domingo, 11 de novembro de 2018

[Súmula de Domingo] Sabe de uma coisa? – Ana Cristina da Costa


Ah! Como eu gostaria que algumas coisas continuassem e que fossem lapidadas para que o tempo não as enferrujasse.

Os bons modos e as boas maneiras, a convivência com o outro são sábias regras aprendidas com os ancestrais.

Todos nós gostamos de liberdade todos nós a queremos, mas onde começa a sua senão onde termina a minha? Este marco deve ser respeitado.

Já vai longe o tempo em que na madrugada ouvia-se o coaxar dos sapos, os grilos cantando, o ressonar de alguém, o ônibus último, deixando seu derradeiro passageiro, o chorinho de uma criança que sem a noção do relógio, clamava pelo alimento lácteo e no momento em que o tomava poderíamos ouvir o som do seu silêncio. Ouvia-se a janela sendo fechado, o portão sendo trancado e o último carro entrando na garagem. Ouvia-se muitos sons familiares, aqueles os quais identificávamos a vizinhança. Eram barulhos suportáveis, audíveis, familiares, o que nos promovia uma certa tranquilidade, pois as regras do silêncio eram em sua maioria respeitadas, não porque umas letras postas em papel ditavam a convivência, mas porque éramos poucos e cordatos, outros tempos.

Hoje os valores esses, são meras representações de arcaísmo, não se aplicam no agora, tempos os quais a falta de educação é sinônimo de autoridade.

Ouve-se vídeos nos celulares à altura que for, para que todos interajam com você e riam das mesmas coisas, ouve-se música de todos os gostos sem a preocupação com as letras e se essas firam ou não o psicológico das crianças, compartilham de lixos eletrônicos sem a devida averiguação dos fatos e nisso lá se vai uma notícia falsa e maldosa, enfim, os tempos são outros.

Resta, aos que ainda podem, a fuga para lugares cuja natureza ainda é viva e lá suas energias são renovadas, seu demônios espantados, suas alegrias retomadas. Lá onde as regras nunca foram esquecidas é que mora o nobre costume da vida.

Sabe de uma coisa? “vou-me embora para Pasárgada... E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe - d’água.
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada...”

Se você tem o seu lugar, aquele do qual não esquece, que faz parte de si e que nele teve seus momentos mágicos ou ainda não, e se ele já existe ou ainda será desbravado, se nele tem pedras, árvores, rios ou montanhas, se ele é num prédio ou num parque, não importa, vá, vá e leve consigo suas melhores pessoas ou leve você consigo mesmo, seja feliz, porque eu já estou indo para o meu lugar mágico. Um forte abraço!

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filmes que te inspiram a viajar:
http://diariodenavegador.com/inspiracao/filmes-que-te-inspiram-a-viajar/


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