domingo, 21 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Envolva-se, Artiste-se – Ana Costa



Engraçado como a vida é. Por anos a fio eu me dediquei à arte e fazer parte desta comunidade a mim sempre foi intrínseco, pois aprendi o que pude em relação à prática chamada Artesanato ou manualidades, bem como a escrita e a representação. Tudo isso foi a mim apresentado muito cedo, haja vista venho de uma época rica no que tange estes quesitos.
Hoje, não obstante, continuo de forma a receber todas essas práticas com certificação, embora já tenha muitos, nunca me é suficiente, adoro aprender novas técnicas e pô-las em prática é a melhor parte. Vejo, portanto o desmembramento das artes em revistas e ou em cursos, eu as conheci em combo, não havia distinção de uma para outra no sentido de ensinamento. O que quero dizer é que, as revistas principalmente datadas dos anos 70 e 80 vinham com um apanhado muito rico nos termos descritos, o que dá a esses periódicos uma riqueza incomparável. Assim como em outras áreas de ensinamentos aconteceram as mesmas mudanças.
Os meus filhos, dando continuidade e perpetuando a espécie, voltaram-se igualmente à essa modelagem artística. Cada um em sua área encontrou o caminho da intersecção.
Eu tenho algumas dessas revistas posso dizê-las relíquias e sempre digo aos meus filhos, embora a gama de conhecimento nesta área apresentada em massa na mídia seja até gratuita, tenho estas como raras e que eles não se desfaçam até que veja não haver para eles, serventia, do contrário poderão extrair conhecimentos das mesmas.
Este é o diferencial de como vemos a arte e a ela conferimos valor.
No teatro assim como no cinema, muitos desses conhecimentos são sumariamente importantes, pois se apresentam o grande o vistoso nos palcos e nas telas, mas nos bastidores há a necessidades dos pequenos toques, dos costureiros, das bordadeiras, os fazedores de calçados, os maquiadores e os amigos que estão sempre dispostos a empurrar os artistas à sua missão.
Não ignore a arte nem tampouco a substitua, ela é a mola que envolve o humano e os remete à ancestralidade.
Ao bordar um pedaço de tecido, a pessoa entra literalmente em seu interior, buscando dentro de si toda a forma de ser.
É mágico ser um artista, é gratificante igualmente.
Nas telas apresentam-se filmes que remotamente enfeitavam as prateleiras das locadoras e antes disso as paredes de casa com seus slides, as estórias continuam encantando as criaturas, hoje com menos de trinta anos, aí eu pergunto, qual é a magia? O que tem nestas estórias para que façam inúmeras montagens e não as deixemos morrer? Qual é a fórmula do encantamento? Talvez ela seja tão complexa que dispense definições.
Nos palcos com a proximidade das pessoas a interação é muito mais calorosa, o rigor em fazer o espetáculo é maior, pois o espetáculo tem que ser bem apresentado. As pessoas desta arena são muito mais exigentes e críticas, sem o menosprezo das outras, é que fazer teatro requer um nível de adrenalina bem mais afiado, não esqueçamos do estudo, este deve ser constante. E lá se vão as representações da vida real, as adaptações daqueles que estão nos livros e nas telas do cinema.
Eu pergunto, porque tudo isso? Não bastaria apenas a leitura dos livros? Não bastariam apenas ouvir de outros o conto usando ênfases e gestos a nos encantar? Por que temos a necessidade em repetir e repetir as coisas? Isso também é arte. Estamos envoltos a essa atmosfera de encantamento e o que fazemos, fazemos para o outro, a fim de agradá-lo, pois somos comunidade, humanidade.
Se você possui alguma vontade ou habilidade e disponibilidade, faça cursos, de qualquer coisa na área, prove a você mesmo que pode realizar. Não há obstáculos, o que há é determinação. Busque em você o outro, aquele que se despe de si mesmo e se entrega a esses momentos únicos,
Faça arte!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Pixabay.
Indicação de filme:



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