segunda-feira, 7 de agosto de 2017

[Resposta 42] A mente não é inútil e nem desculpa - Bruno Leal



Faço esse texto inspirado em uma das "iscas intelectuais" do Portal Café Brasil, mais especificamente a isca de Filipe Aprigliano, intitulada "Existo, Logo Penso". (Leia aqui: https://t.co/9aZKggZAF0)
Nela, Filipe fala sobre quanto nossa mente é inútil. Ele utiliza argumentos como: a cada momento de sua vida, você pensa diferente, tem visões diferentes e sua mente está sempre procurando um desafio que ela possa resolver o mais rápido possível de acordo com o que ela acredita.

Aos olhos de pessoas como Leandro Carnal e Mário Sérgio Cortela, porém, a mente é muito importante na construção do pensamento humano, para fazer perguntas interessantes e guardar o conhecimento de modo que a pessoa seja alguém melhor tanto na vida pessoal quanto na profissional. Eles exaltam bastante a experiência de vida como algo que nos ensina, coisa que Aprigliano diz que não faz parte de nós, nós quem pensamos que faz parte.

    O problema está no radicalismo por parte dos três. A mente foi extremamente importante em nosso processo de evolução. Graças a ela, nos tornamos os seres mais adaptáveis do planeta; além disso, ela nos ajuda a criar soluções para os mais variados problemas e achar alguma saída para algo quase impossível de resolver. Ela de fato é bastante atrasada, mas ainda muito útil para nós. A grande questão é: será que podemos confiar nela sempre? Infelizmente, não. O fato de criar, algo que caracterizei como positivo, é o grande vilão. Criamos histórias, experiências e até mesmo respostas certas; ou o contrário: ficamos pensando, mentalizando, pensando... E no fim não criamos nem respondemos nada. O fato de que perguntar parece mais interessante do que ter respostas prontas se torna uma grande desculpa para nunca sairmos do lugar, coisa que dá um prazer enorme à grande maioria dos filósofos.

A filosofia interpreta Descartes como se apenas a pergunta fosse o conhecimento; Não! Descartes dizia que esse era o princípio do conhecimento, [a dúvida] Não que ela é o sentido de existir, o ponto final da humanidade. Daí a crítica de Aprigliano, muito bem feita, embora exagerada.

    Pensem nisso: até que ponto nos enganamos (ou nos enganam) com perguntas que não nos levarão a lugar nenhum? Até que ponto vamos longe demais com nossa mente em coisas que precisamos ser objetivos?

Um grande abraço e até a próxima!

Dizem que 42 é a resposta para tudo, porém isso é difícil de assimilar. Mas como a Terra é o único planeta capaz de entender as perguntas e respostas, vamos cumprir nosso dever.
Por que 42? Vamos tentar descobrir todas as primeiras segundas-feiras de cada Mês.
Até a próxima questão fundamental!
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