domingo, 29 de julho de 2018

[Súmula de Domingo] Reféns – Ana Cristina da Costa


Confiar!
Por essa palavra, por seu significado muitos entregam a própria vida.
Confia-se nos genitores, nos que regem nossas vidas, naqueles que entregamos nosso corpo. No que dizer na entrega aos profissionais da saúde?
Nesses que acreditamos serem as pessoas mais bem informadas, mais bem estruturadas mentalmente, ao menos deveriam ser, mas infelizmente há o aparte e ele não deveria ser tão extenso, existem os que fazem do exercício da profissão uma válvula de escape para suas práticas doentias.
Médicos que se valem da facilidade em mobilizar e persuadir as pacientes femininas faz desta, consultas rotineiras. Estes monstros estão espalhados pelo mundo e infelizmente ainda escondem-se por traz de prerrogativas e conchavos políticos.
A profissão e o exercício da medicina são antigos há relatos de cirurgias bem complexas realizadas no Egito e também na Grécia onde foi difundida e ganhou o seu patrono Hipócrates. Hoje a prática tomou tantos rumos e nomes que podemos dizer que há uma galáxia de possibilidades médicas.
Ser médico entende-se, é ter à sua frente uma pessoa por vezes fragilizada, mas confiante, é a oportunidade dele por seu conhecimento em prática é falar termos estranhos, alguns traduzem para a linguagem humana outros deixam a sua cabeça com um monte de interrogação, os pacientes saem do consultório zonzos, mas nem por isso desconfiados, entregam suas vidas naquelas mãos.
A mulher, por sua estrutura, muito cedo visita um médico ginecologista, o médico das mulheres, o que vai cuidar do mais intimo do mais frágil, a sua feminilidade. A menina acompanhada de sua mãe geralmente adentra o consultório e lá introduz a filha ao mundo da confiança, médico e paciente. Por vezes essa confiança é quebrada quando justamente pelo excesso a paciente está só, aí o monstro que mora dentro do profissional vem à tona e age da forma mais torpe tornando sua vítima refém. Há, contudo uma confusão mental na paciente, pois se confunde o ato, “é ou não é”, “foi ou não foi aquilo mesmo”. E como perguntar a alguém sobre o acontecido? E a vergonha e o medo de não acreditarem? Afinal o que vão dizer é que ela anda com meninos pra cima e para baixo e fazem isso e aquilo, elementos bem consistente depoentes contra a vítima, a sociedade tem a palavra.
Pasmem que até hoje a mulher é tratada como uma coisa qualquer quando se trata de Estupro. A justiça absolve o dito cujo, a sociedade culpa as roupas da mulher, a mídia só oferece estardalhaço e a menina, a mulher, a vítima de tudo isso tem sua vida interrompida. Seus sonhos e confiança ficaram naquele lençol manchado de abuso. Nascem mais vítimas da depressão, usuárias de drogas e suicídios.
E o médico?
Este continuará sua jornada em praticar as mesmas coisas em cidades diferentes com mulheres diversas porque a justiça representada por aquela cujos olhos têm uma venda apenas absorve o estupro, pois suas mãos estão ocupadas como peso e a medida.
Acabem com o abuso contra as mulheres elas, apesar de toda a modernidade, continuam com sua fragilidade mediante a sociedade. Penso que já está na hora de que algumas coisas sejam resolvidas, pois crescem os números a cada dia de Padres abusadores e médicos no mesmo patamar, não está na hora de torná-los eunucos já que nossa confiança é cega?
Desejo um domingo agradável a todos e um início de semana memorável!
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google “eu não deveria andar sozinha”
Indicação de filme: O filme é excelente e é baseado em fatos reais, infelizmente não sei o nome, mas indico como tema da crônica do dia, boa película.
https://www.youtube.com/watch?v=d4vKya0MrlM

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