segunda-feira, 3 de julho de 2017

[Resposta 42] RG, por favor - Bruno Leal

  Suas características aos olhos de quem vê, aos seus e de quem rotula são definidas por você, por suas convivências e pelas influências que
somos submetidos todos os dias. Mas o que é mais intrigante é como nossa visão para as coisas podem ser completamente diferentes de absolutamente
todos a nossa volta. Vou dar o meu exemplo:
    Eu gosto de futebol e muitos outros esportes, heavy metal, ciências e história. Mas meu jeito de gostar de futebol é diferente da maioria
dos brasileiros. Sou um cara que merece ser excluído porque torço pela Argentina em vez do Brasil, por razões diversas que nem sei quais são.
Eu nunca, nunca torci pelo Brasil. Uma vez, gritei como louco numa vitória patética do Brasil contra a Coreia do norte por 2x1 (no jogo
seguinte dos norte-coreanos, eles tomariam um sonoro 7x0 de Portugal, seleção mais fraca que o Brasil) porque resolvi tentar negar minha
teimosia, meu jeito de querer ser diferente, e a injustiça que via em saber que todos estavam torcendo para a seleção canarinho enquanto os
outros países não tinham nenhuma torcida (como eles poderiam ser tão maus? Não acredito que simplesmente ignoravam as outras seleções como se
não fossem nada). Bom, eu tentei, e meus delírios aos gritos de gol jamais tinham sido tão falsos. Dois minutos de garganta limpa
desperdiçados. Desde aquele dia, prometi a mim mesmo que nunca mais faria aquilo. E segui a minha vida, abandonando a música pop para o funk
e eletrônica, depois sendo influenciado por um primo nerd e inteligente (logo, deveria ouvir o mesmo tipo de música que ele) passei para o rock
e o heavy metal, onde permaneço até hoje, mas sem o medo de ser descoberto ouvindo "o grave bater", "Construção", "roda viva" e
"malandramente".
Fui me alterando, graças a maturidade e a outras influências. Hoje, torço pelo Barcelona, gosto de assistir a NBA, curto
muito mais a cultura norte-americana, mas também acho legal as competições dos carnavais Brasil a fora, as composições de Chico Buarque
(nada de Vinicius de Moraes. Chato demais!!!) e comer arroz, feijão e carne no almoço e o básico pão francês (que na verdade é português) com
mortadela (embutido dos deuses!).
    Além de tudo isso, porém, construo coisas só minhas como o desejo de salvar o mundo, esse negócio de "gostar de ciências e história" e me
interessar por política fora das redes sociais, uma maluquice sem tamanho. Mas é o
que vou levar pra sempre, junto com a teimosia que irrita minha melhor amiga. Agora: por quê? Não faço ideia. É só minha identidade. Foi
influenciada por algo ou alguém? Com certeza. Mas a visão é minha, e só minha. O que isso tem haver com a resposta fundamental? As diferentes
interpretações fazem experimentos diferentes. Logo, a resposta fica mais
acessível.
E você, qual sua identidade própria fora do nacionalismo, dos amigos e
influências familiares?
Por falar em nacionalismo: HAPPY birthday UNITED STATES OF
AMÉRICA! E até a próxima!

                Dizem que 42 é a resposta para tudo, porém isso é difícil de assimilar. Mas como a Terra é o único planeta capaz de entender as perguntas e respostas, vamos cumprir nosso dever.
                Por que 42? Vamos tentar descobrir todas as primeiras segundas-feiras de cada Mês.
                Até a próxima questão fundamental!
Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores

Google+ Followers

Instagram

Parceiro

QG dos Blogueiros

Versos da alma

Anuncie

Anuncie

SnapChat

SnapChat

Facebook

Youtube

Feature Post

Versos da alma

Versos da alma

Google+ Badge

Contact Us

Nome

E-mail *

Mensagem *

Follow by Email

Postagem em destaque

[Súmula de domingo] - JOGOS DA MASSA – Ana Cristina

Copyright © Faroeste Literário - entrevistas, cursos, resenhas e muito mais | Powered by Blogger
Design by SimpleWpThemes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com