domingo, 29 de setembro de 2019

[ Súmula de Domingo] É Ruim, mas é bom! – Anna Costa


Dia desses enfatizei bastante a sabedoria popular, pois foi e é através dela que muitas vezes e não é regra, porque não estou aqui para dar um chute na ciência, mas que por observação o ser humano aprende.
E foi nesta observação que algumas práticas foram transmitidas de geração para geração, claro que algumas foram provadas serem verdadeiros milagres da natureza e outras caíram por terra. Vou falar de uma delas que a ciência mais tarde provou a sua eficácia e disse por quê. Não sei se é do seu tempo, mas foi do meu quando criança que os cuidadores, pai, mãe, avós, tios, nos ofereciam um leitinho quente antes de dormir para que pudéssemos dormir tranquilos, então entrava em ação, o leitinho quente, o chazinho com torradas, um mingau e um carinho, isso nos conferia um conforto inigualável, nossas barriguinhas dormiam tranquilas. Houve um tempo em que a ciência acreditava que a prática dava sim certo conforto, mas com o tempo foram abolindo toda e qualquer refeição poucas horas antes de se deitar.
Outros comportamentos, outros pensamentos e comprovações. O fato é que antes, nada do que nos ofereciam antes de dormir nos causava mal.
Acredito na ciência, mas acredito também na sabedoria popular, o disse me disse dos quais sou sabedora, logicamente há coisas absurdas, mas que foram por alguém, algum dia, testadas e para elas deu muito certo.
O que seria da humanidade se não fossem os sábios de carteirinha? Se não fossem as avós e avôs com seus remédios ditos “é bom pra tudo”? Com seus ditados certeiros e conselhos aprofundados? Eu não seria nada, pois cresci neste âmbito florestal, neste ambiente de curandeirismo, cresci e passei aos filhos as diversas receitas com as quais acordávamos e dormíamos, numa naturalidade sem par. Todo este apanhado, formaram o meu caráter e acredito que o deles também.
Quando crianças eu batia matruz com leite no liquidificador e dava a eles em jejum eles diziam: - é ruim. Então eu respondia: - ruim, mas é bom. Ou seja o gosto não era agradável, mas sua eficácia era fenomenal.
Dia desses, minha filha com o dedo cortado pediu para que eu fizesse curativo aí me lembrei da pomada que ela mesma me deu para passar no pé torcido, eu havia posto em meu dedo também cortado e deu certo, então fiz o curativo e no dia seguinte, o dedo, magicamente já havia apresentado melhoras, então comentamos o que poderia ter naquela pomada.  Ah! Qual foi nossa surpresa, nela tem componentes familiares os quais criamos uma identidade, mas que havíamos esquecido rimos muito e descrevemos outras tantas práticas passadas de geração em geração, a sabedoria popular.
Distanciamo-nos um pouco do natural, pois, naturalmente fomos sucumbindo aos encantos luminosos dos aparelhos e igualmente aos aparatos industrializados, agora tudo é remédio de farmácia pelo simples fato da cura rápida e ou o Pronto Socorro onde nos aplicam injeções mágicas, que tiram a dor com a mão. Neste sentido o chazinho vai ficando de lado, dando lugar às capsulas.
Outro dia fui arrumar os cabelos, pois, cuidar-se é preciso então entre conversas e trocas de gentilezas aprendi mais uma coisa com a mãe da cabeleireira. Você sabe o motivo pelo qual acendem velas em velórios? Não senhoras e senhores, não é por motivos religiosos, a religiosidade está aquém desta sabedoria, acontece que as velas são acesas para espantar os insetos voadores, mais precisamente as moscas, porque a carne já não viva atrai as criaturinhas, então eis que alguém muito sábio percebeu o fato e o difundiu para que o conhecimento chegasse até a mim. Agradecida, experimentei e aprovei.
Então fica aqui a dica, não deixe que a sabedoria morra claro que devem ser prudentes ao consumir qualquer tipo de chás, mas alguns deles até os médicos indicam. Neste caos que anda o mundo, que tal um de camomila?
Por: Anna Costa
Imagem extraída do Pixabay- imagens livres
Indicação de vídeos:
 https://www.youtube.com/watch?v=jlpgdnJK99s – Universo das Plantas.

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2 comentários:

  1. Nossa infância e juventude foram repletas dessas sabedorias. Tínhamos muitos "bruxos" na família!! E que falta eu sinto deles!!

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  2. Verdade, eu cresci em meio a essa magia, entre plantas, crenças e curas através destes elementos. Sim e porque não dizer, bruxas, somos um pouco ou muito até e não deixarei morrer enquanto eu viver.
    Obrigada pelo carinho, um abraço!

    ResponderExcluir

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