quarta-feira, 19 de junho de 2019

[4ª Poética] Fogo passado - Eliézer Viajante do Tempo

Fogo passado
Queria que fosse eu
A fazer tudo por ti
Fiz demais
Não notou
Fui ficando para trás

E observar de longe
Suas alegrias
Tristezas
Ter algum momento
Em que eu consiga um sorriso

Ou você fazer isso por mim
De tantas poesias
Virei isso
E por mais
Que eu ame poesia

Não sou só alguns versos
A você ler
E infelizmente
Não reconhece o seu valor
Muito menos o meu

Não sei como é ter sua atenção
Nem como seu tempo é administrado
Se eu pudesse
Iria a frente
Para impedir
Qualquer dor

Se eu fizesse algo diferente
Se fosse mais ousado
E tentasse algo

Deixaria de ser eu
Eu cansei de tudo
Só não de te impedir de chorar
Mas quem diria que quando fiz isso
Você voltaria para os braços dele


Eu sempre fiz isso
E quem fez por mim?
Odeio reviver
Viver é um perigo
Faz mal a meu coração

Nem finjo que nada aconteceu
Eu só não toco no assunto
Fogo dado por mim
Para ninguém se apagar

E quem devolve?
Amor
Palavra conhecida
Palavra tão inusitada
E não usada em minha vida
Pelos outros

Queria eu ter vivido
Em outras épocas
Para quem sabe
Realmente viver
Esse amor que tenho

Nada faz apagar
Nada me faz desistir
As lágrimas não apagaram
O vento não o fez
E sobrevive ao inverno

E já ficou tão quente
Quanto o inferno
A me queimar por dentro
E a colocar ataduras
Por amar demais

Sempre tem um motivo
Que não me satisfaz
E rouba a paz
Rosas entregadas

Ninguém chorou
Quando fui embora
E faz-se dois dias
Que fui embora
E ela não disse nada

A sina de um viajante do tempo
Tenho vocabulário e ações
Mas ninguém a direcionar
E esperar por alguém
É pedir decepção

Melhor seguir em frente
Esses tempos
Não fazem jus
Ao que sinto

Minha boca
Que não conheceu
Nenhuma boca apaixonada por mim
Minha língua pronta
E cheia das palavras mais lindas

A quem devo direcionar
O papel acaba sendo o alvo
Palavras doces
Trocadas por sorrisos
E ações frias
Palavras afiadas

Em quantos já me fiz
Para aguentar?
E onde você está?
Em braços de outro
Não sabe que existo?
Me ignora?

Ou não sou conveniente
A última que amei
Me amou...
Mas uma parcela
De quem sou
E ao tentar ser inteiro
Ela foi embora

E já vi um país das maravilhas
Mas ao salvá-lo
Foi para longe de mim

Eliézer Viajante do Tempo
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