terça-feira, 5 de setembro de 2017

[O futuro da literatura] Stephanie Ribeiro

A FRANCA, FRACA E QUASE SILENCIADA: 
STEPHANIE RIBEIRO


"Uso a palavra para compor meus silêncios."
(Stephanie Ribeiro)


Negra, pobre, filha de uma mulher forte e corajosa, abandonada pelo esposo... E neta de uma mulher que vive o restos de seus dias escrevendo cartas para o esposo já falecido para aliviar a sua dor e sentir a presença do marido. Impossível ser uma mulher diferente! Stephanie é uma mulher curada através das palavras.

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Campinas. Foi monitora de Arquitetura no Brasil (2012). Em agosto de 2014 deu início a pesquisa de Iniciação Cientifica com orientação do docente Wilson Ribeiro Santos Junior, com o tema: Cada ponto tem um conto: Manifestações urbanas de matrizes africanas nos espaços urbanos da cidade de Campinas. Em 2015 foi homenageada com a Medalha Theodosina Ribeiro, por suas ações nos campos de relações raciais e de gênero. É TED Talker no TEDxSão Paulo e TEDxGoogle (2016). Escreve para o Huffpost Brasil, Capitolina e Modefica. Já teve textos publicados no Jornalistas Livres, site da revista Marie Claire, MdeMulher, site da revista TPM, e Blogueiras Negras. E co fundadora do AFRONTA e da Imprensa Feminista.

aos 24 anos, é uma das militantes mais ativas do feminismo negro na internet. Mas, segundo o facebook, stephanie não é uma boa menina: ela está um mês de castigo, seu perfil bloqueado. não pode fazer posts: só reproduzir fotos do instagram e usar o bate-papo. Seu crime: racismo. Isso mesmo: uma das principais vozes do feminismo negro na internet brasileira foi silenciada por acusação de racismo. contra mulheres brancas!

Por ter escrito sobre a solidão das mulheres negras. Por ter escrito sobre o fenômeno da chamada “palmitagem”, ou seja, o fato de homens negros muitas vezes saírem ou namorarem com mulheres mais brancas, e assim sucessivamente, até que, na dança das cadeiras do mercado matrimonial brasileiro, quem acaba sobrando são sempre as mulheres negras, duplamente oprimidas, por serem mulheres e por serem negras.

Enfim, nada de novo no front da internet brasileira. Stephanie postou que vai aproveitar o mês de castigo para descansar. e faz bem. Eu discordo da stephanie em algumas coisas, concordo na imensa maioria, mas, concordando ou discordando da militância da stephanie, estamos todas no mesmo lado: racista ela não é. Racistas são as pessoas contra quem ela luta.

Atualmente foi convida para ser colunista na Marie Claire, uma das maiores revistas do país, talvez a de maior relevância entre o publico feminino. E também convidada por uma das maiores editoras do país para publicar o seu primeiro livro. Com um talento inegável e inquestionável, impossivel não dizer que Stephanie Ribeiro faz parte do nosso contexto literário nacional, logo do Futuro da Literatura.



Mariane Helena
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