domingo, 13 de dezembro de 2015

[Súmula de Domingo] Papai Noel - Santa Claus e o Natal

                Primeiramente quero ressaltar que somos seres adaptáveis, somos uma bagagem ambulante transportando tanto no DNA as informações genéticas, quanto as culturais que são aquelas aprendidas, apreendidas pelo meio em que vivemos. Portanto de uma forma ou de outra passamos de geração a geração informações. Algumas são pouco comprovadas outras tantas seladas e assinadas dadas ao volume de fatos ou documentos que as comprove. O folclore a fantasia disse me disse, são as mais primitivas e perduráveis que conhecemos. Essas nos levaram quando crianças, a mundos inimagináveis. Umas se perderam no decurso dos anos, foram esmagadas pelo uso da tecnologia e sua gama de informações, verídicas ou inverídicas, o fato é que há pouquíssima influência nas cabecinhas infantis da geração Alpha, os nascidos depois de 2010.
                Existe uma figura que embora as fontes de pesquisa diversifiquem, são divergentes em relação às datas, divulguem pontos comuns, tais como a história que envolve sua fama de bom moço e quanto à sua vestimenta vermelha a qual conhecemos hoje.
Segundo algumas fontes a figura do Papai Noel, o Bom Velhinho, foi inspirada no Bispo Nicolau ou Santa Clauss, figura cristã. O motivo de sua fama era a de que no século IV na Europa surgiu a lenda do Velho Inverno, conta a lenda que as moças tinham que pagar seus dotes para casarem-se do contrário eram vendidas como escravas, desta feita o que fazia o velhinho, baita às casas, se fosse bem recebido, a família era muito bem recompensada com um saquinho de moedas de ouro deixada à porta, numerário suficiente para o pagamento do dote. Sua fama foi se espalhando dando a ele o título de São Nicolau. Mais tarde milagres foram atribuídos   a ele. Naquela época sua roupagem era de cor marrom ou verde escura.
Em 1931 a Coca-Cola solicitou uma campanha publicitária ao então Cartunista Thomas Nast, alegando que na estação do inverno a venda do refrigerante caia consideravelmente, Nast avermelhou o Papai e o colocou como um lauto senhor da bondade. Não precisa nem dizer que foi um boom publicitário. Vermelho ele continua até hoje. Talvez devêssemos pintar o nosso Papai Noel de verde novamente, combinaria com a nossa “mata” ou de “amarelo” representando as riquezas que “ainda” existem, mas que levam consigo milhares de famílias em seu rio de lama, mas isso é outra história.
Voltando a enfocar o folclore, embora as crianças de hoje nasçam com um tablete acoplado em suas mentes, não há quem derrube a confiança que a criançada tem nesta bagagem de que o Papai Noel vai livrá-las de suas dores e misérias. Por conta disso este velhinho, que tem como data comemorativa o dia de hoje, digo, também é sua data muito diversificada nas fontes de pesquisa, vai embalando os natais de adultos e crianças pelo mundo à fora. Isso é que é tradição, essas coisas, esses modos e maneiras de agirmos e difundirmos os fatos, e a palavra confere isso, levar adiante a informação, fazem do Natal com seus enfeites, com sua hora marcada da ceia, com sua troca de presentes, com suas comidas, com suas folgas e tantas outras ações, a mais forte de todas.
Pode ser que em pouco tempo de vida a criança da geração Alpha entenda que tudo isso não passa de invenções para que vivamos melhor, que tenhamos a necessidade de uma data, duas ou três amenizando os reveses da vida, mas acho que o Bom Velhinho ainda vai descer em muitas chaminés até que se acabe a tradição.
Como disse no início, somos seres adaptáveis e somos tão diretamente ligados ao útero, que, por mais que as fantasias se distingam e se revelem uma farsa, as crianças ainda precisarão desta ligação, é como um conforto, um alento por sermos humanos.
Por: Ana Cristina – Membro da Academia Virtual de Letras – AVL, tendo como Patronesse: Adalgisa Nery – Cadeira 23.
 Site considerado o Oficial do Papai Noel para o envio das cartinhas. http://santaclauslive.com/en/
Filmes que retratam a figura do Papai Noel.





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