domingo, 7 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Sobre o Tempo! – Anna Costa]


Ele serve para ditar as regras!
Também para o controle!
Comanda toda a história, desde o nascimento até a morte!
Ele é o todo poderoso e nós os subservientes!
Você acha que não? Que não serve a ele? Então você não é deste mundo, está apenas de passagem, pois o tempo se espalhou em diversos aparelhos, com diferentes corpos e caras, mas continua a exercer sua função de controle da raça humana.
Estou de férias e sou livre, mas nem por isso fiquei absolvida da ditadura, ele me controla. Não o faria se fosse eu, uma hermitã, convivendo apenas ao sabor da natureza. Seria eu uma tarzã ou coisa parecida, mas mesmo neste contexto, ainda sem os marcadores aos quais nos acostumamos, ainda assim teríamos o sol e a lua a nos dizer dos hábitos, a nos comandar no acordar, no dormir, no comer enfim, é ele o tempo, o nosso deus.
Você viajaria no tempo se tivesse a oportunidade? Em que época gostaria de ficar? Você não sabe por que não viajou, ou foi e não nos contou, mas devo dizer que eu gostaria muito de nascer agora, gostaria de não ter nascido na minha época, pois agora não tem volta, os avanços tecnológicos não nos espantam mais. Eu adoro tecnologia, mas sei igualmente que junto à paixão há um tratado de mácula ao planeta, porém devemos tomar consciência de que somos pessoas amadurecidas o suficiente e igualmente, bem informadas, a fim de criarmos mecanismos de defesa e conservação. Não estamos mais nas cavernas, saímos e nos deparamos com o mundo novo, bem sabemos que o ser humano ainda requer lapidação, mas que ele não tenha conhecimento é negar a própria existência.
O tempo nos remeteu a esta Era pesada, ela é uma senhora obesa e provavelmente não haverá programa de emagrecimento. Apenas a destruição do planeta pode acabar com todas as informações, mas creio que mesmo assim na medida em que se dê ao homem ferramentas, ele logo trabalha.
Gostaria tanto de consertar tantas coisas, me causa tristeza em não poder, por ora vou me contentando com as horas no celular, no computador, nos terminais rodoviários e nos pulsos, vamos nos namorando, um dia ele vem me buscar, sei disso, não há fuga, enquanto isso me saboreio com suas brincadeiras e perseguições, mostrando a mim horas com números seguidos ou iguais invertidos.
Ainda não posso controla-lo, mas posso segui-lo.
Exerça sua implacável função em mim, daqui a pouco nos encontraremos.
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay

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