez com que sua voz batesse "em portas até então fechadas para que, combatendo, a liberdade entrasse". Portanto, termina o poeta chileno, "tua voz uniu-se à eterna e alta voz dos homens. Cantaste bem. Cantaste como se deve cantar". Como dá para perceber, Neruda reverencia Castro Alves por ter cantado àqueles que não tinham voz: os escravos. O poema chama-se "Castro Alves do Brasil".

Tendo participado de Associações abolicionistas, junto a outros tantos colegas das Faculdades de Direito no Recife e em São Paulo, Castro Alves fez-se colega, amigo e conhecido de vários literatos que, no futuro, vieram a tornar-se expoentes de nossas letras.
Um destes colegas - e o principal responsável pela preservação de seu material inédito e documentação, foi justamente um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, Ruy Barbosa.

Reconhecendo-lhe o talento e importância, a Academia nominou a sua cadeira 7 em homenagem ao Poeta dos Escravos, o "condoreiro" Castro Alves.

Ainda em 1866, Castro Alves viveu um intenso romance com Eugênia Câmara, mais velha, com quem, no ano seguinte, viaja para a Bahia, onde Eugênia encena um drama escrito por ele, conhecido como “O Gonzaga ou a Revolução de Minas”. Em seguida, no Rio de Janeiro, ele conhece Machado de Assis e se muda para São Paulo, onde inicia o terceiro ano da faculdade.

Dois anos depois, rompe seu relacionamento com Eugênia e, em férias, fere seu pé esquerdo em uma caçada com um tiro de espingarda, que acabou resultando em sua amputação. Em 1870 ele retorna a Salvador e publica “Espumas Flutuantes”.


Castro Alves faleceu um ano depois, ao dia 6 de julho de 1871, vítima da tuberculose em Salvador.

Mariane Helena
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