sábado, 28 de abril de 2018

[Biografias Reais] Marielle Franco


Marielle Franco: A Palavra jamais silenciada






"Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra aos pobres acabe?"

Marielle Franco




Marielle Francisco da Silva (27 de julho de 1979 - 14 de março de 2018) foi uma política, socióloga, feminista e ativista pelos direitos humanos. O poder da sua voz foi eternizada em suas palavas, discursos calorosos e firmes, reflexões feministas, posição de uma negra favelada que venceu.

Apesar de sua posição eloquente em defesas das classes em que naturalmente defendia, ela tinha um olhar altivo e amplo para todas as minorias; e tudo isso foi para o papel. Redes sociais, locais de fala, mídias e movimentos todos tiveram o peso de uma voz que de tanto clamar passou a ser ouvida! Ganhou notoriedade, prestigio e inimigos.  Conheça um pouco de Marielle literalmente! ;)

O mandato de uma mulher negra, favelada, periférica, precisa estar pautado junto aos movimentos sociais, junto à sociedade civil organizada, junto a quem está fazendo para nos fortalecer naquele lugar onde a gente objetivamente não se reconhece, não se encontra, não se vê.


Marielle Franco


A vida no Rio de Janeiro anda muito ameaçada, mas tem muita resistência também. Especialmente contra essa mão de controle pra cima de corpos favelados. Hoje a gente tem o temor e aí, quem aqui vigia os vigias? Quem presta contas?


Marielle Franco


O que é ser mulher? O que cada uma de nós já deixou de fazer ou fez com algum nível de dificuldade pela identidade de gênero, pelo fato de ser mulher? A pergunta não é retórica, ela é objetiva, é para refletirmos no dia a dia, no passo a passo de todas as mulheres, no conjunto da maioria da população, como se costuma falar, que infelizmente é sub-representada"


Marielle Franco


Cabe destacar que a política estatal de combate às drogas e à
criminalidade violenta nesses territórios das favelas é caracterizada por estratégias
de confronto armado contra o varejo do tráfico, em que as incursões policiais ou a
permanência nesses locais reforçam a iminência de confrontos e cerceamento da
vida cotidiana.


Marielle Franco

Para que a discussão se amplie é fundamental compreender que estamos em um lugar de tratamento diferente. É preciso reconhecer o racismo.


Marielle Franco


Marielle Franco era mulher negra, mãe, cria da Maré, gay, defensora dos Direitos Humanos, socióloga e mestra em Administração Pública. Se formou pela PUC-Rio, e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua dissertação teve como tema: “UPP: a redução da favela a três letras”.


Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo.

Iniciou sua militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré.

Aos 19 anos, se tornou mãe de uma menina. Isso a ajudou a se constituir como lutadora pelos direitos das mulheres e debater esse tema nas favelas.

Mari dizia que ocupar a política é fundamental para reduzir as desigualdades que nos cercam.

Em 2016 foi eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL e presidenta da Comissão da Mulher da Câmara Municipal. Se destacou pelo seu trabalho como militante negra, e pela denúncia da violência policial nas comunidades do Rio de Janeiro. Todo o seu trabalho foi pautado na palavra! Não apenas nos seus discursos na câmara,  Foi assassinada dia 14 de março, aos 38 anos.

O mandato de uma mulher negra, favelada, periférica, precisa estar pautado junto aos movimentos sociais, junto à sociedade civil organizada, junto a quem está fazendo para nos fortalecer naquele lugar onde a gente objetivamente não se reconhece, não se encontra, não se vê.

 A dor da sua morte e de tudo o que ela simbolizava desencadeou homenagens emocionadas em redes sociais e grandes manifestações nas ruas pelo Brasil e no mundo. Tenha certeza: Você ainda lerá muito mais sobre ela!

Mariane Helena





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