domingo, 9 de abril de 2017

[Súmula de Domingo] Guerra e Flores!!! – Ana Cristina da Costa

Hoje não falarei de guerra, direi das flores que enfeitam a vida e a morte. 
De certa forma falo sim de guerra, mas de propriamente de batalhas travadas ao longo da existência humana.
As travamos constantemente sejam internas, com nossos fantasmas ou com o outro, nosso par, nosso irmão, nosso vizinho. Brigamos e queremos nossas vontades explícitas e aceitas. Porque somos vaidosos, intransigentes e orgulhosos.
Nada mais define a guerra, senão uma vontade.
Hoje é o Dia Nacional do Aço, então falarei de delicadeza e a falta que ela faz em nossas vidas. Falarei sobre a mudança de comportamento pós acesso à internet e suas redes sociais, sobre as conversas fáceis e corriqueiras que dispensam as meras formalidades de cumprimentos. Sobre a indignação daqueles que de uma maneira ou outra não conseguem acostumar-se com os modos modernos. E sobre os que estão familiarizados trazendo para a realidade tal comportamento.
É uma pena que o aço seja um peso maior nas relações ou diria que é o ferro que confere o contrapeso “à ferro e fogo”, mas eu prefiro as flores e suas nuances em cores e fragrâncias, só elas podem transmitir aos olhos o belo.

A guerra e as flores vivem uma relação de batalha, o que uma destrói a outra constrói na alma.

E o que tem o aço nisso tudo, nada. É só uma alusão ao que pesa e ao que é o avesso da delicadeza, ao que é uma vontade, não um acontecimento natural, afinal flores são flores, não existe uma única fábrica delas.
Não falarei de guerra que mata crianças sejam por fome, por bactérias, por projéteis nunca perdidos, seja pela ignorância, falarei da esperança que cada uma delas tem em sair da miséria que assola sua família, sua cidade ou seu país.
Falarei para elas que nunca desistam de sonhar, de acreditar que podemos melhorar, que podemos evoluir. Direi que assim como meu pai dizia, “um dia quando o touro descobrir a força que tem...” Que elas tomem como ponto de partida essa máxima e trabalhem para um futuro melhor, no delas e no de seus filhos, netos e todas as gerações vindouras.
Que elas façam diferente e respeitem a casa onde vivem, o nosso planeta, que o tornem sagrado em todas as instancias.
Talvez eu fale de guerra uma outra hora porque já me encontro tão embriagada de negatividade e desesperança que talvez seja por isso mesmo que eu esteja me dirigindo às crianças, pois são elas os seres mais frágeis.
Falo porque isso nunca mudará, são elas o futuro, a não ser que haja mesmo a tão dita e falada, terceira guerra mundial e não sobre nem mesmo estas palavras e talvez sejam as baratas as detentoras de toda a esfera.

“Pra não dizer que não falei das flores” Geraldo Vandré - Então falarei, porque elas enfeitam a vida e a morte.

Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google.

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