domingo, 2 de dezembro de 2018

[Súmula de Domingo] Gentilezas – Ana Cristina da Costa



Penso que a humanidade não está perdida, ela apenas dorme.
Sabe aquelas práticas que pensávamos estariam escondidas ou até mesmo perdidas no tempo, nos incontáveis bites e bytes? Pois é elas não morreram, nem mesmo estão aposentadas, apenas encobertas pelo o que chamamos de manias tecnológicas.
Nesta semana sabedora de um evento nobre, não pude deixar de relatar a vocês as emoções que tomaram conta de mim, aconteceu em uma das semanas de novembro. Vamos aos fatos.
Minha filha é professora e a turma da qual falarei, tem uma faixa etária entre 13 e 15 anos.
Era o dia anterior ao seu aniversário, então um dos alunos disse que a intenção da turma seria fazer uma festa surpresa, mas como na turma havia pessoas que não poderiam participar das comemorações pelo fato de serem de uma religião onde não é permitido, eles não poderiam esboçar nenhum movimento que levassem a crer que era o aniversário de alguém, de maneira que a solução era uma confraternização. Mediante tal situação, perguntaram se ela não se importaria no que ela aceitou prontamente.
Vocês fazem ideia do significado disso? A mim pareceu uma prova de civilidade, confesso nunca antes vista e por mais incrível, vinda de pessoas ainda em formação, adolescentes. Estou arrepiada até agora. Isso me tocou profundamente.
 No dia do aniversário, lá estavam todos em sala de aula com os quitutes e a nobreza adornando o dia.
Havia uma pessoa, quando eles disseram haver mais de uma, era apenas uma, nessa frase a civilidade se fez presente, a qual recebeu toda essa fineza de caráter dos outros alunos, ela não pode participar de festas por suas convicções religiosas e não foi rechaçada por isso, pelo contrário, recebeu bem mais que a professora no dia do seu aniversário, ganhou o respeito de toda a classe.
E eu, confesso, ganhei essas linhas incríveis.
Necessitamos tanto de heróis, de pessoas que nos impulsione, pois somos parte de uma só corrente, somos os elos que a sustentam, então nada mais justo que se propaguem amor, amizade e respeito.
Em conversa com um amigo ele me disse: - “eu era tão prestativo com as pessoas, agora parece que me perdi”. Pensem nisso e reajam.
Quero agradecer à minha filha por ter partilhado comigo e aos alunos que provaram, a humanidade existe e pode ser vivida com nobreza.
Se você tiver histórias como essa que sirvam de exemplo e quiser compartilhar comigo, fique à vontade. Se não souber como descrevê-la quiser que eu a escreva, pode enviar mensagem, terei um enorme prazer em descrever os acontecimentos. Um forte abraço!
https://www.facebook.com/annacristacosta
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay.
Indicação de filme: Estrelas além do tempo.


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